Liziero, jogador do São Paulo FC, durante treino no CCT da Barra Funda, na Zona Oeste da capital paulista.

Promovidos ao elenco profissional em 2018, Luan e Liziero foram peças importantes do meio-campo do São Paulo nas últimas duas temporadas. Neste ano, com a consolidação de Tchê Tchê e Daniel Alves no setor, os jovens formados em Cotia tem aparecido menos, e sem o destaque de antes.

Em 2020, Liziero foi titular em apenas um jogo e saiu do banco mais seis vezes. Ao todo, participou de 58,3% das partidas, com 186 minutos somados. Já Luan jogou ainda menos, foram duas participações, uma como titular e outra como reserva, somando 94 minutos.

A partida em que ambos começaram jogando foi a mesma: derrota por 1 a 0 para o Botafogo-SP em Ribeirão Preto pela 9ª rodada do Campeonato Paulista, em que Fernando Diniz escalou time completamente reserva.

Em comparação, nos 17 jogos sob comando de Diniz pelo Brasileiro de 2019, Liziero entrou em campo em 12, sendo sete como titular. Luan participou do mesmo número de partidas, sendo nove como titular. Os dois aliás, atuaram juntos na estreia do treinador, um empate sem gols contra o Flamengo no Maracanã.

Em contrapartida, se Luan e Liziero não encontram espaço no time titular, é também porque Tchê Tchê e Daniel Alves não dão nenhuma chance. A dupla formada por Diniz em 2020 é responsável por sustentar a forma de jogo da equipe, privilegiando a posse, a saída de bola rasteira com passes curtos e médios, e mostrando facilidade para controlar o ritmo do sistema ofensivo.

Encarregado de iniciar as jogadas, muitas vezes buscando a bola entre os dois zagueiros, Tchê Tchê é quem mais acerta passes do meio para frente. No Campeonato Paulista, a média de acerto do camisa 8 é de 94%.

Já Daniel Alves, além de dar suporte à saída, também articula, se movimenta, dá passes decisivos e finaliza: o camisa 10 tem média de 3,4 toques para finalização no Estadual, e também é o segundo que mais arremata no torneio, com 28 tentativas para quatro gols.

Terra

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