O técnico Fernando Diniz superou a desconfiança da torcida do São Paulo na chegada em 2019 e estava em alta no momento em que o futebol brasileiro foi interrompido pela pandemia do novo coronavírus. Um dos pilares para que o time pudesse evoluir na atual temporada é o experiente Daniel Alves, contratado no ano passado e lidera o time dentro de campo, recebendo todos os elogios do treinador devido à postura em relação ao time.

Em entrevista aos jornalistas João Carlos Albuquerque e Rodrigo Viana, no programa Os Canalhas, o treinador do São Paulo diz que a contratação de Daniel foi um grande acerto da diretoria e que o clube não sabia o tamanho do acerto ao repatriar o atleta que estava na Europa havia 17 anos, passando por Sevilla, Barcelona Juventus e Paris Saint-Germain.

“O Daniel não é um jogador só, ele é um ser humano diferente. Para quem convive, sabe. Ele é um cara muito focado na profissão, é um cara que tem um grau de interesse em ajudar os outros muito elevado, que as pessoas não imaginam, então ele gosta de fazer as pessoas que estão do lado dele melhores e é um ser coletivo, é só você ver onde ele jogou muito bem e como que era a coletividade no Barcelona e ele eu tenho certeza que ele era uma figura central naquele time, mais do que a gente imagina”, afirma Diniz.

“Ele faz qualquer ambiente ficar melhor porque ele tem a dedicação dele, ele sabe abordar os jogadores, os mais jovens ele tem interesse, nos mais experientes ele compõe, ele ajuda o treinador, então o São Paulo fez uma contratação que ele nem sabia o tamanho do acerto, porque foi um grande acerto do São Paulo a vinda do Daniel e eu acho que para o futebol brasileiro também, não foi só para o São Paulo, é um jogador, um personagem muito ímpar”, completa o treinador.

Fernando Diniz também analisa a forma como o comportamento do torcedor do São Paulo em relação ao seu time mudou de 2019 para a atual temporada, quando conseguiu bons resultados dentro de campo e fala da importância de que o time volte a ser campeão, já que a última conquista foi a Copa Sul-Americana de 2012, há mais de 7 anos.

“Eu acho que esse é um momento singular no São Paulo, do meu momento. Quando parou, era o nosso melhor momento, eu acho que o ano passado foi um ano bem mais difícil, o São Paulo está muito sofrido pela ausência de títulos e então a gente fez um campeonato bom ano passado, em alguns jogos, principalmente os jogos mais emblemáticos, que exigiu que o time não tinha margem para perder, a equipe conseguiu corresponder muito bem, então emocionalmente a gente saiu muito fortalecido, que não era uma coisa fácil ano passado, do jeito que eu encontrei o time e pelos desafios que a gente tinha até o final do campeonato”, afirma o treinador.

“A gente não tem garantia dos títulos, mas o trabalho a gente está fazendo nessa direção de conquistar título, porque o São Paulo precisa ganhar e a gente vai ser avaliado pelo resultado. Todo mundo faz as coisas para ganhar no futebol, eu faço muito, para caramba, para ganhar, eu trabalho para fazer todas as coisas que eu faço é para ter o resultado final do jogo. É nessa direção que a gente vai, que a gente precisa ganhar, a gente tem que ganhar, o São Paulo tem que ganhar”, completa.

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