O São Paulo treinado por Fernando Diniz começava a receber mais elogios do que críticas com as atuações e as vitórias nos jogos contra a LDU, pela Libertadores, e o Santos, pelo Campeonato Paulista. Mas a parada devido à pandemia do novo coronavírus interrompeu seu trabalho justamente em seu melhor momento.

“Acho que a parada também foi boa para o Fernando Diniz. Ela não foi ruim, não, ela colocou ele depois de dois resultados bons e duas atuações boas num estágio de, digamos de aprovação. É como se fosse aquelas pesquisas que a gente tem visto muito. Se a pesquisa entre os são-paulinos fosse feita depois da partida contra o Santos, a taxa de aprovação do Fernando Diniz seria gigante”, afirma Arnaldo.

O jornalista cita a sequência de jogos importantes que o clube teria e que poderiam retomar a pressão que o treinador chegou a sofrer antes dos dois triunfos seguidos no Morumbi.

“Ele teria, não parasse o futebol, já na partida seguinte uma decisão contra o River Plate pela Libertadores e na sequência uma decisão pelo Campeonato Paulista. Os sinais eram positivos, mas eram sinais muito ainda discretos. Tinha uma coisa que estava se tornando consistente de jogos em casa, no Morumbi, mas a gente não sabia ainda como era o São Paulo fora de casa e isso ia ser colocado na partida seguinte”, opina Arnaldo.

Juca Kfouri recorda uma situação do Campeonato Paulista de 1979, quando o Corinthians se recusou a jogar uma rodada dupla que envolvia Palmeiras, São Paulo e Ponte Preta nas semifinais e, com a decisão adiada para o início do ano seguinte, o clube alvinegro acabou favorecido na disputa contra o Palmeiras e levou o título em final contra a Ponte Preta.

“Fernando Diniz não é exatamente uma pessoa de sorte, porque na hora em que o São Paulo parece decolar, tem que parar. E vai perder, evidentemente, todo este avanço que vinha demonstrando”, afirma Juca.

“Quando voltarem, vão voltar naquele clima de volta de férias e aí a gente não sabe o que vai acontecer”, completa o blogueiro do UOL.

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