Michel Macedo se arrepende de ter adiado conversas com o São Paulo mas se oferece para 2019

Michel poderia terminar 2018 como campeão brasileiro pelo São Paulo ou da Copa do Brasil pelo Corinthians. É bem verdade que nenhum dos títulos está garantido, mas o lateral-direito de 28 anos teve a chance de escolher entre Tricolor e Timão. Em uma entrevista para lá de franca ao Blog, por telefone, o jogador que disputou oito temporadas na Espanha, entre Almeria e Las Palmas, admitiu que errou ao adiar as respostas para as ofertas dos gigantes paulistas. Ele também revelou que trocou de empresário e espera por uma nova oportunidade para jogar no Brasil em 2019.

BLOG: Como está sendo esse período de férias forçadas?
MICHEL: São férias meio que inesperadas. Não estava no planejamento passar tanto tempo de férias. Foi por causa de escolhas meio que erradas, já que tive propostas boas de dois times grandes de São Paul. Resolvi esperar algum tempo e acabou não rolando.

Quais clubes eram?
São Paulo e Corinthians. Hoje, dá para dizer que me arrependo de não ter fechado com um dos dois.

Por que não houve acerto?
A primeira proposta foi do São Paulo. Ela veio antes mesmo de eu voltar ao Brasil. A janela ainda nem tinha aberto e a empresa que me representava falou para esperar, porque pintariam coisas grandes na Europa. Até chegaram algumas propostas, mas não foi nada do meu agrado.

E com o Corinthians?
A oferta do Corinthians veio na metade da janela, com números muito bons. Cheguei a conversar com minha família e, sabendo dos riscos, optei por esperar. Ainda havia a perspectiva, de acordo com a empresa, que poderia aparecer coisa grande. Quando eu decidi ir para o Corinthians, o clube já tinha optado por outro jogador.

Que lições tirou de tudo o que passou?
O jogador de futebol costuma entregar tudo nas mãos de outras pessoas, empresários, e não toma a decisão. Aconteceu isso. Mas, no fim das contas, o erro foi meu. O bom é que não errarei mais, até porque passarei a tomar minhas próprias decisões. Não estou mais trabalhando com a empresa e meu empresário passou a ser meu irmão, Wendel. Vai ficar tudo mais fácil.

Depois de quase dez anos morando na Europa, está de volta ao Brasil?
Sim. Vim para o Rio de Janeiro. Tenho ocupado meu tempo treinando bastante para manter a forma. Também estou ficando bastante com minha família e minha filha, de seis anos. Já aconteceu de ter de morar fora e ficar longe de todos, então estou tirando o atraso.

Como tem treinado?
Treino por conta própria, com ajuda de um personal e de um fisioterapeuta. Tudo certinho, para evitar lesões.

Tem alguma negociação em andamento? 
Agora não, até porque as janelas em todo o mundo estão fechadas. No Brasil, por exemplo, só reabre no fim do ano, para 2019. Eu já poderia assinar um pré-contrato com qualquer interessado, então agora é esperar e ver o que acontece.

Tem preferência por jogar no Brasil ou voltar para a Europa?
Não estou descartando nada. Não fecho as portas para a Europa, mas, se tiver proposta do Brasil, acho que vou optar por ficar aqui. Se pintassem as propostas de Corinthians ou São Paulo de novo, aceitaria de imediato.

Para o torcedor que não o conhece bem, como se descreveria?
Posso dizer que sou hoje um lateral bem mais experiente daquele que passou pelo Atlético-MG em 2014, por empréstimo. Eu estava com 24 anos e aprendi bastante desde então. Sempre fui muito ofensivo e na Espanha preferem que a gente defenda melhor para depois atacar. Não perdi a ofensividade e melhorei muito atrás.

Como descreve suas passagens por Almeria, de 2014 a 2016, e no Las Palmas, de 2016 até julho?
Foram bacanas. Sempre fui muito mais titular do que reserva. Na temporada passada, por exemplo, fiz 28 jogos. Só não atuei mais porque fiquei um mês e meio contundido. O time é que não estava tão bom, porque havia sido excelente em 2016-2017, mas perdeu várias peças.

Jorge Nicola

10 comentários

  1. Jogador de futebol vive numa realidade a parte. O cara só jogou em times pequenos, não decolou durante todo o contrato e no fim do contrato recebe proposta de 2 grandes brasileiros… mesmo assim ele ainda estava esperando uma proposta de um grande da Europa.

    Me lembra aquelas histórias das mulheres que não são tão bonitas, mas ninguém serve para elas aos 20-30 e continuam esperando o príncipe encantado. Ai aos 40 estão amarguradas reclamando que ninguém as quis…

  2. Rai, Lugano, Ricardo Rocha e Aguirre, montaram este ano um SPFC vibrante, aguerrido e com sangue nos “zois” é disto que precisamos e não zés ruelas que pensam em $$$$$$, como Scarpa, Diego Tardeli e outros por ai.

  3. Guardada as devidas proporções, quando eu vejo jogador falando como se fosse uma marionete de empresário(s), lembro do Calleri. Passando de clube em clube na Europa, todos de segundo ou terceiro escalão, brigando na parte de baixo da tabela, sem conseguir se destacar e vendo o tempo passar e a falta de credibilidade crescer.

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