Achou a posição?

O clássico contra o Santos, na Vila Belmiro, ontem (16), talvez tenha sido o primeiro jogo de Daniel Alves fora da ‘zona de conforto’ desde que chegou ao São Paulo. Após ter o nome xingado em protesto na semana passada, o maior reforço da temporada respondeu bem e foi o grande destaque — não só pelo gol — no empate por 1 a 1.

Aberto pela direita do ataque no papel, o lateral de origem não se limitou a ficar à beira do campo. Ele se movimentou por praticamente toda a área ofensiva e, diante da dificuldade de sua equipe para criar, passou a até buscar a bola entre os volantes.

Ao lado de Liziero, Tchê Tchê e Igor Gomes, no segundo tempo, o camisa 10 teve um dos melhores desempenhos com a camisa tricolor. O gol, aliás, foi exemplar: desarmou, tocou e disparou, correndo quase todo o campo, para completar o lance.

Quando falamos dele, falamos de um jogador de nível muito alto. O Daniel tem uma liderança extremamente positiva, treina todos os dias, chega no horário, vai embora depois dos outros, faz a recuperação, cuida da alimentação. É um exemplo. O São Paulo fez uma grande contratação, ele emana coisas positivas”.

Fernando Diniz, sobre Daniel Alves

O treinador do São Paulo, aliás, elogiou o veterano mais de uma vez na coletiva. “Ele já entrou para flutuar e buscar o jogo. Quando a gente teve mais fluência no segundo tempo, ele apareceu mais. Daniel é um jogador coletivo. Daniel é um dos melhores jogadores do mundo, mas é coletivo. Então, quando o coletivo anda, ele contribui muito.”

A atuação do camisa 10, líder em passes certos no jogo (38), também contou com dose de sorte. Ainda no primeiro tempo, Dani tentou dar um chapéu para trás, quando o certo era o passe, foi desarmado e quase viu a ousadia custar caro. No contra-ataque, Sánchez errou chute por cobertura, passando perto de ampliar com um golaço.

Algo que não é novidade para os são-paulinos foi a entrega. O jogador novamente correu muito e pressionou a saída do Santos pelo seu lado. O esforço, aliado à criação, definitivamente animou a torcida. Resta saber: Dani Alves rende mais em dobradinha com Juanfran pela direita, ou a vaga mais à frente deve ser Antony?

UOL

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6 comentários

  1. Essa é mesmo a posição para o Daniel Alves, a mesma do Antony, aliás.
    O Diniz que se vire pra encaixar os dois no time.

    Prefiro o DA ao Antony nessa posição. O Antony sempre corta pro meio por ser canhoto, o DA pode dar mais profundidade por ser destro e por poder ir a linha de fundo.

  2. Pra esse jogo já que as opções são Pato e Raniel pro ataque… Eu começaria com o Antony como falso 9… E manteria o Daniel Alves na ponta direita.

    Mas pros próximos jogos testaria o Antony no meio também.

    Vitor Bueno – Antony – Daniel Alves

    Pablo.

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