São Paulo, assim como os demais clubes brasileiros, sofre financeiramente com o período de paralisação no futebol. Com redução no recebimento de patrocínios sem possíveis premiações, o Tricolor encontra seu “desafogo” na venda de Antony, que irá para o Ajax, da Holanda. A alta do euro pode render R$ 26 milhões a mais do que era previsto no momento da negociação.

Entretanto, ainda há o receio de que haja mais saídas e a diretoria não quer perder as principais peças do elenco comandado por Fernando Diniz. Um dos homens de confiança do treinador é o zagueiro Bruno Alves, titular absoluto ao lado de Arboleda. Hoje unanimidade, o xerifão não teve um início avassalador e precisou de paciência para ocupar o seu lugar na defesa do Tricolor.

Em entrevista ao à TV oficial do time paulista, o camisa 3 falou do sonho que foi realizado ao ser contratado pelo Soberano, mas que a sua chegada em 2017, um dos momentos mais delicados do clube nos últimos anos, foi um dos fatores para a dificuldade em se adaptar. Para acelerar o processo de familiarização, o zagueiro recorreu aos veteranos do grupo.

“Nunca escondi de ninguém que era um sonho viver o dia a dia do São Paulo, então esperei com paciência. Cheguei em 2017, no período mais difícil do clube. Eu tinha que amadurecer na hora. Eu peguei grandes exemplos como o Lugano, que ainda estava no elenco, o Hernanes…”, recordou. A chegada de Fernando Diniz foi vital para a evolução técnica e tática de Bruno, segundo ele mesmo.

“Ele fala: ‘Você é muito bom em defender, só que você tem muita coisa boa que não coloca para fora. Então eu vou te dar confiança para você poder evoluir ainda mais, nos treinos eu vou te cobrar’. Eu falei: ‘Professor, estou aqui para ajudar, evoluir. Se o senhor vir que eu posso melhorar, vou tentar fazer meu máximo'”, detalhou.

Bola VIP

Jogador Bruno Alves do São Paulo comemora gol durante a partida entre Vitória e São Paulo, válida pela Série A do Campeonato Brasileiro 2018, no Estádio do Barradão em Salvador (BA), nesta sexta-feira (26).
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