São Paulo: Uma equipe eficiente e eficaz

Eficiência: qualidade de algum processo, uma espécie de ”saber fazer” sobre determinado aspecto. Eficácia: está relacionada ao produto final de alguma obra.
           Após a vitória do São Paulo contra o Flamengo, a grande maioria da imprensa começou a comparar e diminuir o futebol do SP. Citaram a pouca posse de bola contra os adversários, os poucos passes trocados, o time jogar fechado e quando retoma a bola trata logo de definir a jogada.
           Futebol não é ciência exata, é possível ganhar propondo o jogo, como o Barcelona ou estacionar um ônibus na entrada área como a Inter de Milão de 2010 comandada por Mourinho. Citei o treinador português de propósito, pois  o comentarista Mauro Cezar Pereira, crítico do estilo de jogo do SP, quando comenta os jogos do Campeonato Inglês, não se manifesta com a mesma ênfase quando o Manchester United joga na retranca contra Manchester City e Liverpool mesmo quando joga em casa.
             O SP de Dorival tocava a bola, tinha a maior posse e chutava pouco. O adversário jogava por uma bola e levava o mesmo perigo. Exemplo disso foi o que o Santos fez no Morumbi no último Campeonato Paulista. O time não era eficiente, afinal não conseguia impor a sua ideia de jogo e não era eficaz, pois não conseguia fazer os resultados. Um dos muitos erros de Dorival era colocar Nene no lado do campo, obrigando o veterano jogador a marcar o lateral adversário quando o SP perdia a posse de bola. Curioso é que grande parte da imprensa pedia paciência ao treinador.
              Uma equipe que se tornou eficiente e eficaz é o Real Madrid. Com Carlo Ancelotti, tentava jogar um futebol próximo ao do Barcelona. Os resultados não eram tão bons. Ao assumir o comando da equipe, Zidane tirou James Rodriguez, colocou Casemiro, deu mais liberdade pra Cristiano Ronaldo e dessa forma a equipe se tornou mais segura na defesa (eficiente) e mais letal no ataque (eficaz).
                Aguirre fez dentro da  nossa realidade a mesma coisa que Zidane. Quando o time está sem a posse de bola, monta a equipe com duas linha de 4 jogadores e Nene e Diego Souza tem mais liberdade criativa. Nos jogos como visitante, o SP é um time reativo. Contra Flamengo e Cruzeiro o SP foi eficiente e eficaz. Contra o Grêmio foi eficiente e eficaz até Nene perder o gol que
ampliaria a vantagem. No clássico contra o Corinthians a postura do SP foi proativa e mesmo assim foi eficiente e eficaz.
                  Temos uma equipe cuja maior virtude é a intensidade. Pra ter intensidade é preciso estar bem fisicamente. E creio que o desgaste por ter feitos 4 jogos pesados em 12 dias tenha tirado isso da equipe. Contra o Colón, o SP criou pouco e provou do próprio veneno, a proposta de jogo do time argentino foi melhor e eles foram eficazes na única finalização ao  gol de Jean. Diante do Vasco, o gol no começo do jogo permitiu que o SP jogasse de forma reativa, mas o time não teve intensidade, levou o empate e conseguiu a vitória no sufoco. O time não foi eficiente, mas foi eficaz.
                    Creio que a contratação de Everton Felipe tende a dar certo, pois ele pode jogar pelo lado do campo e realizar funções diferentes do bom jogador Rojas. O equatoriano rende melhor no contra-ataque, Everton é é bom no jogo 1 contra 1 e pode jogar por dentro, na função de Nene.
                   O SP teve uma semana inteira sem jogo. Houve o descanso físico e mental. O Sport tem um aproveitamento fraco como mandante e nós somos o melhor mandante. A melhora do SP em relação aos dois últimos jogos passa por Nene.  Com intensidade dos demais e a criatividade do nosso melhor jogador, temos grandes possibilidades de vencer na Ilha do Retiro,
sendo eficientes e eficazes, pra desespero de grande parte da imprensa, sobretudo dos jornalistas da Espn.
                    Rafael de Albuquerque
                     https://twitter.com/rafa_sjc1930

8 comentários

  1. Calleri será emprestado ao Alavés, contrato de 1 ano com opção de compra. Mais um clube pequeno na carreira de um bom jogador, difícil a situação de quem fica nas mãos dos empresários e tem que se sujeitar aos interesses alheios.

  2. Ótima análise. Parabéns. Não tinha pensado que o Everton Felipe possa nos ajudar na manutenção da posse de bola em momentos importantes. Não é nem questão de jogar bonito. E que as vezes a defesa precisa descansar também.

  3. Jogando como for, essa sequência tem que ser de 12 pontos conquistados….não podemos reacender a síndrome de Robim Wood, não agora.

  4. O que faltou no Sao Paulo contra o Vasco, foi ter segurado a bola no campo dos caras e nao eperar, jogar como contra as gayvotas, a defesa cansa tambem, temos jogadores pra fazer essa funcao.

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