O São Paulo tem sofrido com ações judiciais movidas por atletas que já vestiram sua camisa. O caso mais recente é o do zagueiro Lucão, hoje no Goiás, que cobra R$ 5 milhões, sendo R$ 1 milhão como indenização por danos morais. Uma audiência deste caso está marcada para agosto.

O meia Maicon, atualmente no Grêmio, também chamou a atenção recentemente. Ele ganhou em segunda instância um processo trabalhista que moveu contra o Tricolor cobrando remuneração referente a adicional noturno, domingos e feriados. A condenação ficou em R$ 200 mil, mas o São Paulo vai recorrer.

Esses casos em nada se assemelham aos dos 19 jogadores que entraram em acordo com o clube de 2019 para cá cobrando direito de arena. No total, o São Paulo se comprometeu a pagar R$ 39 milhões para estes ex-atletas ao longo dos próximos anos.

Nestes casos, porém, o clube entendia que fatalmente perderia as disputas judiciais, ao contrário do que acontece com Lucão e Maicon – a defesa acredita que conseguirá levar a melhor no tribunal.

Processos por direito de arena quase sempre terminam com vitória do atleta. Por um acordo com o Sindicato dos Atletas de São Paulo, hoje considerado inválido, o São Paulo e outros clubes repassavam 5% dos ganhos com cotas de TV aos jogadores quando a legislação falava em 20%. Muitos atletas que atuaram nos clubes paulistas até 2011, quando a lei que aborda este tema foi atualizada e passou a falar em 5% de repasse, têm ganhado essa diferença judicialmente.

Por isso, o clube se antecipou e fez acordos com os seguintes jogadores: Alex Dias, Alex Silva, Carlinhos Paraíba, Diego Tardelli, Edcarlos, Éder Luis, Fredson, Gabriel, Hugo, Borges, Joilson, Jadilson, Zé Luis, Juan, Junior César, Lenilson, Renato Silva, Arouca e Washington.

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