Nesta semana, o São Paulo promoveu três jogadores formados nas categorias de base: Helinho e Antony, ambos de 18 anos, e Igor Gomes, de 19. Desde a chegada de Diego Aguirre, em março, cinco atletas forjados em Cotia, onde está a fábrica de talentos do clube, já fizeram este percurso. Não é coincidência. Ao lado do uruguaio, alguém que passou três anos lapidando as joias tricolores tem voz ativa e moral para indicar quem considera útil ao elenco de cima: André Jardine.

Ex-treinador da base, Jardine foi convidado a se juntar ao estafe de Aguirre assim que o novo comandante desembarcou no Morumbi trazendo outros dois auxiliares consigo, Juan Verzeri e Raul Enrique Carreras.

“O Aguirre me recebeu da melhor maneira possível. Eu me sinto realmente um integrante da comissão técnica dele. Frequento a mesma sala, convivemos diariamente. Falamos sobre tudo: treino, time, jogadores, estratégia”, explica.

Em três anos em Cotia, alcançou 11 finais de campeonato pelo sub-20. Foram sete títulos, entre eles, duas Copas do Brasil (2015 e 2016) e uma Libertadores (2016) da categoria. Em janeiro, disputou e perdeu a final da Copa São Paulo de Juniores para o Flamengo. Luan e Liziero formavam a dupla de volantes da equipe. Foram os primeiros que o ex-treinador indicou a Aguirre para o time de cima e vêm ajudando a equipe na campanha do Brasileirão.

“A gente tenta ter cuidado para não queimar etapas com os meninos e vai muito em cima do momento, da carência pontual em alguma função ou posição. Trago comigo o conhecimento de quem passou três anos com eles, de poder dar um feedback ao Aguirre, mostrar quem tem condição de ajudar imediatamente ou jogadores que precisam de algum tempo antes de darmos oportunidade”, diz Jardine.

FUTURO
Enquanto trabalhou na base, foi chamado em duas ocasiões para assumir interinamente o São Paulo. Em 2016, após Edgardo Bauza se desligar do clube para assumir a seleção argentina, Jardine dirigiu a equipe em dois jogos. Já em 2018, entre a saída de Dorival Junior e a chegada de Aguirre, mais dois compromissos. No Grêmio, em 2014, também vivera a experiência de ser interino.

Internamente, a ideia da direção são-paulina é que futuramente ele ganhe oportunidade de assumir um trabalho efetivo no comando técnico da equipe principal. O próprio auxiliar admite ser uma meta na carreira, mas prefere não estipular um prazo.

“Procuro não colocar prazos, eles mais atrapalham no futebol do que ajudam. Com certeza o sonho e a meta é, lá na frente, voltar a ser treinador. Quero conquistar experiências aos poucos e cada vez mais me sentir mais preparado para, quando o momento chegar, poder dar conta do recado”, analisa.

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