Sucesso do São Paulo é inverso ao tempo com a bola

Quem olha estatísticas e acompanha sites assim, como o Footstats, já sabe que quem ganha o Brasileirão não é o time com mais posse de bola. Está até ficando redundante o duelo entre times que querem e não querem a bola, até porque há o meio termo. A posse é importante para entender times que claramente usam a estratégia, como Manchester City e Barcelona. Nem todos são assim.

No caso do campeão do primeiro turno, o sucesso é inversamente proporcional ao tempo com a bola no pé.

No Brasileirão de 2017, o time tinha o recorde de posse de bola do Brasileirão e virou o turno na zona de rebaixamento.

Contraponto, o Corinthians era o quinto no tempo com a bola no pé e líder disparado, oito pontos à frente do segundo colocado do primeiro turno, o Grêmio.

Neste ano, o São Paulo é o 14o colocado em posse de bola.

No caso tricolor, quanto mais bola no pé, menos vitórias.

PVC

15 comentários

  1. Essa conversa de tempo de bola euma falácia da imprensa .há equipes mais técnicas que administram o jogo , e há equipes mais verticais que transpassam o campo com mais velocidade. O são Paulo se enquadra nesse contexto, nós não atacamos pelo meio, atacamos pelas pontas que são velocistas,então nosso tempo de bola e mais curto do que um outro time que tem dois meias e leva a bola com mais toques

    • Concordo! Se analisar o tempo de posse de bola na construção de jogadas e não em toquinhos de lado sem eficiência nenhuma tenho certeza que estamos lá na frente. Ter posse de bola e fundamental pra marcar, mas tem que ser objetivando o gol!

    • Nesse caso, acho que é uma questão de teoria, na verdade.
      Na teoria do futebol, o time com mais posse de bola cansa menos e pode estruturar melhor as jogadas.
      Da menos trabalho marcar, onde você corre atrás da bola, e receber os passes. Além disso, quem tem a bola o tempo inteiro só tomaria gol se fosse contra. Fora o quanto isso mostra uma superioridade técnica sobre o outro time, o que é considerado bonito pela maioria.
      O problema é aplicar isso no futebol brasileiro.
      É muito claro que os times tem mais problema para atacar do que pra defender no nosso contexto.
      Enfim, não vejo demérito em ser uma equipe com menos posse de bola, se isso for uma estratégia.
      Dizem que jogamos feio. Mas o feio é o líder, então a estratégia tem seu mérito.

  2. Humildade, união e foco!
    Desistir, nunca!
    Jogo a jogo, um adversário de cada vez.
    Apoio nosso tem que ser total !!!
    Devagar, com calma… Não se abalem por uma ou outra derrota inesperada…
    Nós vamos chegar lá, com trabalho, com raça e
    com estratégia… E com frieza e inteligência…
    Calma… Vai dar certo… Mas calma…
    E apoiem sem parar!!!

    Vai São Paulo!

    • Meu time é Diego Alves, Militao, Arboleda, Dedé, Reinaldo, Hudson, Rodrigo Dourado, Nenê, Everton, Everton e Pedro.

      Não entendo o Paquetá como uma das unanimidades. Muito potencial, mas ainda é um jogador muito irregular e não me vem à cabeça nenhuma graaaaande atuação dele nesse campeonato. Principalmente em jogos grandes. Hoje tem mais mídia do que futebol o que é normal pra jogadores da urubuzada e da galinhada. Não trocaria ninguém do nosso meio campo titular pra colocar ele.

  3. Posse de bola é importante. O problema é tentar achar que o time tem que ter posse de bola o jogo inteiro e que a única forma “bonita” de jogar é priorizando a posse de bola.

    Acho que a gente precisa melhorar nossa posse um pouco sim, principalmente quando estamos ganhando. Levamos muito sustos contra Vasco, Flamengo e Cruzeiro por dar a bola sem parar ao adversário. Em alguns momentos do jogo podíamos ter tocado melhor a bola e é algo que podemos melhorar. Um exemplo disso foi o jogo contra o Sport em que tivemos mais posse e não levaríamos susto algum se o juiz não tivsse inventado aquela falta do Hudson. É beneficial até pro time que se desgasta menos.

    Não, não to criticando o SP e o Aguirre, mas não vamos ser cegos de achar que tá tudo perfeito e não precisamos melhorar em nada.

    E, de novo, estou falando de posse de bola em alguns momentos do jogo. Essa ideia de que o time tem que ter 90% de posse de bola e entrar dentro do gol tocando a bola é coisa de jornalista baba ovo do Guardiola. Deus me dibre de voltar a ver aquele futebol sonolento de passe pro lado que tava aqui até um tempo atrás.

    • Acho que o maior problema é que há pouca variação de jogo por aqui. Com exceção de Grêmio e Flamengo, todos preferem jogar desta maneira. Assim fica algo um pouco pobre de ideais para o campeonato.

      Tudo muito culpa do calendário.

      • Com certeza. É impressionante a diferença de quando o clube tem os meios de semana livres pra quando ele não tem. Tanto na questão física quanto técnica.

        Pra mim o Grêmio é o que melhor sabe “jogar o jogo”. Toca quando tem que tocar, acelera quando tem que acelerar e joga conforme dá pra jogar. Faz gol de contra ataque, faz gol de jogada individual, de chute de fora da area, de cruzamento e de tabela. É um time que tem muito padrão de jogo, mas não se prende a um estilo ou a um rótulo e com isso é capaz de jogar contra qualquer tipo de adversário.

  4. Ter posse de bola sem agredir o adversário é extremamente improdutivo . Prefiro times que lutem intensamente pela posse de bola , principalmente no campo ofensivo . Teoricamente o time está se defendendo , mas na verdade esta é uma das formas mais eficientes de atacar .

Deixe uma resposta