Aliados fora de campo, líder SP e lanterna Paraná se enfrentam

Quando o catarinense Alisson Sidnei Furtado apitou o fim de Paraná 1 a 1 Boa Esporte, encerrando assim um período de 10 anos do Tricolor paranaense na Série B, um pedacinho do São Paulo estava lá, responsável pelo acesso. Boa vitrine, falta de espaço para os jovens, afinidade entre dirigentes e até mesmo a simpatia pela capital paranaense contribuíram para essa “parceria”, que resultou no empréstimo de jogadores. Nesta quarta-feira (22), às 19h30, na Vila Capanema, porém, os times vão dar um tempo nesta boa relação. Em situações opostas na tabela do Brasileiro, a equipe de Curitiba, que ocupa a última posição na classificação geral, recebe o time paulista, o líder do torneio.

No time de 2017, o Paraná tinha Iago Maidana e Robson entre os titulares, além de ter contado com os ex-são-paulinos Richard e Léo (goleiros), Lucas Kal (zagueiro) e Pedro Bortoluzo (atacante) em algum momento da temporada. Já 2018, com a ingrata missão de ajudar a evitar o rebaixamento, Maicosuel retornou ao clube que o revelou após acordo com o São Paulo – além de uma lesão no músculo posterior da coxa, uma cláusula contratual o tira do jogo entre os times.

Sem espaço no Morumbi, Maicosuel foi emprestado pela segunda vez em menos de um ano. No início da temporada, defendeu o Grêmio, que não quis renovar o vínculo com o meia atacante até o fim de 2018. Neste segundo semestre, ele foi para o Paraná. Segundo apurou o UOL Esporte, o salário do jogador é dividido – o Tricolor paulista paga o que está registrado em carteira e o paranaense arca com o direito de imagem.

De acordo com os dirigentes paulistas, o Paraná é um bom destino para os jogadores por ser considerado uma vitrine. Lá os atletas podem ganhar visibilidade e se valorizar, como aconteceu com Iago Maidana, hoje no Atlético-MG. Desta maneira, os jovens adquirirem experiência, enquanto os mais veteranos, como Maicosuel, têm a chance de se recuperar e mostrar serviço. Além disso, boa parte dos jogadores simpatiza com a cidade.

O Paraná ainda sondou Liziero e Araruna, que não foram liberados, pois o São Paulo tinha planos para ambos. Além disso, quando demitiu Wagner Lopes e buscou por Rogério Micale, já ex-técnico, o time paranaense cogitou levar o técnico do sub-20 e hoje auxiliar do Tricolor paulista, André Jardine (também tentou Osmar Loss, do Corinthians), mas o profissional preferiu ficar no São Paulo.

Nos últimos anos, os laços ficaram um pouco mais estreitos também por conta da boa relação do advogado Alexandre Pássaro, gerente executivo do São Paulo, com Rodrigo Pastana, gerente paranista. Conhecido no mercado da bola, o dirigente paulista é muitas vezes o responsável por encontrar caminhos e conduzir as negociações para o clube do Morumbi.

O convênio, no entanto, tem um preço: a base que se destacou na Série B deixou Curitiba. Apenas Richard, que fechou o ano como titular, seguiu na Vila Capanema, com o Paraná comprando 50% dos direitos junto ao Água Santa. Ele foi revelado pelo São Paulo, mas nunca teve chances no Morumbi.

UOL

11 comentários

  1. O são Paulo teve que se livrar do maisana pra não se ver envolvido em confusão.aquela foi a pior coisa feita pelo Aidar, merecia uma lava jato e uma conversa ao pé do ouvido com o Sérgio.moro

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