Um dos jogadores mais vencedores do passado recente do São Paulo, Richarlyson criticou a diretoria tricolor. Em entrevista à Band nesta terça-feira, o volante lamentou que o clube tenha dívidas trabalhistas com ex-atletas e citou “falta de respeito”.

Segundo o site globoesporte, o clube do Morumbi conseguiu um acordo no último domingo para aliviar o pagamento de 12 dívidas trabalhistas que carrega. A lista de jogadores a receber conta com antigos companheiros de Richarlyson, como Arouca, Borges, Diego Tardelli, Edcarlos, Eder Luis, Hugo, Joilson, Junior Cesar, Lenilson, Renato Silva e Zé Luis. Apenas Juan não dividiu vestiário com o volante.

“Comigo ficou tudo certo, eu sou grato. Mas isso é reflexo de uma má administração. A gente vê que as vezes o clube se preocupa tanto com a parte dentro de campo, que esquece até de valorizar essas pessoas que fizeram história, jogadores que têm uma grande história dentro do campo, faltando com respeito neste aspecto”, comentou.

“E claro que é triste, é triste porque o São Paulo é uma grande equipe. Eu como admirador, não só do futebol, mas muito mais admirador do São Paulo – que foi quem meu deu a oportunidade de ser quem eu sou no futebol brasileiro – fico triste sim. Mas fazer o que, a gente não pode salvar todo mundo, nem ajudar nesse momento porque não fazemos parte da direção”, concluiu.

O volante também foi questionado sobre o trabalho de Fernando Diniz à frente do elenco. Richarlyson não escondeu que duvidou do treinador no primeiro momento, mas que está feliz com o que está vendo em 2020.

“À princípio, quando (o São Paulo) contratou o Fernando Diniz eu fiquei meio receoso, porque talvez as peças que o São Paulo tinha na época não seriam compatíveis com o futebol que tinha apresentado, ou tentava apresentar, no Fluminense”, opinou.

O Pato voltar a jogar bem acredito que faça muita parte do trabalho do Diniz. Daniel Alves não precisa nem falar. Hernanes também, muito importante, mesmo não estando titular, tenho certeza que o que ele tem feito extra-campo tem ajudado muito o Diniz

“Mas é um cara que a gente percebe – não conheço ele como treinador, apenas de jogar contra – que tem muito diálogo e isso para o futebol atual é muito importante. E ele deu sorte de trazer atletas que têm a filosofia muito parecida com a dele, que trabalharam muito tempo na Europa, e entendem que é muito importante a parte tática, mas ainda mais importante conseguir extrair o melhor de cada atleta. E é isso que eu vejo no trabalho do Diniz”, completou.

Com 37 anos, Richarlyson segue na ativa, defendendo o Noroeste na Série A3 do Campeonato Paulista. A equipe de Bauru liderava o torneio antes da paralisação e já tinha garantido vaga no mata-mata de acesso.

Gazeta Esportiva