Conselho Deliberativo, Carlos Augusto de Barros e Silva (C), o Leco, presidente do São Paulo FC, com Marcelo Abranches Pupo Barboza (E), presidente do e Roberto Natel (D), vice-presidente do clube, durante o lançamento de sua candidatura à reeleição na sede do social do clube, na Zona Sul da capital paulista.

O presidente do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, protocolou nesta sexta-feira no Conselho Deliberativo um documento se dispondo a atender os pedidos de explicações por parte dos conselheiros.

No documento, Leco sugere que o assunto seja incluído na pauta da próxima reunião ordinária do Conselho para retomar a discussão da pauta do último encontro, realizado na segunda-feira (4 de novembro). A próxima reunião ordinária só deverá ocorrer em dezembro. Os conselheiros da oposição pedem uma reunião extraordinária para debater as finanças do clube.

Na última reunião do Conselho, o presidente e diretores executivos saíram do salão nobre por um pedido de conselheiros para que eles não atrapalhassem a contagem de votos da aprovação ou não do contrato da Feng, empresa com a qual o clube negocia para trabalhar no programa de sócios-torcedores do clube. Isso porque a contagem é feita entre quem está de pé ou sentado.

Após o contrato ser barrado por uma cláusula de multa de R$ 1,5 milhão, Leco e os diretores foram embora. Parte deles considerou a decisão política. Isso porque o pedido inicial era de que os contratos da pauta do dia não fossem aprovados em bloco, mas após o vínculo com a Feng ser votado separado, os outros foram aprovados todos juntos.

Por outro lado, conselheiros situacionistas e dirigentes do São Paulo concordam que a cláusula é ruim para o clube.

Depois de saírem da reunião, Leco e os diretores não retornaram para debater o relatório administrativo de diretoria. O documento ao qual o GloboEsporte.com teve acesso mostra um déficit de R$ 76,5 milhões de janeiro a agosto.

O fato de os diretores não terem retornado para esta parte da reunião gerou incômodo. O presidente do Conselho, Marcelo Abranches Pupo Barboza, demonstrou insatisfação por não ter nenhum diretor presente durante o debate sobre o relatório e prometeu enviar um ofício ao presidente Leco pedindo que essa postura não se repita em outras ocasiões. A reunião continuou, mesmo que esvaziada.

A presença da diretoria em reuniões do Conselho não é obrigatória, a não ser que haja uma convocação prévia. Mas o relatório da direção estava na pauta do encontro.

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