A apresentação de um treinador que ainda não tem liberação médica para assumir o time é um bom resumo do momento do São Paulo. A presença de Cuca ontem no CT é mais uma tentativa de amenizar uma crise ainda longe de ser contornada. Enquanto Cuca falava aos microfones prometendo evolução e até fazendo alusão a título, os torcedores do lado de fora faziam nova manifestação com músicas em “homenagem” a Leco, Raí e jogadores. 

Cuca deve bater o pé com seu cardiologista e assumir antes do dia 15 de abril, data prevista por ele ao assinar com o Tricolor. Ainda assim, o desafio do futuro comandante não é nada simples. Além de ter em mãos um time desacreditado, o próprio técnico precisará exibir um trabalho bem superior ao que mostrou em seu retorno ao Palmeiras e com menos conflitos do que em sua última passagem pelo Santos. 

Autonomia Cuca deve ter, inclusive para dispensar atletas, mas o que o São Paulo precisa agora é demonstrar qualidade com a bola nos pés e reduzir o grau de tensão – ainda mais com todos os cuidados médicos que o treinador inspira neste momento. Eliminado da Copa Libertadores de forma precoce, não há muitas rotas de fuga para este grupo. A pressa tem tudo para acelerar a estreia de Cuca. 

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