Muito se fala sobre a rotatividade dos técnicos brasileiros. Com muitos trabalhos de pouca duração, comissões técnicas acabam tendo atitudes para se manter no cargo. Ao menos foi o que comentou Márcio Araújo, atual auxiliar técnico de Fernando Diniz no São Paulo. As declarações foram dadas em live no canal Arnaldo e Tironi, mantido pelos jornalistas Arnaldo Ribeiro e Eduardo Tironi no Youtube.

Ao falar sobre alterações táticas no São Paulo, Márcio Araújo fez um desabafo. “Eu não sei se tem treinador no mundo igual o brasileiro. O problema é que a gente é forjado no medo de perder o emprego. É mais ou menos como está o COVID-19. As pessoas estão com medo de sair à rua, de se cumprimentar. É claro que tem que ter os cuidados, mas o pânico deve fazer com que os índices de depressão e síndrome do pânico. A gente brinca que, se é técnico de time pequeno, ele já mora perto da rodoviária. Se for de grande, é de aeroporto”, declarou.

Função

Perguntado sobre qual o papel dele na atual comissão técnica do São Paulo, Márcio Araújo explicou. “A minha participação é mais de bastidor, mais na conversa tática que técnica. Eu procuro enxergar e ver, antes de todo mundo, o que todo mundo ainda não viu. Me dedico a prestar o máximo de atenção no que está acontecendo e antever o que pode acontecer. Também tento dar um conselho no que seja importante, seja na substituição, na escalação ou no dia a dia. Ser um auxiliar que dá apenas o treino tá muito pouco pra gente”, finalizou.

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