Superintendente de relações institucionais do São Paulo, Diego Lugano foi convidado para participar da reunião do conselho deliberativo do clube tricolor, no Morumbi, na noite da última quinta-feira, e compareceu.

Foi a primeira vez que o uruguaio esteve presente, estreando na reunião entre os conselheiros. Durante sua participação, ele apresentou o trabalho que o departamento de futebol vem fazendo em 2018, acalmando algumas vozes críticas, as chamadas “cornetas”.

Lugano abriu a sessão e discursou por cerca de 40 minutos. Destacou a filosofia de trabalho que ele, Raí (diretor de futebol) e Ricardo Rocha (coordenador de futebol) adotaram, que tem como base a busca para resgatar e dar novamente uma identidade ao São Paulo, que recoloque o clube no caminho dos títulos, e especialmente a necessidade de ter paciência.

Segundo alguns dos presentes, o uruguaio não chegou a falar sobre o investimento feito pelo futebol –superior a R$ 50 milhões, o mais alto no Brasil–, se haverá novas contratações ou até mesmo do caso Brenner.

O propósito da ida dele era falar sobre os aspectos relacionados ao trabalho que vem sendo feito. Após a apresentação, Lugano se despediu e deixou o salão nobre do Morumbi aplaudido.

Na avaliação de muitos, o objetivo foi cumprido. Como o São Paulo não ganha um título desde a Copa Sul-Americana de 2012 e vem de fracassos recentes no Campeonato Paulista (eliminado na semifinal) e na Copa do Brasil (caiu na quarta fase), o discurso de Lugano acalmou muitos críticos, especialmente porque ele mencionou que é um início de trabalho e é preciso paciência.

Tem sido comum a presidência do conselho deliberativo convidar um dos executivos do futebol para falar com os conselheiros. Raí já havia participado de alguns encontros e, inclusive, chegou a defender Dorival Júnior (antecessor de Diego Aguirre) das críticas.

ESPN