Gustavo Oliveira, gerente executivo de futebol do São Paulo, durante entrevista coletiva no CCT da Barra Funda, São Paulo SP, 10/11/2015, Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

O São Paulo tem um problema de logística para resolver logo no início do Campeonato Paulista. Com o clássico contra o Palmeiras transferido para Araraquara, devido às reformas para instalação de um gramado sintético no Allianz Parque, o Tricolor fará dois jogos na cidade em apenas quatro dias e ainda não sabe se buscará um local de treinos na região ou se fará a viagem duas vezes. Uma receita simples seria viajar para Araraquara no dia 25, enfrentar o Palmeiras no dia 26 e permanecer na cidade até o jogo do dia 29, para enfrentar a Ferroviária, já pela terceira rodada da competição. Mas treinar nas instalações do clube local, seu adversário, ainda mais às vésperas do jogo.

Em uma primeira pesquisa sobre continuar em cidade, não foram identificados locais com as condições ideais para os trabalhos pós-clássico, nos dias 27 e 28 de janeiro.

Voltar para São Paulo ainda no domingo do Choque-Rei para viajar novamente para a chamada “Morada do Sol” na terça-feira também não agrada. Afinal, a viagem tem quase quatro horas de duração e pode interferir na recuperação física dos jogadores.

A solução pode ser encontrar uma cidade nos arredores de Araraquara que tenha um bom centro de treinamento e um hotel que abrigue todo o elenco. Os principais municípios da região são Ribeirão Preto (uma hora e dez minutos na estrada) e São Carlos (40 minutos de viagem). Ribeirão, apesar de ser mais distante, tem instalações melhores graças ao Botafogo-SP, que já modernizou seu estádio e tem cada vez mais investimento. A gestão da equipe do interior, inclusive, tem antigos dirigentes do São Paulo, como Adalberto Baptista e Gustavo Oliveira, sobrinho do ídolo e diretor-executivo de futebol Raí.

Outra forma de evitar um desgaste maior no elenco, que tende a sofrer mais neste início de temporada, é mesclar o time para o jogo da terceira rodada, contra a Ferroviária. O técnico Fernando Diniz já sinalizou que pretende usar os titulares na estreia contra o Água Santa e no clássico com o Palmeiras, o que aumenta a chance de um rodízio na equipe no confronto seguinte.

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