Corinthians, São Paulo, Santos e Palmeiras se unem para discutir redução definitiva de seus maiores salários

Com a discussão para o retorno do Campeonato Paulista cada vez mais avançada, os presidentes dos quatro grandes do Estado discutem também uma redução definitiva dos salários dos jogadores.

A informação é do comentarista dos canais ESPN Jorge Nicola em seu blog no portal Yahoo!

De acordo com Nicola, CorinthiansPalmeirasSantos e São Paulo negociam com a FPF (Federação Paulista de Futebol) e o Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo a aprovação para elaborar novos contratos, com salários menores.

A justificativa para a mudança é a crise causada pela pandemia do novo coronavírus, que desde 17 de março parou todas as competições esportivas no país. Desde então, as receitas dos clubes foram comprometidas.

Mas para que a ideia avance os jogadores precisam ser consultados e precisam aprovar os novos termos.

“Como compensação, aqueles que aceitarem uma redução definitiva nos salários terão seus contratos prorrogados, garantindo um pouco mais de segurança a médio prazo”, diz Nicola.

O jornalista diz que o Palmeiras é o dono da maior folha de pagamento do Estado e o segundo do país, atrás somente do Flamengo, com custo mensal de cerca de R$ 17 milhões.

O Corinthians arca com R$ 12 milhões mensais, enquanto o São Paulo (R$ 11 milhões) e o Santos (R$ 10 milhões) vêm logo em seguida. Vale lembrar que os três já vinham sofrendo com problemas financeiros e atrasando pagamentos.

O funcionamento da repactuação dos salários teria como sugestão de corte 20% ou 30% dos vencimentos dos jogadores, compensando a redução com o prologamento do vínculo.

Jogadores que não aceitarem os termos podem ter os vínculos rescindidos de forma amigável ou terem a saída facilitada para negociar o futuro com outra equipe, diz o jornalista.

“Uma situação que exemplifica bem esse contexto é a de Uribe no Santos. Comprado do Flamengo no ano passado por R$ 5 milhões, o atacante ganha R$ 420 mil mensais e não consegue ser titular. Se não topar uma redução no salário, ele pode ser estimulado a procurar um outro emprego”, diz Nicola.

ESPN