Ex-dirigente do São Paulo relembra que Dudu estava contratado

Contratado. Era desta maneira que o São Paulo tratava Dudu lá pelo dia 10 de janeiro de 2015. “Ele veio para São Paulo para assinar o contrato conosco”, relembra Ataíde Gil Guerreiro, que era vice-presidente de futebol do Tricolor na época.

A confiança era tão grande que o São Paulo chegou a enviar uma pessoa no aeroporto para recepcionar Dudu. “Mandei o Júnior Chávare, que cuidava da base, para recebê-lo, até porque eles eram amigos”, conta o dirigente. Mas… “Ele sumiu no aeroporto. Começamos a achar que ele tinha ido para o Corinthians”.

O atacante só foi dar notícia no fim daquele dia, muitas horas depois do combinado. “O Dudu apareceu no meu escritório às 22h e veio com umas exigências enormes. Ele queria ganhar muito mais do que aquilo que havíamos combinado e não tinha a menor chance de aumentarmos a proposta”, revela Ataíde.

“Quando o Dudu foi embora, a gente achava que o negócio era com o Corinthians. Só no dia seguinte descobrimos que era o Palmeiras”, acrescenta o ex-vice-presidente de futebol tricolor.

Alexandre Mattos, que cuidou da negociação em nome do Palmeiras, conta que os documentos da Ucrânia para a assinatura do contrato chegaram com o distintivo do São Paulo e com o nome do presidente tricolor. “O Dudu estava fechado com eles, mas conseguimos reverter em cima da hora. Tanto que tivemos de mudar o escudo do São Paulo e o nome do presidente no contrato e só aí devolvemos os documentos para o Dínamo de Kiev”, recorda o então diretor-executivo de futebol do Palmeiras.

Hoje, mais de cinco anos depois, Ataíde trata a perda de Dudu com lamentação. “Essa foi a única negociação frustrante que eu tive como dirigente do São Paulo. Mas não dava para pagar o que ele pediu. O antigo acerto já estava no nosso máximo. E não tinha como pagar mais sem criar um racha no elenco”, finaliza.

Yahoo! – Jorge Nicola

5 comentários

  1. E depois acusam o SP de atravessar negociações… calhordas. No final, que bom que essa mocinha não veio pra cá. Homens que não têm palavra não são dignos de honra.

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