“Fugiu da mesmice, é um cara com bem mais inteligência que a média dos treinadores” diz comentarista que elogia Diniz; veja

Técnico que chamou a atenção por fugir da “mesmice”, Fernando Diniz tenta, à frente do São Paulo, conquistar os resultados que não vieram em seus últimos trabalhos.

E o comentarista Mauro Cezar Pereira, em bate-papo exclusivo com o Onefootballanalisou o trabalho do técnico, elencando suas virtudes e defeitos. Veja a íntegra da conversa em nosso canal no Youtube.

“O Fernando tem uma característica que faz dele um cara, às vezes, controverso. Ele foi o técnico que, em times de Série A, se atreveu a sair dessa mesmice de times com rejeição à bola, de sair marcando. Que é o repertório da maioria dos técnicos”, disse Mauro Cezar, antes de completar:

“Ele passou a ser o cara no mercado que pega o time dele e  diz: “a bola é minha, vou sair sem dar chutão” (…) Aí gerou muita discussão, pois, às vezes, os jogadores perdiam a bola e o time tomava um gol. Mas, muitas vezes, o time criava situações de perigo por sair jogando, não ter dado chutão”.

O estilo de jogo praticado pelas equipes comandadas por Diniz garante “sustos” que podem ser minimizados.

“É um risco necessário. Às vezes com alguns exageros dos jogadores e, consequentemente, dele também, o que acho ser uma questão de ajuste, de amadurecimento de trabalho. Saber a hora certa do chutão”.

Mauro Cezar ainda citou qual é o grande empecilho para o trabalho de Diniz garantir mais resultados:

“O grande defeito dos times do Fernando Diniz é a falta de um maior ímpeto ofensivo. Cria muito, mas não faz gols. Como se esperasse o momento mais adequado para finalizar e, às vezes, esse momento não vai surgir, disse, para completar:

“Acho que ele pode superar tudo isso com a sequência do trabalho, com estudo, com humildade para perceber seus próprios defeitos. É um cara bem mais inteligente que a média dos treinadores”.

O comentarista encerrou citando qual é o desafio do São Paulo de Diniz para quando o futebol for retomado:

“Ele teve altos e baixos nesse ano. As duas vitórias contra LDU e Santos colocaram o Fernando em uma situação muito confortável (antes da parada) (…) Quando a bola voltar a rolar, a gente vai ter que esperar mais jogos em sequência para saber qual é a real força desse São Paulo”, completou.

OneFootball

2 comentários

  1. Além de tudo que já foi falado desse time do São Paulo de 91 a 94, com trabalho magnífico do mestre Telê Santana, e a presença de jogadores muito diferenciados tecnicamente, eu queria ressaltar dois jogadores que muitas vezes passam desapercebido: o que jogaram Ronaldão e Cerezo nas duas finais de Mundial é algo impressionante. Tenho certeza que são dois dos maiores jogadores da história do São Paulo! Subiram muito no meu conceito.

    • O Cerezo mesmo “velho” era bem acima da média, o controle de bola no meio campo e os lançamentos e passes em progressão eram notáveis, muito bonito de ver. E ajudava um monte na fase defensiva.

      No jogo contra o Milan inclusive foi eleito o melhor em campo. Uma merecida redenção pelo ocorrido em 82, e melhor ainda, contra a base da seleção Italiana.

O São Paulo precisa de nós! Vamos apoiar!