São Paulo tem Foguete e mais sete jovens em fim de contrato

A virada de ano pode representar um marco para uma das promessas mais badaladas dos últimos anos no São Paulo, mas que nunca conseguiu se firmar. O lateral-direito Foguete tem contrato somente até 31 de dezembro e, se não renovar, sairá do Tricolor com apenas uma partida como profissional.

O defensor foi contratado em 2013, ainda para o sub-17 e em negociação polêmica, já que deixou o Vasco da Gama na Justiça alegando salários não recebidos. Pelo clube paulista, enfileirou títulos nas categorias de base, como duas edições da Copa do Brasil e uma da Copa Libertadores da América, todas no sub-20.


Mas a esperada chance na equipe principal nunca apareceu. Em 2017, teve o contrato renovado por um ano a pedido de Rogério Ceni, que o levou para a Florida Cup e proporcionou os únicos minutos como profissional para o garoto que hoje tem 22 anos. Foram 36 minutos em campo diante do River Plate, na semifinal do torneio amistoso. Depois, Foguete foi emprestado ao Vila Nova e só atuou sete vezes.

Nesta temporada, mais um empréstimo, agora para o Santo André, e apenas mais quatro partidas. De volta ao São Paulo, foi capitão da equipe sub-23 na conquista do Brasileirão de Aspirantes.

Além de Foguete, outros sete atletas ficarão sem contrato entre o dezembro de 2018 e fevereiro de 2019. O mais famoso da lista é o atacante João Paulo, que subiu para o profissional em 2015, com Milton Cruz, mas acumulou lesões e problemas de comportamento e estava cedido ao Criciúma:

Igor Morais – zagueiro – estourou a idade do sub-20 – 31 de dezembro de 2018

Caio Ruan – zagueiro – sub-23 – 31 de dezembro de 2018

Gabiga – lateral-esquerdo – sub-23 – 31 de dezembro de 2018

Paulo Henrique – volante – sub-23 – 31 de janeiro de 2019

Oliveira – meia – estourou a idade do sub-20 – 31 de janeiro de 2019

Raul Gutierrez – meia – sub-23 – 31 de dezembro de 2018

Vinicius Garcia – meia – sub 23 – 31 de dezembro de 2018

João Paulo – atacante – volta de empréstimo – 19 de fevereiro de 2019

O São Paulo não costuma correr para buscar a renovação nesses casos, que muitas vezes são resolvidos após o início da pré-temporada. Como muitos da lista trabalharam com André Jardine, novo técnico da equipe principal, ainda há esperança de conseguir um novo contrato com o Tricolor.

O treinador também poderá olhar para outras crias de Cotia que ainda têm vínculo com o clube, mas que já não terão mais idade para as categorias de base. São os casos do goleiro Júnior, o zagueiro Igor Neves, o lateral-esquerdo Bruno Dip e o meia Geovane. A tendência, porém, é que busquem empréstimos para outras equipes ou que fiquem para o time sub-23.

UOL

11 comentários

  1. Desses jogadores somente o Paulo Henrique tem capacidade pra vestir a camisa do São Paulo, e mesmo ele passa longe de ser um jogador genial. No máximo seria um jogador que poderia compor o nosso elenco.

  2. Se não foram procurados pelo clube ou até mesmo houvesse uma insistência para que eles renovassem, fica claro que não havia o interesse por parte do SPFC.

    São como centenas de garotos que não vingam para jogar em um bom nível e nem devem valer o esforço para assinar um contrato e tentar arrumar uma venda…

    Que encontrem um clube e façam suas carreiras de forma positiva em qualquer outro lugar.

  3. Não sou a favor de transformar o Morumbi em arena. Mas sou a favor de tirar a pista de atletismo e aproximar a torcida do gramado. Seria muito mais pressão em cima do adversário.

  4. Para reflexão sobre a passionalidade do futebol e o liberalismo criado pela Lei Pelé. Ao clube é permitido abrir mão do atleta em fim de contrato quando os objetivos não foram alcançados. Não se vê grande comoção pelo profissional que vai ser obrigado a galgar um novo posto no mercado.
    Agora, quando é o jogador que resolve não renovar (geralmente uma promessa com maior potencial de confirmação de suas capacidades), chamá-lo de ingrato é o mínimo.

O São Paulo precisa de nós! Vamos apoiar!