A permanência de Antony no São Paulo passa pela esperança dos dirigentes em vê-lo ficar ainda mais valorizado até a reabertura da janela de transferências internacionais, em julho. E nada melhor do que obter retorno esportivo para ver um jogador ficar mais caro e disputado no mercado da bola. Por isso, o Tricolor se inspira na estratégia feita com outra promessa de Cotia há oito anos.

Quando 2012 começou, Lucas já era um dos jogadores mais badalados do Brasil. O atacante só ficava atrás de Neymar no quesito popularidade e expectativa, e, mesmo assim, era figura frequente em capas de jornais. O assédio de clubes europeus aumentava e o São Paulo decidiu mantê-lo por mais tempo. E quando uma proposta aparentemente irrecusável chegou, a diretoria da época conseguiu mantê-lo por mais um semestre para tentar gerar um retorno esportivo maior.

A tática funcionou. Lucas foi vendido ao Paris Saint-Germain por 43 milhões de euros, o equivalente a pouco mais de R$ 108 milhões na cotação da época. O time francês ainda aceitou que o jogador permanecesse no Morumbi até o fim daquela temporada brasileira. E foi assim que Lucas assumiu ainda mais o protagonismo em um elenco que tinha Rogério Ceni, Luis Fabiano e Jadson para ser o melhor jogador da conquista da Copa Sul-Americana.

Desde então, o São Paulo não levantou mais nenhum troféu. Os garotos que surgiram sob grande expectativa saíram — em sua maioria — com poucos jogos e, consequentemente, pouco retorno esportivo. Foi o caso de David Neres, negociado com o Ajax em 2017 após ter disputado apenas oito partidas como profissional.

Desde então, o São Paulo não levantou mais nenhum troféu. Os garotos que surgiram sob grande expectativa saíram — em sua maioria — com poucos jogos e, consequentemente, pouco retorno esportivo.

Foi o caso de David Neres, negociado com o Ajax em 2017 após ter disputado apenas oito partidas como profissional. Antony só tem uma temporada completa no elenco principal e números ainda distantes do que Lucas, hoje no Tottenham, conseguiu apresentar no início da carreira. Mas suas características são vistas como raras no atual elenco comandado por Fernando Diniz: drible e velocidade. O técnico, aliás, era um dos mais ansiosos pela permanência.

O São Paulo, com atraso, percebeu que tem no Campeonato Paulista a principal chance de sair da fila. E Antony é o grande trunfo para tentar melhorar um grupo caro, experiente e de boa técnica, mas pouco ousado.

UOL