O São Paulo ficou bem perto de contratar o atacante Lucas Moura no fim de 2017. A ideia era que ele jogasse no Morumbi por pelo menos seis meses em 2018, de olho na Copa do Mundo da Rússia, já que estava sendo pouco aproveitado no Paris Saint-Germain (FRA). Foi o que contou o gerente de futebol do Tricolor, Alexandre Pássaro, à Rádio Transamérica.

– A conversa andou muito, falei com o pai dele. Ele foi para o Tottenham no dia 31 de janeiro, último dia da janela. Eu realmente acredito que se ele não tivesse ido para o Tottenham a gente poderia ter a presença daquela pessoa maravilhosa, daquele jogador ainda mais, por um tempo conosco aqui – revelou o dirigente, que chegou a se hospedar na casa de Lucas em Paris.

– Eu fui para lá, fiquei na casa dele por três ou quatro dias. Ele não estava bem no PSG e ainda não tinha nada de Tottenham. Eu passei uns dias lá com o empresário dele, que inclusive é o mesmo do Antony, fui a um jogo com ele, foi ótimo, e apresentei um projeto para ele voltar ao São Paulo naquela altura. Se não me engano, era no fim de 2017. Não era um projeto permanente, era parecido com aquele do Hernanes. Ou seja, uma volta rápida, por seis meses ou um ano. Tinha Copa do Mundo no ano seguinte, tinha todo um cenário que fazia sentido para o caso dele não encontrar um projeto na Europa que o deixasse feliz. Ele tinha muitas propostas, de muitos clubes, mas nenhum tinha chamado a atenção dele.

Hoje em alta no Tottenham, Lucas não esconde que voltar ao São Paulo faz parte de seus planos. Em março, ele disse que isso pode acontecer “daqui três anos, cinco anos ou um ano”, mas lembrou que sua ideia inicial é completar ao menos dez anos na Europa – isso aconteceria em 2023, justamente quando termina o contrato com o clube inglês, e quando terá 30 anos.

Lucas jogou na equipe profissional do São Paulo entre 2010 a 2012, acumulando 128 partidas, 33 gols e um título, o da Sul-Americana de 2012. Seu jogo de despedida foi justamente a final daquele torneio, com direito a gol na vitória por 2 a 0 sobre o Tigre (ARG), no Morumbi. Rogério Ceni, então capitão do Tricolor, convidou o garoto para erguer a taça com ele.

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