Metade do plantel! Base ganha espaço e já simboliza quase 50% dos profissionais

Dirigido por Raí, o departamento de futebol do São Paulo tem cumprido um projeto à risca: o de aproximar cada vez mais as categorias de base do time profissional. Nesta semana, o clube deu mais uma mostra disso promovendo os meias-atacantes Igor Gomes, Helinho e Antony.

Com o trio, o CT de Cotia chegou à marca de 14 jogadores efetivados na temporada 2018. Antes, outros 11 atletas haviam sido contemplados: os atacantes Bissoli, Paulo Boia, Caíque e Marquinhos Cipriano, os volantes Pedro Augusto, Paulo Henrique, Liziero e Luan, o meia Gabriel Sara, o zagueiro Rony e o goleiro Lucas Paes.

Metade desses pratas da casa, contudo, já não integra mais o plantel principal. Com o intuito de dar mais experiência e ritmo aos jogadores pouco aproveitados, o São Paulo emprestou Rony, Pedro Augusto e Paulo Boia, além de devolver para a base Bissoli, Gabriel Sara e Paulo Henrique. Já Cipriano foi liberado para o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia.

Outra medida adotada para evitar ociosidade foi emprestar esses jovens atletas ao time sub-23, que disputa o Campeonato Brasileiro de Aspirantes pelo segundo ano seguido. É o caso do atacante Brenner, autor de dois gols na vitória por 2 a 0 sobre o América-MG, na última terça.

Em meio a administração do elenco, o clube acelera o processo de integração. Já há alguns meses, atletas oriundos de Cotia participam de treinos junto aos profissionais no CT da Barra Funda. Nesta semana, por exemplo, os jovens Carlinhos, Gilson, David Elias, Raúl, Thiaguinho e Thiago Couto completam as atividades.

Para se ter uma ideia da valorização da base são-paulina, dos 30 jogadores do elenco principal, 12 foram moldados em Cotia. Os recém-promovidos Lucas Paes, Caíque, Liziero, Luan, Igor Gomes, Helinho e Antony se juntaram a atletas que subiram anteriormente, como Araruna, Shaylon, Brenner, Lucas Perri e Rodrigo Caio.

Embora não sejam titulares, eles são úteis na campanha do líder do Campeonato Brasileiro. Casos dos versáteis Liziero e Araruna, que são acionados de forma recorrente em várias posições quando necessário. Mais recentemente, o jovem Luan entrou para esse grupo, chegando a ser titular contra Cruzeiro e Ceará. E Rodrigo Caio, recuperado de lesão, tende a receber mais chances até o fim do ano.

Além disso, o São Paulo vem se protegendo de casos como o de Éder Militão, renovando contratos recentemente com algumas de suas promessas, como Antony (setembro de 2023), Igor Gomes (março de 2023), Helinho (abril de 2023) e Rodrigo (dezembro de 2021), para não ter que negociá-los de forma precoce.

“Estamos trabalhando em conjunto com a base, e um dos objetivos é de que os meninos façam parte da equipe principal. Nós precisamos desses meninos, são jogadores importantes para o processo de crescimento do clube”, avaliou o técnico Diego Aguirre.

GE

15 comentários

  1. Sobre a venda dos mandos de jogos do Paraná contra nossos rivais pelo título… só tenho a dizer que se lasquem… seremos campeões pois só dependemos de nossas forças . 7 vitórias e 3 empates, foco nisso !

  2. Vai ser muito importante para o São Paulo e para esses jogadores.

    Antony, Helinho terão que se adaptar ainda. Vendo os jogos da base, eles prendem bastante a bola ainda, tentam o drible muitas das vezes e falta objetividade. Precisam melhorar o cruzamento e muito.

    Everton e Rojas estão a frente nestes quesitos.

    O Lizieiro se adaptou rápido porque faz o volante no lado esquerdo de maneira precisa. Fazendo ultrapassagem, opção de passe e finalizando. Oscila e erra passes ou desaparece no jogo, mas no todo tá crescendo rápido.

    Não acho Igor Gomes melhor que Shaylon. Acho Rodrigo Nestor do sub-17 melhor que os dois, vai aparecer que nem o Lizieiro. Joga muito bem coletivamente.

  3. Não quer dizer nada infelizmente. Técnicos como Aguirre, Muricy, Mano Menezes prezam pelo risco zero, por isto, pra jogar o cara da base tem que ser umas 10× melhor que o mais velho. Vide o Lizieiro que vive pegando banco de Hudson e Jucilei, sendo que como segundo volante tem mais bola que ambos. Vide brenner que cometeu alguns erros e hoje e preterido pelo Carneiro que ainda não conseguiu fazer uma jogada com a camisa tricolor. Se quiser integrar a base, a filosofia de trabalho do técnico tem que ser diferente.

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