São Paulo perde “agressividade” em campo e se revolta com tropeço

Se tem algo diferente no São Paulo do primeiro para o segundo turno do Campeonato Brasileiro, a ausência da agressividade do time na hora de atacar – ou marcar forte – entra no topo da lista. O time que chegava rápido ao gol adversários, com toques objetivos e graças a rápidas recuperações de bola não tem dado as caras. O Tricolor do returno é mais lento e preciosista e perde pontos que revoltam os próprios jogadores e a comissão técnica.

O mais marcante desses tropeços aconteceu na tarde do último sábado, contra o América-MG, pela 26ª rodada do Brasileirão: 1 a 1. No primeiro tempo, a equipe de Diego Aguirre trocava passes lentos, quase sempre laterais. Foram poucas as tentativas de virar o jogo. Em que pese a retranca do Coelho no Morumbi, faltava ímpeto, seja em dribles ou ultrapassagens para tabelar.

“Temos tido uma dificuldade maior, é evidente. No último jogo (empate sem gols com o Santos) e agora contra o América, poderíamos ter uma postura mais agressiva. Principalmente hoje (sábado) por jogarmos em casa, em um jogo tão importante. Era para buscarmos o segundo gol, e acabou ficando um gosto de derrota”, lamentou o meia Nenê, sobre o empate com os mineiros.

O camisa 10 pode ser colocado como exemplo desse São Paulo que perdeu objetividade e ganhou em preciosismo. Ainda que tenha cruzado com perfeição para Diego Souza abrir o placar, Nenê exagerou em tentativas de toques de efeito, atrasando alguns ataques do Tricolor. Em tabela com o próprio Diego, conseguiu belo drible, mas preferiu passar de volta em vez de chutar e concluir a jogada.

Muito do jogo vertical que levou o São Paulo de Aguirre à liderança do Brasileirão passava pelos pontas Everton e Joao Rojas, ambos desfalques contra o América. O segundo cumpriu suspensão e volta para enfrentar o Botafogo no fim de semana que vem. Já o primeiro tenta se livrar de problemas físicos e deixa uma enorme lacuna na ponta esquerda.

Só não espere ver lamentações sobre esses desfalques. Aguirre já costuma se recusar a falar sobre a falta que um atleta faz. E depois desse empate no Morumbi cheio, o próprio elenco entendeu que justificativas não teriam espaço. A reação do grupo foi de inconformismo, de revolta, porque, apesar das baixas, o time conseguiu melhorar na volta do intervalo, criar chances, mas se acomodou e foi castigado. Um cenário que já havia aparecido no empate por 1 a 1 com o Paraná, na abertura do segundo turno.

“No Brasileiro, os jogos sempre são bem difíceis. Fizemos o gol, continuamos pressionando e tomamos um gol que foi muito ruim. Não dava para deixar esse empate aqui. Estão todos chateados”, afirmou Diego Souza. As caras feias dominaram o vestiário e o caminho até o ônibus do clube. Afinal, a liderança pode escapar de novo se o Internacional vencer o Corinthians neste domingo, às 16h, em Itaquera.

A preocupação agora se divide entre voltar a render como antes – e, consequentemente, vencer como antes – e não deixar mais um tropeço abalar a confiança de um time que se reergueu depois de anos de martírio. “Deixamos cair em momento que não podia. Só que não tem como abaixar a cabeça, somos líderes até domingo pelo menos. Os jogos agora são como finais. Então não tem espaço para abaixar a cabeça. É corrigir o que temos feito de errado para não acabar sofrendo”, cobrou o capitão Hudson.

UOL

11 comentários

  1. Eu vi que a fonte e o UOL e nem perdi meu tempo em ler.
    Espero que o SP reaja contra o Botafogo, com as voltas de Rojas, Everton e B. Peres as coisas podem fluir melhor. Contra as porcas será a decisão e infelizmente o histórico não e favorável, mas o jogo será no Morumbi, onde eles não ganham há 15 anos. Chegou a hora de decidir se o título vira ou não.

    • Muito bem observado. Eu sempre disse que Militão era o melhor LD do Brasil.Ele era uma muralha pela direita de tal forma que os zagueiros sentiam-se bem seguros e não precisavam se preocupar com aquele setor Veja a queda do time depois da saída dele e do Everton,não e mera coincidência. Erramos, não deveríamos ter liberado Militão.

  2. Eu disse: foi um erro o Aguirre tentar treinar o time a ter posse de bola. Em time que se está ganhando não se mexe.

    Um time limitado, como o São Paulo eh, acaba tocando e tocando, depois levanta a bola na área e seja o que Deus quiser.

    Fato eh q a liderança subiu a nossa cabeça e achamos q éramos melhores do q realmente éramos e passamos a pensar q poderíamos jogar bonito.

    Eh algo parecido com o q aconteceu com o curica no 2o turno do ano passado, com a diferença de q eles tinham uma gordura imensa pra queimar.

    Da tempo de voltar ao que fazíamos antes? Não sei dizer. Mas vai de voltar a consciência q primeiro temos q defender com toda a raça,e só sair na boa, em velocidade. Ou então, continuaremos a tentar equilibrar o jogo e viver de chuveirinho na area

    Obs.: olhando os últimos 5 jogos nossos, lá no GE, da pra ver q estamos em franca decadência. Palmeiras subindo para se consolidar em primeiro, e inter para disputar com o palmeiras sem oferecer mto risco.

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