O melhor São Paulo de todos os tempos, por Felipe Morais

Amigos tricolores,

Em tempos de Coronavírus, que de Deus quiser vai passar logo, não temos o nosso São Paulo em campo, por isso, achei que seria interessante relembrar as glorias do passado. Eu sigo perfis no Instagram que relembram a história do tricolor. A história do São Paulo sempre me fascinou, até por isso escrevi o livro sobre o mestre Telê Santana no comando daqueles esquadrões que ele montava, entretanto, para mim, o melhor time que o São Paulo já teve foi em uma fase pré-tele.

Não há comparação quando se trata de títulos. Em termos de números, o São Paulo de Telê é insuperável, não apenas na história do tricolor, mas na história do futebol brasileiro como um todo, mas nem sempre os números mostram quem é melhor, tecnicamente falando.

Apenas um adendo, o alemão Michael Schumacher tem mais títulos e recordes que Ayrton Senna, mas tecnicamente o brasileiro era superior ao alemão. Tecnicamente, o time que vou contar abaixo era superior aos montados por Telê, que eram ótimos, assim como nas pistas o alemão também era ótimo, entretanto, esse time, até por ter ficado pouco tempo junto, ganhou menos títulos que o time de Telê.

Menudos do Morumbi. Que timaço!

O time, eu tenho na ponta da língua até os dias de hoje: Gilmar, Zé Teodoro, Oscar, Dario Pereyra e Nelsinho. Bernardo(Falcão), Silas e Pita. Muller, Careca e Sidnei. Time que se comparar jogador a jogador com o grande time de 1992 de Telê é páreo duro! Gilmar X Zetti? Silas X Cerezo? Raí X Pita? Difícil a comparação, mas com certeza, um ponto não se compara: por mais que Cilinho fosse um ótimo técnico, Telê foi o maior de todos.

Cilinho montou aquele time com mescla da base e com a vinda de jogadores mais experientes como Gilmar, Oscar e Careca, que já era uma realidade no futebol, que só não disputou a Copa de 1982 por ter se machucado. Careca veio para substituir apenas Serginho Chulapa, o maior artilheiro da história do São Paulo. Vou falar dessa mescla mais a frente.

Em 1985, o São Paulo se sagrava campeão paulista, em cima da Portuguesa, com gols de Sidnei e Muller, e mostrava ali, um dos maiores times que um clube já havia montado. Não vamos comprar nada ao Santos de Pelé. Segundo o ex-ponta daquele time Pepe, que levou o São Paulo a conquista do Brasileiro de 1986, “Pelé não é desse planeta…”, mas tirando esse time, acredito que poucos times foram tão fortes, competitivos e que dava alegria ao torcedor como esse.

Pelo o que me lembro, o time da Parmalat de 1996 era excelente, pena que esses times não se enfrentaram, pois seria um jogo épico!

Morumbi lotado. Que saudades!

Em época de Coronavírus, falar de um estádio com mais de 100 mil pessoas para um jogo é quase um crime. Que saudades em ver o estádio lotado, com a torcida em peso não apenas apoiando, mas vendo o time ser campeão. Eu tinha quase 6 anos nesse dia, com certeza, não estava no estádio e meu pai deve ter ficado em casa vendo pela TV, provavelmente, houve um almoço em casa, com a presença dos meus avós paternos, afinal, sou São Paulino por herança de avó, para pai, que passei a minha filha Fernanda.

Mescla base e experiência

Essa fórmula sempre deu certo no tricolor. E parece que agora com Diniz, está se repetindo. Assim espero. A base vinha muito forte com Muller, Silas, Sidnei. Gilmar já era um consagrado goleiro do Internacional de Porto Alegre e veio para substituir Waldyr Peres, um dos grande goleiros da nossa história.

Oscar já tinha uma passagem pelo futebol dos EUA e Dario Pereira era um camisa 10 de nome no Uruguai. Falcão, o “Rei de Roma” protagonista da maior seleção de todos os tempos, de 1982, chegava ao Morumbi com status de grande craque, cara de grupo e com bagagem internacional. Se eu falar a mesma frase para o Daniel Alves, faz sentido?

Careca já foi citado e ainda tinha Pita, um habilidoso camisa 10 que o Santos projetou ao mundo do futebol. Zé Sérgio foi para a Vila Belmiro e Pita veio para o tricolor. Cilinho tinha nas mãos uma safra excelente.

Se compara a hoje?

A história se repete. Claro que Antony não tem o talento de Muller, Igor Gomes não é o Silas e Toró está longe de ser um novo Sidnei, mas a base do São Paulo vem forte com esses meninos. Daniel Alves se compara sim a Falcão. Hernanes e Pato, com rodagens no exterior voltando com mais experiência, assim como Oscar e Dario, quando vieram. Volpi já era consagrado quando veio para o tricolor.

Não estou comparando talento, mas a história se repetindo com outros personagens e momentos. E que ela se repita até nos títulos!

8 comentários

  1. O São Paulo nesse ano de 2020 têm qui jogar mesmo estilo do time do São Paulo do Telê Santana o São Paulo do Telê Santana era chamado de máquina mortífera.

  2. em termos de importância tecnicamente e títulos :

    Ceni
    Cafu
    Valber
    Daryo
    Leonardo
    Mineiro
    Cerezo
    Raí
    Muller
    Palhinha
    Careca

    que eu vi jogar :

    Ceni
    Cicinho
    Miranda
    Lugano
    Júnior
    Mineiro
    Hernanes
    Lucas
    Danilo
    Kaká
    Amoroso

  3. Zetti, Cafu, Oscar, Dario, Leonardo, Chicao, Pita, Rai, Müller, Careca e Serginho Chulapa.( time 1)
    Ceni, Cicinho, António Carlos, Valber, Serginho, Mineiro, Cerezo, Kaka, Luisao, Amoroso

  4. Nasci em 1966 então o eleven é esse: Rei Ceni; Cafu, Oscar, Dario Pereyra e Leonardo; Toninho Cerezo, Gérson, Pedro Virgílio Rocha e Raí; Müller e Careca
    No banco: Zetti, Roberto Dias, Chicão, Pita, Mário Sérgio, Serginho e Zé Sérgio
    Tecnico: Telê Santana
    Presidência: Um triunvirato – Henri Aidar, José Mesquita Pimenta e Marcelo Portugal Gouveia

O São Paulo precisa de nós! Vamos apoiar!