São Paulo tem semana de risco para evitar ‘reprise’

Se o São Paulo acredita que tem elenco para ser campeão ainda nesta temporada, a semana que se inicia nesta segunda-feira (7) tem peso fundamental para esse sonho. Isso passa pela chance de enterrar os fantasmas de 2017, quando o time se desestabilizou com três eliminações seguidas entre abril e maio e patinou no Campeonato Brasileiro até entrar na zona de rebaixamento.

O time enfrenta o Rosario Central às 21h45 de quarta-feira (9), pela primeira fase da Copa Sul-Americana, com o peso de já ter caído no Campeonato Paulista e na Copa do Brasil. O cenário é semelhante ao que o clube encontrou na última temporada, quando foi eliminado desses mesmos torneios por Corinthians e Cruzeiro e chegou pressionado para pegar o modesto Defensa y Justicia.

As semelhanças não são poucas. O rival argentino, com a segunda partida no Morumbi, depois de ter empatado sem gols no jogo de ida, mesmo com um a menos. Em 2017, o Defensa conseguiu se aproveitar da instabilidade paulista e segurou 1 a 1 para se classificar. Agora, com o Rosario, de novo será preciso jogar contra a pressão e só com uma vitória como alternativa. Qualquer empate com gols faz os argentinos avançarem. Se ocorrer mais um 0 a 0, a vaga será definida nos pênaltis.

Essa sombra ainda não será o único obstáculo. O técnico Diego Aguirre não poderá contar com Everton, que ainda não foi inscrito na Sul-Americana, e nem com o suspenso Rodrigo Caio. Militão e Nenê, outros titulares, serão reavaliados nesta segunda pelo departamento médico para saber se têm condição de enfrentar o Rosario Central.

Ou seja, há o trabalho de campo para ser feito, buscando soluções para montar uma equipe competitiva mesmo com os desfalques, e um trabalho tão importante quanto de bastidores. A diretoria e a comissão técnica insistem com os jogadores de que confiam nesse elenco para voltar a conquistar um título, algo que não acontece desde 2012, na própria Sul-Americana. Os atletas repetem o discurso de confiança, mas sob uma névoa de insegurança pela falta de resultados.

O desempenho defensivo melhorou, o time ganhou intensidade, tem um perfil mais bem definido em campo, mas esbarra sempre em detalhes. Gols nos minutos finais custaram uma vaga na final do Paulistão e uma vitória contra o Fluminense no Maracanã, que deixaria o São Paulo na vice-liderança do Brasileirão na terceira rodada. Ou então apagões que atrapalharam atuações elétricas contra Atlético-PR, na queda na Copa do Brasil, e contra Atlético-MG, que mais uma vez evitou a chegada ao segundo lugar da Série A.

Para não ficar novamente “no quase”, ainda é necessário quebrar alguns paradigmas. Contra o Rosario, é fundamental que o ataque seja mais eficiente e que o time não se acomode com uma eventual vantagem. As partidas recentes mostram uma dificuldade tricolor em administrar o resultado.

Se a sorte não for das melhores na Sul-Americana, a reação no Brasileirão precisa ser mais rápida do que foi em 2017. A equipe patinou demais, viu Rogério Ceni mudar a filosofia de jogo, a diretoria mudar o técnico e reformular o elenco. Após a queda para o Defensa y Justicia, havia a promessa de responder imediatamente com uma vitória fora de casa sobre o Cruzeiro, na abertura da Série A. As promessas fracassaram e o Tricolor voltou do Mineirão derrotado por 1 a 0.

Agora, o próximo jogo depois do Rosario também será fora de casa, o que tem sido um grande problema para Aguirre. No domingo, às 16h, o São Paulo visita o Bahia na Fonte Nova, pela quinta rodada do Brasileirão. Até aqui, o técnico comandou o time seis vezes como visitante e soma três derrotas e três empates. Tropeçar de novo significaria aumentar a pressão, deixar os líderes se distanciarem e enfraquecer aquele discurso interno de que é possível ser campeão em 2018.

