De técnico a salários: como elenco do São Paulo ganhou força em negociações

O São Paulo estuda como vai agir em relação aos salários dos jogadores neste período de paralisação das competições por causa da pandemia do coronavírus. Os integrantes do departamento de futebol, da administração e da diretoria financeira discutem quais medidas serão tomadas. Uma redução nos vencimentos não está descartada. Antes de o processo ser finalizado, porém, os jogadores serão ouvidos. Tal conduta demonstra, mais uma vez, a força do elenco dentro do clube.

Desde o início da gestão Raí, como executivo de futebol, para montar o elenco de 2018, os atletas passaram a ter mais voz. O ex-jogador sempre foi adepto de um sistema mais democrático e, por isso, não é de se estranhar que tal conduta tenha sido adotada. Quando atuava, era ele um dos líderes e tinha canal aberto para conversar com os dirigentes.

No ano passado, a escolha de Fernando Diniz como técnico, por exemplo, ele e o gerente executivo, Alexandre Pássaro, fizeram questão de chamar alguns dos líderes do time — Tiago Volpi, Reinaldo, Hernanes, Daniel Alves e Pablo — para saber qual seria a opinião dos atletas em relação ao treinador. A resposta foi positiva e ajudou na escolha — apesar de não ter sido preponderante.

Até mesmo para possíveis melhorias no CT da Barra Funda — como ideias para reformas nas instalações —, os dirigentes gostam de ouvir o que jogadores têm a dizer. Neste sentido, os mais experientes, como Daniel Alves e Juanfran, costumam ter boas contribuições a dar.

É claro que a palavra final acaba sendo do presidente ou do executivo de cada área, mas desta maneira, os dirigentes acreditam que as decisões possam ser mais corretas e que todos possam ser mais envolvidos nos rumos tomados pelo clube.

UOL

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