São Paulo deve abrir mão de cláusula e abrir caminho para Diego Souza ficar no Botafogo até 2022

Em março, quando fechou o empréstimo com o Botafogo até o fim de 2019, Diego Souza também assinou uma cláusula que daria prioridade ao São Paulo para trazê-lo de volta ao Morumbi em 2020. O UOL Esporte apurou que o Tricolor não tem intenção de exercer esse direito e fazer um novo investimento pelo veterano. Dessa forma, o meia-atacante fica livre para estender por mais duas temporadas seu vínculo com o clube carioca.

A ideia do Tricolor para colocar tal cláusula era se precaver e observar o rendimento do jogador. Ao mesmo tempo, a diretoria poderia monitorar seu próprio time para ver se haveria a necessidade de trazer um atleta com suas características. O jogador até vem cumprindo seu papel no Botafogo, mas não que tenha chamado a atenção de seu ex-time. Além disso, o time conta agora com Raniel e Pablo como suas referências ofensivas, com salários mais baixos do que o antigo camisa 9 recebia no Morumbi.

Também por causa do acordo, Diego Souza será desfalque no confronto deste fim de semana, válido pela abertura do returno do Campeonato Brasileiro. Para que o técnico Eduardo Barroca possa escalar o jogador, o Botafogo teria de pagar R$ 400 mil ao São Paulo, o que não vai ocorrer.

Diego Souza chegou ao São Paulo com status de atleta de seleção brasileira. Primeira grande aposta do executivo de futebol Raí, havia sido o escolhido para substituir Lucas Pratto – negociado com o River Plate, da Argentina.

O São Paulo precisou investir alto para contratá-lo. Para o meia-atacante deixar o Sport, o Tricolor paulista desembolsou R$ 10 milhões em pagamento para o clube pernambucano; R$ 1 milhão em luvas; R$ 1 milhão em imagem e mais R$ 1,46 milhão de comissão para dois agentes. Além disso, ele tinha um dos maiores salários da equipe, com R$ 600 mil mensais. Ou seja, no total, o São Paulo investiu R$ 21,2 milhões para contar com Diego Souza por 13 meses – quantia que supera o quanto será gasto com Daniel Alves em um ano de Morumbi.

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10 comentários

        • Exato. A crítica do Carlos Queiroz ao pedido do Cruzeiro na última data FIFA foi cirúrgica: o problema não está nas convocações em si, está no calendário do futebol brasileiro.

          O Tite entende o problema e pode fazer um controle de danos, mas a verdade é que ele não deveria ser o responsável por essa bucha. Goste-se dele ou não.

  1. Exato. A crítica do Carlos Queiroz ao pedido do Cruzeiro na última data FIFA foi cirúrgica: o problema não está nas convocações em si, está no calendário do futebol brasileiro.

    O Tite entende o problema e pode fazer um controle de danos, mas a verdade é que ele não deveria ser o responsável por essa bucha. Goste-se dele ou não.

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