Em ‘live” promovida hoje pela Federação Israelita do Estado de São Paulo, o secretário-geral da CBF, Walter Feldman, apontou quais têm sido os caminhos da entidade para lidar com o impacto causado pela pandemia do novo coronavírus no futebol e disse que ainda há chance de todas competições serem realizadas sem grandes mudanças.

“Imediatamente após a paralisação, começamos a montar todos o cenários imaginários. Junho, julho… Temos todos os meses estabelecidos. Com algumas vantagens, pois a Copa América foi suspensa, as Eliminatórias estão indefinidas, não sabemos como vão ser a Libertadores e Sul-Americana. Neste momento, ainda é perfeitamente possível termos um calendário completo. Recomeçar os Estaduais, prosseguir a Copa do Brasil e iniciar os Brasileiros das Séries A, B, C e D”, disse ele.

Porém, deixou um alerta: “Caso daqui a pouco a pandemia se instale de maneira mais agressiva, a todo momento vamos ter de reavaliar. É possível um calendário completo neste momento sem mudança estrutural”, completou.

“Costumam me perguntar muito se já há data de volta dos jogos, mas a resposta contundente é não, do ponto de vista da sensatez, da saúde. Mas sabendo destas dificuldades, elaboramos um protocolo de saúde extraordinário, no qual debatemos com 140 médicos, entre eles infectologistas e epidemiologistas, além de sempre estarmos em contato com o Ministério da Saúde, secretários de estado ligado à saúde”, afirmou.

Na conversa com o vice-presidente da Fisesp, Ricardo Berkiensztat, o jornalista Jairo Roizen e o diretor de futebol feminino da CBF, Marco Aurélio Cunha, Feldman destacou que já deu aval para a volta aos treinamentos, mas com uma série de precauções. “O retorno às atividades de treinos já foi orientado pela CBF e por federações. Inicialmente, por teleconferência e depois com segurança voltar aos CTs com distanciamento social, com história clínica, medindo temperatura com testes para detectar a contaminação. Estamos fazendo passo a passo, os clubes estão voltando, particularmente os da Série A”, declarou.

Walter Feldman ainda detalhou as ações que a entidade máxima do futebol brasileiro tem promovido para dar suporte aos clubes neste período de pandemia. “O presidente (Rogério) Caboclo destinou em torno de R$ 40 milhões os clubes das Séries C e D. Lançamos o projeto Seleção Solidária para ajudar famílias carentes. Com relação às equipes das Séries A e B, que somam 40 times, eles conseguiram finalizar um acordo com a Rede Globo que vai disponibilizar 40% das suas cotas para dar acordo de sobrevivência. Hoje saiu uma portaria na Secretaria de Esportes para melhorar o caixa dos clubes. Estamos em busca dia e noite para dar linha de crédito às agremiações”, concluiu.

UOL