São Paulo de Fernando Diniz ainda não conseguiu se consolidar como equipe. Desde a chegada do treinador ao Morumbi, o time vem alternando boas e más atuações, o que impede uma sequência de resultados positivos no Campeonato Brasileiro. Brigando por uma vaga direta à fase de grupos da Libertadores, o Tricolor tentará nesta reta final de temporada encontrar, enfim, a tão sonhada estabilidade.

Até agora foram 12 jogos de Fernando Diniz sob o comando do São Paulo. O treinador soma cinco vitórias, três empates e outras quatro derrotas. Neste período, o Tricolor não conseguiu embalar uma sequência de ao menos três resultados positivos. Quando esteve próximo disso, depois de vencer o Avaí e o Atlético-MG, acabou sendo atropelado pelo Palmeiras. Agora, o time vem de três rodadas sem um triunfo e, por isso, a pressão por uma melhor performance vem aumentando.

“Não (tem explicação para a falta de vitórias). A gente vem melhorando, infelizmente, acontece no futebol. A gente está aí para não deixar isso acontecer, mas tem coisas que a gente não controla. Tivemos mais posse de bola. É lógico que isso não adianta. Criamos mais. É procurar caprichar mais para sairmos com a vitória nos próximos jogos”, comentou Tchê Tchê.

Atualmente na sexta colocação, com 53 pontos, o São Paulo poderá ter seu caminho facilitado rumo à Libertadores caso o Flamengo vença o torneio no próximo sábado, na final contra o River Plate, em Lima. Em caso de título rubro-negro, o G4 do Brasileirão acaba virando G5 e, desta forma, o Tricolor avançaria direto à uma das chaves da edição de 2020 da competição sul-americana, já que o Athletico-PR, atual quinto colocado, já assegurou uma vaga por ter sido campeão da Sul-Americana.

“Tem coisas que a gente não controla. A gente tem de focar aqui dentro, no nosso clube, para tentarmos ganhar o próximo jogo e assim no outro, depois do Ceará. Esse tipo de coisa (torcer para o Flamengo), é externo e a gente não controla, e não temos de pensar nisso. Temos de focar é no São Paulo”, prosseguiu Tchê Tchê.“A gente se cobra bastante. A importância não dá nem para falar (a vaga na Libertadores). É claro que a gente pensa na melhor expectativa, que seria ter mais tempo para trabalhar no início do ano. Mas, como eu disse antes, a gente não controla certas coisas. Temos de pensar em o mais rápido possível dar uma resposta interna, e para a nossa torcida também. É óbvio que a gente sabe que temos de buscar bons resultados. Não estão faltando empenho e dedicação, mas a vitória tem de vir”, concluiu.

Gazeta Esportiva