Foi publicada nessa terça-feira (5) a homologação do acordo judicial entre o São Paulo e Carlinhos Paraíba, que fez 79 partidas e dois gols pelo clube entre 2010 e 2011 e havia entrado com processo cobrando, principalmente, direitos de arena. Com isso, o Tricolor pagará ao jogador R$ 1,6 milhão em 34 parcelas. O São Paulo tem finalizado diversas discussões judiciais com ex-atletas que entraram na Justiça cobrando direitos de arena. O clube entendeu que essas causas provavelmente seriam perdidas e, portanto, é menos oneroso encerrar as disputas amigavelmente do que levá-las até o fim.

Por um acordo com o Sindicato dos Atletas de São Paulo, hoje considerado inválido, os clubes repassavam 5% dos ganhos com cotas de TV aos jogadores quando a legislação falava em 20%. Muitos atletas que atuaram nos clubes paulistas até 2011, quando a lei que aborda este tema foi atualizada e passou a falar em 5% de repasse, têm ganhado essa diferença judicialmente. Já são ao menos 19 jogadores que chegaram a este tipo de acordo com o São Paulo de 2019 para cá. O balanço do ano passado registra que serão feitos pagamentos a Alex Dias, Alex Silva, Diego Tardelli, Edcarlos, Éder Luis, Fredson, Gabriel, Hugo, Borges, Joilson, Jadilson, Zé Luis, Juan, Junior César, Lenilson, Renato Silva , Arouca e Washington, totalizando R$ 37,4 milhões. Somado o valor de Carlinhos Paraíba, são R$ 39 milhões. “Até março de 2011, os clubes precisavam pagar 20% de direito de arena, mas muitos depositavam apenas 5%. Cobramos essa diferença. Procuramos o clube para um acordo para que o processo não se estendesse até o Supremo Tribunal Federal”, disse Dyego Tavares, advogado especialista em direito esportivo trabalhista que auxilia Carlinhos Paraíba na ação. Paraíba defendeu a Anapolina em 2019 e agora espera novas propostas. Ele surgiu no Santa Cruz e chamou a atenção do São Paulo atuando pelo Coritiba. Do Morumbi, foi para o Japão defender Omyia Ardija, Jubilo Iwata e Tokushima.

UOL