Amigos tricolores, 


Os últimos anos do nosso São Paulo são para, se possível, deletar da linda e rica história que o time possui! Não estamos disputando títulos, não estamos colocando medo em ninguém e somos motivos de piada de torcida e imprensa. Fora isso, ainda estamos vendo nossos adversários ganhando títulos ano após ano! Um dia caímos na história de sermos “soberanos”, muitos acreditaram e hoje não metemos medo nem em time de Série C que até nos eliminou em mata-mata, dentro do Morumbi. Mas, como tricolor espero sempre um ano novo e com esperanças renovadas! Porque esse, apenas os times sub-23, sub-20, sub-17, sub-15 nos dão orgulho. O principal…


História ninguém muda!

O que faz do São Paulo um time grande é a sua história! É chover no molhado, massomos o único time com 3 Libertadores, 3 Mundiais e 3 Brasileiros na sequência!Nenhum outro tem, e dificilmente terá um dia! Somos gigantes! Muito graças aosanos de 40, 80, 90 e 2000 em que ganhamos tudo! 60 estávamos construindo anossa casa, ficamos 13 anos na fila, mas de 2010 para cá, a coisa está feia emanchando a linda história que temos.


Melhor dupla!

Outro dia estava vendo alguns perfis de Instagram e vi uma foto de Oscar e Dario Pereyra em campo, com a camisa do tricolor e o patrocínio da Nugget! Confesso que deu um aperto no coração e bateu aquela saudade… não que a defesa do São Paulo com Arboleda e Bruno Alves esteja ruim, até porque para mim Arboleda é o melhor zagueiro em atividade no Brasil. Mas dupla igual a essa, infelizmente, nunca mais! Fosse Brasileiro, o uruguaio Dario formaria a defesa da seleção, ao lado de Oscar, sem dúvida, nas Copas de 82 e 86. E se possível até em 90! Esses, como se diz na gíria do futebol, “jogavam de terno” e como jogavam!!


Oscar

José Oscar Bernardi. Começou, em 1973, na Ponte Preta. De lá, em 1979, foi para os Estados Unidos jogar no Cosmos, time em que Pelé também jogou, ficou por 1 ano, chegando, em 1980 ao São Paulo, ficando até 1987 quando foi para o Japão, encerrando, em 1990, sua carreira. Oscar jogou as Copas de 82 e 86. Foi treinador no Japão, no time em que encerrou a carreira Nissan Motors. Treinou times no Brasil e na Arábia, até, quando largou a carreira de técnico. Atualmente é empresário.


Dario Pereyra

Alfonso Darío Pereyra Bueno. Começou, em 1975 no Nacional de Montevideu. Chegou ao São Paulo em 1977, como meia esquerda, um camisa 10. Não agradou, chegou a ser volante, agradou menos ainda até que em 1980, Carlos Alberto Silva, então técnico do São Paulo, o testou na zaga, ao lado de Oscar. De lá nunca mais saiu. Ficou no São Paulo até 1988, quando se transferiu para o Flamengo. Passou pelo Palmeiras e em 1992, encerrou a carreira no Matsushita Eletronic, no Japão. Para a torcida, trata-se de “Dom Dario Pereyra”. Tentou a carreira de técnico, chegando até a treinar o São Paulo em 1997 e 1998, mas encerrou a carreira em 2015. Atualmente, também é empresário e comentarista de programas esportivos.


Entre, todos, os melhores!

Nunca foram maldosos! Eram leais, mas sabiam jogar como poucos! Os mais velhos, poderão dizer que Roberto Dias foi o melhor zagueiro que o São Paulo teve. Meu pai é dessa opinião. Pelé diz que Dias foi seu melhor marcador. Não vi jogar, mas acredito que individualmente possa mesmo ter sido. Tivemos jogadores excelentes na posição como Ricardo Rocha (que eu vi, o melhor), Márcio Santos, Miranda, Antônio Carlos, Valber e sendo sincero, até pela raça, Ronaldão! Não foi gênio como os outros, mas sua raça e amor ao São Paulo o credenciam estar aqui! Até porque Stoichkov tremeu frente a “muralha tricolor” na final de 1992!


Sem duvida, assim como passou muito perna de pau, a zaga tricolor, na maioria das vezes sempre esteve segura, até porque no gol tínhamos Waldyr Peres, Gilmar, Zetti e Rogério Ceni. Então a defesa, raramente era problema, mas na época dos Menudos, com Oscar e Dario, era tranquilidade para os goleiros. Sem dúvida, os dois formaram uma dupla quase perfeita.


Atacante pensava duas vezes…

À época em que jogavam, o futebol brasileiro ainda respirava e tinha muito atacante bom nos times adversários. Mas sem dúvida, ao enfrentar o São Paulo sabiam que a vida não seria nada fácil uma vez que a frente teriam o paredão formado pela dupla.


Ajudava, claro, a defesa ter Zé Teodoro e Nelsinho nas laterais e Bernardo na proteção, além de Gilmar Rinaldi no gol. Time joga com 11, contrário do que pensa Neymar que acha que é um jogo individual.

A dupla era quase perfeita. Sincronia de movimentos, cobertura, visão de jogo e momento certo para antecipar as jogadas. Quem já jogou bola, mesmo que de forma amadora, sabe o diferencial que faz uma dupla de zaga firme. Dá mais liberdade para o ataque! Ainda mais em uma época sem a escola gaúcha de treinadores em que o ponta direita tinha que marcar o lateral! O jogo era mais bonito e o jogo para frente! Essa escola, do mestre Telê, deu espaço para a escola Gaúcha do 1×0 ser goleada! Uma pena!


Orgulho!
Acredito que digo em nome da torcida, que viu em campo essa dupla, que o sentimento que temos em ter ambos conosco é esse! Orgulho! Eu mesmo, tinha 7 anos na época e não me lembro, se eu fosse eleger a melhor dupla, pelo o que vi, seria Antônio Carlos e Ricardo Rocha, que coloco em 2o lugar, muitos aqui dirão ser Miranda e André Dias ou colocar Lugano nesse “bolo” entendo e respeito, mas ainda fico com a minha visão que nem mesmo Bauer, Rui e Noronha foram melhores!

*Felipe Morais. Publicitário, apaixonado pelo São Paulo Futebol Clube. Sócio da FM Planejamento, Palestrante sobre marketing digital, comportamento de consumo e inovação. Autor dos livros Planejamento Estratégico Digital (Ed. Saraiva) e Ao Mestre com carinho, o São Paulo FC da era Telê (Ed Inova) – www.livrotele.com.br – facebook.com/plannerfelipe e @plannerfelipe