Amigos tricolores,

Em época de quarentena, ver televisão se tornou uma rotina que há muito eu tinha perdido, mas voltei apenas na TV fechada, porque se assistir a aberta, entro em uma profunda depressão. Os canais de esportes está sendo uma grata distração, ao lado dos serviços de streaming e suas séries fantásticas. Tenho trabalhado normalmente em casa, mas, quando chega as 19h, fecho “a casinha” e só no dia seguinte. Ai me dedico a relaxar.

Em um desses programas, assisti a uma entrevista do ex-lateral Roberto Carlos, hoje, diretor e embaixador do poderoso Real Madrid. Por mais que ele não tenha jogado no São Paulo – e só não jogou pois o tricolor não tinha 500 mil dólares para comprá-lo do União São João, mas a Parmalat teve – eu sou fã do Roberto, não apenas pelo o que ele fez pelo futebol brasileiro, mas pelo jeito sincero que ele é, então, sempre que vejo ele dando entrevistas, eu assisto, pois é um cara além de tudo, bem engraçado, e sério, diferente do bobo da corte ex-gambá que a imprensa ama!

Na entrevista do Roberto Carlos, ele citou que no Real Madrid há treinadores por faixa de campo. No Brasil, o goleiro tem seu treinador específico, no Real, cada faixa tem o seu, ou seja, além do treinador de goleiro, tem o treinador de defesa, de meio campo e de ataque. Há tempos eu me pergunto porque no Brasil não há isso? Roberto complementou dizendo que os técnicos brasileiros vão aos treinos na Europa, olham tudo, perguntam tudo, aprendem muito, mas chegam no Brasil e se fecham na sua comissão técnica, perdendo tempo. E eu concordo com o grande Roberto Carlos.

Hora de ousar

Enquanto o goleiro treina à parte – e se faz necessário – os técnicos de hoje dão os famosos “rachão”, treino tático e chute ao gol. Quando Rogério Ceni ousou a fazer algo diferente, veio a imprensa tendenciosa – e até ex-jogador que só fala asneira na TV – criticando, mas o M1TO estava certo nesse ponto. Claro que esses treinos são necessários, o time precisa se conhecer, entrosar, mas acho que seria interessante, treinos específicos para cada faixa. O futebol está mais do mesmo, Diniz e Jorge Jesus ainda tentam fazer algo diferente da escola gaúcha da defesa e retranca. Seria interessante uma inovação no meio do futebol brasileiro, que não é mais aquele futebol tão superior que já foi em outras décadas de Pelé, Garrincha, Zico, Sócrates, Careca, Muller, Ronaldo’s e Romário.

E como isso seria?

A ideia do Roberto Carlos é uma que eu sempre compartilhei. Trazer ex-jogadores de destaque na posição para esse treino. Jogadores com títulos, que foram, em suas épocas reconhecidos como os melhores do país, pouco importa a época, afinal, esses jogadores de hoje não sabem nada da história dos times, no máximo conhecem os jogadores estrangeiros que eles seguem pelas Redes Sociais. Seria interessante ver isso no futebol brasileiro, afinal, os mais jovens tem muito a aprender com os mais experientes. Até o grande Juanfran, aos 34 anos, disse aprender com o Diniz, o que seria do Bruno Alves, Anderson Martins, Walce e Arboleda aprendendo com um Dario Pereyra e Oscar? A ideia, amigos, seria bem assim!

Defesa

Claro, estamos aqui no campo da especulação, mas como seria o exemplo acima? O São Paulo, poderia dedicar 2 a 3h por dia do treino para especifico com cada faixa do campo. Poderia ser contratado o Dario ou Oscar para treinar a defesa. Seria ideal até ter os dois!

Laterais

Traria Zé Teodoro e Serginho. Ambos, nas suas épocas, eram os melhores do país. Zé tinha uma precisão na bola incrível e Serginho sabia como poucos chegar na linha de fundo. Quanto Igor Vinicius, Leo e Reinaldo ganhariam com esse aprendizado? Júnior e Cicinho poderiam ser outros caras que somariam muito!

Meio campo

Nessa faixa, deveria vir 2 treinadores também. Um para os volantes, outro para os meias. Alemão, seria um jogador ideal, com experiencia de Copa do Mundo e fora do país. Na meia, eu convocaria o Raí, mas ele está em outro ponto, logo, Pita seria um excelente nome para ajudar por ali. Perceba, só craque!

Ataque

Já pensaram em Muller e Careca como treinador de Pato, Pablo, Vitor Bueno, Toró, Anthony. O quanto esses caras ganhariam em qualidade? Claro, esses treinadores não são mágicos, e jamais Muller fará o Toró jogar o que ele jogou, mas as dicas, as conversas, os ensinamentos vão ajudar na evolução.

Em qualquer profissão, quando se tem uma pessoa mais experiente, você aprende. Na minha área de publicidade, estar ao lado de uma pessoa com mais conhecimento é fundamental, você aprende todos os dias. Por que no futebol não aplicar isso?