Amigos tricolores,

Eu sei que muitos de vocês, que vão ler o artigo, vão concordar comigo. Os comentaristas de título de artigo não vão entender a mensagem, normal isso. Mas vou focar em quem se interessa na mensagem que eu tenho a passar, concordar ou não, é outra coisa, e os debates educados sempre tem espaço na minha coluna.

Com a pausa do campeonato, #VoltaCalleri diminuiu, mas há sempre àqueles que pedem a volta do argentino ao tricolor. De fato, eu ficaria feliz, acho que ele é mais jogador que o Pablo e seria uma dupla de peso com Pato, entretanto, por mais amor que ele mostre nas Redes Sociais pelo nosso tricolor, isso não se reverte em ação tática. Como diria o grande Muricy “é muita conversinha que vemos no futebol…” obviamente o Muricy não falou isso sobre o argentino, estou apenas usando uma das suas frases mais marcantes como exemplo.

Luis Fabiano

Em 2011, especulou-se que Luis Fabiano voltaria ao São Paulo. Ele tinha mercado na Europa, até porque tinha feito uma excelente Copa do Mundo no ano anterior, mesmo o Brasil não ter avançado até a final. Matador, grande jogador, tem espaço por lá, mas na época, ele disse que um convite do São Paulo havia mexido com ele. Uma forte sondagem do poderoso Milan quase fez o negócio ser desfeito, mas por amor ao São Paulo e, ao Brasil, Luis Fabiano em seu auge, voltou ao time que sempre diz amar. E provou que ama mesmo time.

Diego Lugano

Quando quis voltar ao São Paulo lhe foi negado. O uruguaio não desistiu do sonho. Passou um tempo no Cerro Porteño para não ficar sem jogar. Quando a possibilidade veio, abriu mão de salários maiores, de propostas de volta à Europa e pagou do seu bolso uma multa para voltar ao tricolor. Mesmo sendo jogado de lado, nunca fez cara feia e se portou como ele sempre foi, um líder, prova disso é ter se aposentado e se tornado dirigente no São Paulo logo na sequencia.

Alexandre Pato

Desde que chegou ao São Paulo demonstrou carinho pelo clube. Nem sempre jogou bem, mas nunca desrespeitou o manto. Tecnicamente é mais jogador que os dois acima citados, mas em campo não prova isso. É um jogador novo e com bom mercado no futebol Europeu. Talvez, hoje, ele não fosse ser contratado por uma potencia da Itália, Espanha ou Inglaterra, mas tem muito espaço em times europeus. Sempre declarou amor ao tricolor e quando pode voltou ao time que diz que ama, aliás, mostra, pelo menos nas Redes Sociais amar mais o tricolor do que o Inter-RS time que o revelou ao futebol.

Profeta Hernanes

Fez de tudo para voltar ao São Paulo em 2017. Abriu mão de salários mais altos, abriu mão de renovar com o time Chinês. Assim como Pato, tem uma fama boa na Europa, e não teria espaço em um grande time como Juventus ou Inter, onde já jogou, assim como Pato não teria mais espaço no Milan, mas ambos tem espaço em times de menor expressão ou países dos “petrodólares” com toda a certeza. Preferiu o São Paulo! Voltou, provou seu amor!

Jonathan Calleri

Bem, acho que tudo o que eu disse acima reforça a palavra “mesmo” no título não? Aos 26 anos ele é novo e tem pelo menos mais 10 anos de carreira. No São Paulo foi muito bem, isso é inegável. A carência de títulos fez a torcida cair de amores por ele após alguns gols que fez. Nem sempre jogou bem, mas nunca faltou raça em campo, algo que falta a Pato, por exemplo.

Calleri tem amor pelo São Paulo?

Não duvido, mas é um amor é muito no campo da fantasia. Sabe o que me parece?

Aquele cara que tem uma amante e diz toda a semana que a ama, que vai separar da esposa, mas nunca o faz. Calleri é o homem. O São Paulo é a amante.

Desde que saiu do tricolor, em 2016, Calleri conquistou o mesmo número de títulos que o Calazans tem de gols, mas isso é compreensível, afinal, ele só jogou em “potencias” na Europa. Os mais críticos podem dizer que no mesmo período o São Paulo nada conquistou, e é verdade, mas será que se tivéssemos um centroavante do nível dele, não teríamos, por exemplo, levantado o caneco do Paulistão de 2019? Será que não teríamos levantado uma Sulamericana ou uma Copa do Brasil? Difícil prever! O que é fácil ver, é um argentino amado por parte da torcida e que diz que ama o São Paulo, entretanto, prefere jogar na 2a divisão do futebol europeu a jogar aqui.

Com todo o respeito aos times, mas é como se Cristiano Ronaldo (sem comparar o futebol de ambos, claro) jurasse amor pelo Real Madrid, mas viesse para o Brasil jogar no Ituano, São Caetano, Náutico, Figueirense e América-MG. O argentino que ama o São Paulo, prefere ganhar em Euros, o que não está errado, porém, para isso, prefere defender o West Ham (Inglaterra), Las Palmas, Alavas e Espanyol (ambos da Espanha).

O Espanyol, onde ele está hoje, disputaria para não cair a Série B do Campeonato Brasileiro. O último título do WestHam foi em 1992, a 2a divisão do Campeonato Inglês. O Espanyol é o time que mais venceu o Troféu Cidade de Barcelona, um torneio amistoso da cidade, tudo bem, que tem time da capital que se vence algo assim, seriam novos mundiais. Em 2007, o Espanyol, foi vice campeão da Liga Europa da UEFA.

Pois é, o amor do Calleri pelo São Paulo faz ele trocar um time que tem 6 títulos nacionais, 3 sulamericanos e 3 mundiais, pelo time que mais venceu o Torneio Cidade de Barcelona. E ainda pedem a sua volta?

Por: Felipe Morais

Diretor da FM Consultoria em Planejamento

Autor dos Livros: 
Planejamento Estratégico Digital (Ed. Saraiva Uni 
Ao Mestre com carinho, O SPFC da Era Telê (Ed. Inova)
Transformação Digital, Como a inovação digital pode ajudar seu negócio nos próximos anos (Ed. Saraiva Uni)

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