R$ 20 milhões: Ricardinho pode gerar prejuízo gigante ao São Paulo

Os ministros da 3.ª Turma do Superior Tribunal de Justiça determinaram que o São Paulo Futebol Clube pague uma dívida milionária a investidores que contribuíram para a compra do meia Ricardinho, em 2002. Por 3 a 2, a Corte entendeu que o clube deve indenizar em R$ 3,1 milhões, valor que, atualizado, pode chegar a aproximadamente R$ 20 milhões. O São Paulo afirma que vai recorrer.

O jogador, que teve passagem vitoriosa pelo Corinthians, trocou o Timão pelo tricolor em 2002.

Ricardinho usou a 10 do São Paulo por 16 meses e um futebol apagado que rendeu apenas 5 gols. Atleta e clube acabaram firmando uma rescisão sem pagamento de multa.

O São Paulo firmou contrato de cooperação para a aquisição de direitos federativos do atleta. Os empresários entraram com a quantia de R$ 2,1 milhões, por meio das empresas RES Empreendimentos e Participações e Time Traveller Turismo.

Após a rescisão sem multa, os investidores procuraram o São Paulo pedindo o ressarcimento dos valores investidos. Eles pediram 35% do valor que seria devido pelo atleta ao São Paulo em caso de rescisão antecipada – multa prevista em cláusula penal dos contratos.

Dias depois, eles receberam a proposta da diretoria do clube envolvendo R$ 1,5 milhão de uma futura transação de Luís Fabiano e, se não conseguisse vender o camisa 9, devolveria o investimento corrigido até a data do pagamento, em valor aproximado de R$ 3,1 milhões. No entanto, o clube teria recuado e enviado nova carta afirmando que não devia qualquer valor por se tratar de um ‘contrato de risco’.

O caso foi parar na Justiça de São Paulo, que condenou o clube ao pagamento de R$ 3,1 milhões em 2005.

O clube recorreu alegando que a carta enviada aos investidores não configura uma ‘confissão de dívida’ e alegou que o contrato era de risco, ou seja, se o jogador não rendesse, os investidores não receberiam.

Em segunda instância, pelo fato de os desembargadores da 18ª Câmara de Direito Privado de São Paulo entenderem que a carta inicial da diretoria aos investidores não representava uma confissão de dívida, reverteram a decisão de primeira instância. A defesa dos investidores recorreu.

Na 3ª Turma do STJ, os ministros Paulo de Tarso Sanseverino, Marco Aurélio Belizze e Moura Ribeiro votaram a favor de recurso dos empresários e determinaram o ressarcimento dos valores pelo São Paulo. Ficaram vencidos Nancy Andrighi e Ricardo Villas Boas Cueva.

COM A PALAVRA, A ADVOGADA ISABELA POMPILIO

As empresas são representadas pela advogada Isabela Pompilio, do escritório Tozzini Freire. Ela afirma que a ‘justiça foi feita’.

“O contrato celebrado entre o São Paulo e os investidores nunca foi um contrato de risco, o que significa dizer que se o Ricardinho tivesse um desempenho ruim, não renderia aos investidores. O Ricardinho devia valores ao São Paulo e, se o Clube abriu mão dos valores, não poderia ter feito em nome de terceiros.”

Estadão

 

24 comentários

  1. Erros do passado… erros do passado… mais um deles…

    Penso que se a justiça decidir pelo pagamento é pq ele é justo e se for justo, tem que ser pago, afinal dívidas são para serem liquidadas e não para se furtar ao pagamento das mesmas.

    Se o jogador não vingou é outra conversa.

    • Uma das piores contratações que eu me lembro, nestes mais de 50 anos que eu sigo este time. Se o SP tiver que pagar, tem que cobrar tambem deste jogadorzinho fraco o que nos deve.

  2. Mais um esqueleto do Leco que volta para assombrá-lo. É impressionante a herança maldita deixada por esse cara lá atrás.

    Se a sina se repetir, o presidente do São Paulo daqui 15 anos terá muitos problemas.

  3. Seu apequenamento também vem do passado. Triste realidade. Quanta irresponsabilidade, tanto na contratação quanto na recisão. Quem são ou quem foram nossos advogados? Só o Clube que perde? As pessoas que contribuíram pra isso ficam no lucro?

  4. Bom isso dai é herança do JJ e Marcelo portugal Gouveia que era presidente na epoca…. tremenda de uma lambança que fizeram para trazer esse cara que esta respingando ate hj…. ter que pagar 20 milhoes hj é um absurdo se realmente tiver que pagar

  5. Me lembro que na época de sua saída o MPG fez um discurso pra torcida, dizendo que queria no SP apenas jogadores com garra, etc, etc.

    Pois é a conta chegou…usar dinheiro de terceiros pra comprar o cara é depois abrir mão sem nenhuma contrapartida foi uma grande besteira…

    Na minha opinião o valor é alto, porém devido.

  6. Erros a parte

    Nunca gostei do Ricardinho, saiu do Corinthians por ser mal caráter e foi levado para Copa do Mundo Injustamente no lugar do Alex Cabeção por picuinha do Felipão com o jogador. Um das maiores injustiças das copas dos ultimos anos

  7. Contrato é pra ser honrado! O Clube deveria pedir ressarcimento ao dirigente da época e o escritório de advocacia que foi de encontro ao assinado em contrato.

  8. Em 2002 e 2003, o diretor de futebol era o leco, que foi retirado para dar lugar ao JJ, pelo seu fraco trabalho, no mesmo tempo do Jorginho paulista, chegaram para o brasileiro de 2002, que começou após a copa do mundo.
    Então tem dedo dele nessa estória.

  9. Não podemos esquecer que o Ricardinho também tem que pagar o tricolor,na época quando houve o distrato tinha uma clausula na qual o jogador não poderia voltar a jogar no Brasil por no mínimo 2 anos se não pagaria uma multa de +ou- 2 milhões(acho que é de dólares).O jogador foi pra Inglaterra e menos de 1 ano voltou para o Santos…pau que dá em Chico dá em Francisco.Temos que cobrar também…

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