Quando Júnior Tavares estreou pelos profissionais do São Paulo, uma grande expectativa cercou o lateral-esquerdo, já que há tempos o time não encontrava um jogador para a posição. No entanto, alguns problemas extra-campo atrapalharam a sequência do atleta, que foi perdendo espaço aos poucos no Tricolor.

Em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva, Júnior Tavares garante que não guarda mágoas do São Paulo. O jogador acredita que intervenções familiares foram prejudiciais para seu futuro no clube. À época, a mãe do lateral-esquerdo fez postagens nas quais criticou a cobrança excessiva da torcida. 

“Eu sempre fui verdadeiro, sempre fui eu. Trabalhei duro, 100% em todos os jogos que fiz pelo São Paulo. Um erro ou outro familiar que acabou saindo na mídia e isso me atrapalhou um pouco. Mas, sendo verdadeiro, não mudaria nada no que eu fiz pelo São Paulo, tenho um carinho muito grande por esse clube. Acompanho sempre que posso alguns jogos, falo com alguns jogadores e funcionários de lá também. Acho que os erros familiares, que não eram meus, podem ter atrapalhado, mas isso foram coisas que já passaram, nunca tive mágoa nenhuma pelo clube e espero que dê tudo certo no São Paulo”, afirmou o lateral.

Júnior Tavares reconhece que seu principal obstáculo no Tricolor não foi a falta de oportunidades e, além disso, lamenta algumas lesões sofridas que o tiraram de combate.

“Acho que não faltaram oportunidades no São Paulo. Fui o jogador que mais joguei com o Rogério Ceni, com mais de 30 partidas consecutivas. Então, oportunidades não faltaram. Acabei não jogando muito com o Dorival, mas foi opção dele, sempre estive à disposição nos treinamentos. Uma lesão ou outra me atrapalharam um pouco, acabei ficando fora de alguns jogos importantes, muitas semanas no departamento médico. Mas, quando voltei, sempre desempenhei meu futebol. Dorival sempre conversou comigo, optou por me utilizar na ponta, no meio-campo, além da lateral”, disse o jogador.

Por fim, o Júnior Tavares evitou falar sobre a possibilidade de retornar ao São Paulo. O atleta, que ainda tem vínculo junto ao Tricolor até julho de 2021, está emprestado ao Portimonense até o final desta temporada europeia.

“Estou emprestado ao Portimonense até o final da temporada. Tenho o objetivo de manter o clube na primeira divisão, eu e meus companheiros estamos lutando para que isso aconteça. Ainda não pensei sobre o futuro, estou vivendo o presente, que é no Portimonense, manter o clube na elite é o meu objetivo nesse momento”, finalizou.

Gazeta Esportiva