Folha

8 comentários

  1. Vamos que vamos Tricolor !!!

    Esse time do Rosário é fraco, se o Aguirre permitir o time passar do meio de campo depois de fazer o primeiro gol, vamos meter uns 3×0 neles !!1

  2. Cada campeonato é uma história… esquece o ano passado e as outras eliminações… nós somos o São Paulo Futebol Clube amigo… vamos amassar esse timeco argentino… bora meu Tricolor, eu acredito em você!

  3. Sobre o Marcos Guilherme por 3M de euros:

    Não vale nem 10% disso, além do mais se continuar vai tirar o espaço de jogadores da base que são muito melhores, mas não correm como um desesperado atrás do lateral adversário como o retranqueiro gosta.

    MG é dedicado, mas extremamente comum. Não vale o investimento.

  4. Vi agora que o Everton nao pode jogar… é ums pena, mas se o Aguirre colocar uma escalação nesse sentido , passamos tranquilos… 4-2-3-1

    Jean
    Militao
    Arboleda
    Bruno Alves
    Reinaldo
    Petros
    Liziero
    Valdivia
    Cueva
    Marcos Guilherme
    Diego Souza

  5. O fato de estarmos conseguindo os resultados e deixando escapar é uma evolução de quando a gente simplesmente nao era capaz nem de conseguir um resultado. Aguirre está no caminho certo, precisa melhorar um pouco a administração dos resultados.

    Não entendi pq o Valdivia sumiu e pq voltou a insistir no M. Guilherme (é fraco, não vai ficar, pra que colocar?). Se o Valdivia não tá podendo jogar, testa outro. Estamos abdicando do contra ataque quando temos a oportunidade (por escolhas erradas do Aguirre e por falta de qualidade do elenco). Tínhamos um confronto relativamente fácil na Copa BR e deixamos escapar, tínhamos um início de BR fácil e deixamos 2 vitórias escaparem nos dois últimos jogos.

    Nosso problema tem passado bastante pelos volantes. Nossos melhores jogos foram justamente quando o Liziero jogou bem. Jucilei fez uma partida mto ruim contra o Atlético-MG, Hudson é fraquíssimo, Petros não entrou em 2018 ainda e o Liziero tá sofrendo com a parte física e caiu de rendimento. No elenco inteiro só temos o Liziero com capacidade de fazer a ligação entre defesa e ataque com qualidade.

    Precisamos urgentemente de um segundo volante pra revezar com o Liziero ou jogar ao lado dele com 3 volantes ou pra deslocar o menino pra esquerda e termos possibilidade de saída pela esquerda ou pelo meio. Ariel Cabral, Rafael Carioca, Souza (praticamente impossível) são alguns nomes que poderíamos ir atrás. Também poderia testar o L. Fernandes e o Shaylon mais recuados (aí pensando num trio Jucilei, Liziero e um deles).

  6. Marcos Guilherme é jogador pra entrar no meio do 2º tempo, rende mais. Pega zagueiros cansados e bota correria neles, mesmo com pouca técnica.

  7. Legal, boas análises aqui nos coments.

    1º ainda que não saibamos segurar resultados, já houve uma evolução: o time é capaz de criar alguma coisa, ano passado foi sofrível.

    2º Acho que o Aguirre está tentando arrumar isso, mas está privilegiando a defesa. Daí o fato de o time recuar, porque é a filosofia de “não perder”. A consequência é chamar o time adversário, toma pressão e ….

    3ºAcho também que o Liziero é esse cara de ligação, então ele precisa estar 100%, assim como o Nenê (que chuta em gol, isso é importante) e o Valdívia (um jogador de mais qualidade). Concordo que Marcos Guilherme é jogador pra compor elenco e jogar no segundo tempo (sugeriram até um esquema com ele de ala no 3-5-2, mas aí não sei)

    Fé, sempre

    Vamos!

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