Nova mudança de Estatuto? Fim de Vice Presidente Eleito, Retorno de Conselheiros como VP’s Departamentais e Eleição de Head do Conselho Administrativo estão entre as mudanças; veja matéria do UOL

Conselho Deliberativo, Carlos Augusto de Barros e Silva (C), o Leco, presidente do São Paulo FC, com Marcelo Abranches Pupo Barboza (E), presidente do e Roberto Natel (D), vice-presidente do clube, durante o lançamento de sua candidatura à reeleição na sede do social do clube, na Zona Sul da capital paulista.

Conselheiros do São Paulo, de situação e oposição, têm discutido mudanças no estatuto do clube, que entrou em vigor somente há três anos. A ideia é que essas eventuais alterações sejam votadas ao longo deste ano para que, em caso de aprovação, passem a valer junto com o próximo mandato presidencial, em 2021.

São três pontos principais, que de certa forma estão interligados: o fim da existência de um vice-presidente para ser eleito junto do presidente nas eleições, a volta das vice-presidências nas principais diretorias e a escolha de um líder independente para o Conselho de Administração.

Abaixo, o UOL Esporte explica cada uma dessas possíveis mudanças, as diferenças para o modelo atual e os efeitos políticos que elas podem levar ao São Paulo:

O fim do vice-presidente eleito

Segundo o texto atual do estatuto do São Paulo, as chapas que se inscreverem para uma eleição presidencial precisam conter dois nomes: um presidente e um vice. A mudança que tem sido discutida pelos conselheiros é pela extinção da exigência por um vice na chapa e fazer com que a vice-presidência se torne um cargo de confiança. Ou seja, o presidente eleito passaria a nomear um vice com quem teria mais proximidade e confiança.

Isso seria uma forma de evitar episódios como o racha entre o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva e o vice Roberto Natel, que tem sido acusado até de participar dos vazamentos de documentos para um hacker. O próprio Natel também havia entrado em conflito e deixado a vice-presidência por atritos com o ex-presidente Carlos Miguel Aidar.

Quem defende essa mudança também fala em evitar conchavos políticos. Para construir alianças e angariar votos, candidatos muitas vezes negociam o cargo de vice-presidente como uma recompensa para um grupo político aceitar essa união de forças. Por outro lado, com o vice nomeado pelo presidente somente após a eleição, a gestão pode ficar menos plural.

Executivos subordinados a vice-presidentes vindos do conselho

Os grupos políticos também discutem a possibilidade de retomar uma velha prática do São Paulo, que foi abolida justamente pelo novo estatuto a partir de 2017. Com a intenção de tornar a gestão do clube mais profissional, foram abolidas as vice-presidências das diretorias para que cada pasta principal fosse gerida apenas por diretores-executivos.

Por exemplo: na última formação diretiva antes da troca de estatuto, o futebol tinha José Alexandre Médicis como vice, José Jacobson Neto como diretor — esses dois conselheiros não eram remunerados e, assim, não tinham a obrigação de trabalhar exclusivamente para o São Paulo — e só então aparecia o executivo remunerado de futebol, na época Marco Aurélio Cunha.

No formato atual, Raí é o diretor-executivo e responde diretamente a Leco na presidência e ao Conselho de Administração. Mas em outras diretorias foram contratadas figuras que faziam parte do Conselho Deliberativo, o que é visto por muitos como falta de profissionalismo. Para combater isso, já no ano passado ficou decidido que qualquer conselheiro que passe a ter cargo remunerado na diretoria seja obrigado a abandonar de vez a cadeira no CD.

Com a mudança que pode ser proposta, os executivos continuariam a ter autonomia, mas com uma espécie de supervisão do vice-presidente da pasta, que não seria remunerado e viria do Conselho Deliberativo após nomeação. Os defensores dessa alteração alegam que esse é um passo atrás para depois dar dois passos para frente. Explica-se: apesar de voltar a ter um conselheiro na gestão, o que abriria portas para conchavos políticos, ficaria proibida de vez a entrada de conselheiros nos cargos remunerados.

Mas mesmo entre os apoiadores desse formato há uma ressalva. A ideia é que ele seja aplicado de forma provisória, como um processo de transição, para que os profissionais contratados do mercado para as diretorias executivas tenham uma espécie de apoio sobre a realidade do clube, algo que na visão dessas pessoas só poderia ser dado pelos próprios conselheiros.

