Hoje, 12 anos sem Telê!

Sou engenheiro e desenvolvi toda minha vida profissional alinhado com muito dos preceitos morais de minha família, que sempre valorizou muito fortemente a moral e, sobretudo a honestidade sobre todas as ações que deveria desenvolver.

Desta forma pode parecer estranho identificar uma importância tão grande e um querer bem tão intenso com relação a alguma pessoa, com quem você nunca teve contato. No entanto, da mesma forma que houve uma enorme consternação popular, e até mundial, com relação ao nosso inesquecível Ayrton Senna e seu trágico desaparecimento em 1994, eu me sinto completamente abalado com a morte de Telê Santana.

Mesmo sem saber sequer da minha existência, Telê exerceu forte influência em minha vida, apaixonado que sou por futebol desde os primeiros anos de minha vida, algo que trago principalmente do meu avô, Felipe, e do meu pai.

Durante a Copa de 1982, aos 11 anos de idade, eu tinha Telê como aquele Anjo que traria “para mim” o título mundial, naquela época aquilo era tudo o que eu queria.

A perda daquele título me fez chorar pela única vez por causa do futebol, o que bem lembro foi motivo de crítica de pessoas da minha própria família que não enxergavam importância alguma naquilo. Talvez eles tivessem razão, no entanto a única coisa que me consolou foi ouvir a voz de Telê após aquela derrota.

Cerca de 10 anos depois, eu estava no Morumbi, nas semifinais da Taça Libertadores no jogo entre São Paulo e Barcelona, do Equador, quando aquela relação de cumplicidade com este solene desconhecido se aflorou novamente, no momento que um jogador chamado Rinaldo, que atravessava uma fraca fase técnica, fez um gol, depois de jogada ensaiada, e correu para agradecer Telê. O Morumbi não estava cheio, e aquela cena me chamou mais atenção que tudo, pois mostrava o quando aquele Senhor era querido como pessoa, em um meio tão discutível como era o futebol já desde aquela época.

Obviamente que como são-paulino me recordo sempre de toda alegria que Telê ajudou a trazer a partir dos títulos conquistados pelo meu time, no entanto, assim como muitos deixaram de assistir as corridas de fórmula 1 após a morte de Senna, também deixei mesmo que instintivamente, a ir aos jogos do São Paulo , após seu afastamento em 1996. Claro que não deixei de ser são-paulino, no entanto parece que desde aquele momento todos nós torcedores tricolores ficamos meio órfãos.

Lembro que naquela época Telê passou a ter uma coluna em um jornal aqui em São Paulo . Mais ou menos próximo do problema de saúde que teve, mandei um e-mail para ele, pedindo que só voltasse a trabalhar quando tivesse com sua saúde restabelecida. Possivelmente ele nunca recebeu esta minha mensagem, no entanto a minha torcida, mesmo que de longe e de um desconhecido, sempre foi para o seu bem estar, como uma humilde forma de agradecimento pelo que ele representou na formação de um desconhecido como eu.

Hoje todos nós, torcedores brasileiros, também estamos órfãos.

José Renato Santiago

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15 comentários

  1. A homenagem ao tele e justicima.

    Quanto a questão do Hernanes ela é igual a do jucilei que ganhava 1 milhão por mês e tinha mais dezoito meses de contrato….

    Pra quem não sabe ele é um dos que ganha o salário teto do clube 450 mil e mais luvas lá nas alturas….ou alguém acha que o jucilei ia deixar de receber 18 milhões? Pelo resto do contrato?

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  2. Cesar Grafietti

    @cesargrafietti
    Seguir Seguir @cesargrafietti
    Mais
    > Agora, com todos os erros, o acerto que foi a chegada de um novo treinador, que já melhorou o padrão de jogo, precisa ser protegido. Boa gestão toma decisões rápidas e eficientes. Ajustar o elenco e dar tempo, isto é o que se deve fazer. E manter a política longe do campo.

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  3. Sobre os erros, penso que o Diego Souza foi uma passo temerário, mas aceitável. Ele foi solução em vários clubes. Não é possível que sempre aqui tenha que dar errado.

    Já o Jean e o Trellez, penso ser difícil defender. Um não mostrou ser um super goleiro para valer o que pagamos, o outro é muito pouco eficiente para jogar no time que, salvo engano, é o que mais marcou na história do campeonato brasileiro.

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    • Concordo caro amigo (a) tricolor, DSouza estava sendo convocado, jogando bem no Sport, etc… Acho que a aposta foi certa, porém não sei o que rolou com essa questão de camisa 9, etc… Jean na minha opinião é dedo de maracutaia do Leco, Raí só teve de fazer o papel de escudo. Trellez eu gostei, raçudo, esforçado, É alto e veloz…. Não é goleador ? Tudo bem, mas vamos montar um time que só 1 cá da faz gol? Futebol e coletivo … Paulinho é “volante” e marca gol pacas… Mas vamos em frente …. Bom domingo.

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  4. O mestre sabia oque era jogar futebol de verdade com excelência . Não tinha como jogador engana lo e fazer corpo mole . exercia autoridade e comandava sem medo . se na época do tele que só tinha claque tinha que ensinar e corrigir o jogador imagina hoje . que a maioria dos jogadores só viraram jogador por conta de empresário e o mercado que gira em torno do futebol . se antes já exigia competência e exigência de quem comandava . imagina hoje . jogadores incompletos tecnicamente e com a cabeça fora do futebol . enquanto pagar quantias astronómicas pra que não da retorno fica difícil comandar .

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  5. São Paulo freia saída de Diego Souza e faz força-tarefa por recuperação

    Clube suspende negociação com o Vasco e aposta em esforços para recuperar futebol do jogador, contratado em janeiro

    GE

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    • Em regra, a cobrança de valores altos reflete o que fizeram na carreira, e o que se busca em sua contratação. Gosto da idéia, mas é inviável se nsão for uma decisão acordada entre os clubes brasileiros. Do contrário, quem fizer isso vai perder jogador para quem não faz.

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  6. Telê colocou o São Paulo em outro patamar. Simples assim. Existe o antes e o pós Telê (AT/DT).
    Fez o São Paulo campeão mundial, fez o São Paulo ser conhecido por um futebol bonito, criativo e competitivo. O que nos dá orgulho hoje vem do que esse homem fez lá atrás. Que nossa torcida grite o nome dele esta semana nos estádios, pra mostrar pra esse bando de bunda mole de hoje o legado que eles têm que seguir.

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