Tiago Volpi consolidou-se como goleiro titular do São Paulo. Aos 29 anos, em entrevista ao portal UOL Esporte, ele falou que nem sempre jogou defendendo a meta ao longo da vida. Na ocasião, ele também falou de ídolos e Seleção Brasileira.

Perguntado sobre como descobriu que era goleiro, Tiago Volpi contou uma história de infância. “Eu comecei como lateral-esquerdo, mas sempre gostei de jogar no gol. Eu era, muitas vezes, expulso por colocar a mão na bola. Quando a gente morava em Blumenau e meu pai ia ver meus jogos, eu fiz isso. Era um negócio meio sem explicação. Ele falou que ou eu mudava para goleiro ou ele me tirava do futebol. Fomos para outro estado por causa do trabalho dele uns anos depois e, no primeiro dia de aula, não tinha goleiro. Acabei fazendo duas ou três defesas e botaram pressão para eu fazer teste no Avenida, de Santa Cruz do Sul. A partir dali, nunca mais saí do gol”, declarou.

Ao falar sobre ídolos, Tiago Volpi citou três goleiros. Dois deles do São Paulo. “Eu gostava muito do Zetti por causa do estilo. Calça, meião por cima. Depois, veio o Rogério, com os gols. Mas o cara que me consolidou a ter um ídolo foi o Julio César. Peguei uma fase dele muito boa na Internazionale e na Seleção Brasileira. Tive como um ídolo na minha posição”, afirmou.

Seleção Brasileira

Apesar de não negar que gostaria de defender a Seleção, Tiago Volpi falou que esse não é o foco dele. “É um sonho, o plus de uma carreira. Mas, ao mesmo tempo, sou muito tranquilo e consciente. Para mim, o Alisson é o melhor goleiro do mundo e o Ederson está nessa lista. Meu maior sonho hoje, porém, é focalizar minha energia para o São Paulo. Se eu tiver bem dentro do meu clube, a Seleção vem no automático”, afirmou.

Para finalizar, Tiago Volpi declarou que não se vê cobrando faltas – como Rogério Ceni. “Acho que é uma comparação desnecessária. O fato de trabalhar igual o Rogério e se dedicar é um belo de um exemplo, mas querer fazer igual ao que ele fez é uma pressão desnecessária”, arrematou.

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