Eleição para a presidência do Conselho de Administração

Atualmente, o presidente do Conselho de Administração é também o presidente da diretoria executiva, ou seja, Leco. Grupos políticos do São Paulo acreditam que isso tira o peso do CA, que deveria servir como uma espécie de auditoria interna ou como um filtro sobre as decisões do clube. A ideia que passou a ser discutida, então, é fazer com que haja uma eleição específica para escolher o líder do CA. Esse debate já dura mais tempo do que os demais citados acima e as fontes ouvidas pela reportagem acreditam que é a mudança mais viável de acontecer.

Entre os que ainda desconfiam da mudança, o argumento que mais aparece é o da preocupação com um excesso de burocracias que poderia ser gerado. O rival Santos é citado como exemplo, já que em diversos casos o Comitê de Gestão, órgão similar ao Conselho de Administração, travou decisões da diretoria por razões políticas.

www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2020/01/16/sao-paulo-discute-novas-mudancas-no-estatuto-do-clube-entenda.htm?cmpid=copiaecola

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18 comentários

    • Puts.. que retrocesso! Aposto que isso é manobra pro Leco ser vice de alguma coisa ano que vem. Eu estava otimista.. mas as coisas que vejo só desanimam e colocam em cheque o futuro do São Paulo.

      Sad but true!

  1. Eo São Paulo ser time São Paulo s/a ou seja time empresa e o São Paulo ter mais dinheiro em caixa e o São Paulo ter mais dinheiro nos cofres do São Paulo e vai sair do papel ou não vai ser nesse ano de 2020 ou 2021 com novo presidente do São Paulo

  2. Essas mudanças do estatuto ficam girando sempre no mesmo tópico e muita coisa proposta sequer é cumprida ou então é manipulada. Exemplo: encher os departamentos com aliados do Leco com competência questionável e claramente política ou oportunista.

    Podiam gastar esse tempo pensando numa maneira de revitalizar o plano de ST já que é a fonte mais rápida de conseguir dinheiro pro clube.

  3. Do Trellez, ele está no direito dele de recusar transferência. Acho até é bom pra quem contratou ver que não é só trazer sem critério, depois varrer pra debaixo do tapete.

  4. Sobre o Galeano: a ver pelos jogos da copinha, me passou a impressão de ser aquele “jogador de sorte”. Parece ser meio caneleiro, às vezes erra mais do que acerta, mas na hora H tá sempre no lugar certo pra meter o gol. Estilo Luizão. Gosto de jogador assim!

  5. Excelente explicações sobre Trellez, Everton F., Bissoli e especialmente sobre o Leo Natel. Tão começando a moralizar a coisa, finalmente

  6. Temos:
    Volpi, Perto, Juanfran, Igor Vinicius, Reinaldo, Arboleda, Bruno Alves, Anderson Martins, Luan, Jucilei, Tchê tchê, Liziero, Hernanes, Daniel Alves, Igor Gomes, Antony, Vitor Bueno, Toró, Pato, Pablo, Helinho e um técnico que tem um conceito bacana e que conseguiu levar um time de aluguel a final do Paulista com um futebol muito interessante.
    Sei que a seca de títulos tira a paciência de todos, mas o pessimismo que tomou conta da torcida não se justifica.
    Temos um elenco bem abaixo do Flamengo (todos tem) e do Palmeiras. E um time titular abaixo dos dois e do Grêmio, se jogar um pouco e tiver um pouco mais de sorte, da pra brigar por títulos sim.
    E rebaixamento? Não vamos nem passar perto, brasileiro ficaremos sem sombra de dúvidas na briga pelo alto da tabela!

  7. Acho uma ilusão pensar que estes senhores (Leco/Conselheiros) estão uns contra os outros. Farão muitos jogos de cena e o velha e boa fumaça, legado do Juvenal para ludibriar a torcida

    Só vou acreditar em uma mudança concreta quando o Sócio Torcedor tiver direito ao voto Direto! Até lá é apenas pão seco aos famintos

    É Engraçado pensar que nos são paulinos já acreditamos que possuíamos a gestão mais moderna do futebol brasileiro, acreditamos em uma gestão onde apenas alguns velhos tem poder vitalicio e so seu pares podem ser candidatos votados por eles mesmos. Existe muitas semelhanças com estes sistemas em Ditaduras falidas.

  8. A mesma velharada de sempre, com ideias tóxicas e que pouco mudará a estrutura interna do clube! Em suma, “tudo como Dantes no quartel de Abrantes”! E os rivais nadando de braçada: com títulos, patrocínios fortes, estádios modernos, etc.

  9. Se aprovarem as mudanças no estatuto estarão decretando as chances do SP virar clube empresa…
    Perda total da credibilidade da instituição.
    Lamentável.

O São Paulo precisa de nós! Vamos apoiar!