Aguirre quase foi 1º técnico de Leco. Agora, é aposta para “salvar” o SP

Diego Aguirre assumiu um São Paulo cercado de desconfiança, abalado por derrota em clássico e tentando trocar a passividade em campo por uma postura mais vibrante, agressiva, como se viu mesmo com a queda na semifinal do Campeonato Paulista contra o Corinthians. O cenário foi encontrado pelo técnico em 11 de março deste ano, quando foi anunciado como substituto de Dorival Júnior, mas é muito semelhante ao que teria pela frente se as negociações com o Tricolor tivessem prosperado há dois anos e meio.

O uruguaio esteve perto de ser contratado assim que Carlos Augusto de Barros e Silva assumiu a presidência são-paulina, em outubro de 2015. O treinador da época era Doriva, contratado por Carlos Miguel Aidar às vésperas da renúncia do presidente anterior, acusado de corrupção. Doriva completou somente sete jogos pelo clube e o então coordenador técnico Milton Cruz assumiu como interino para encerrar o Brasileirão daquela temporada.

Quando o Tricolor foi goleado por 6 a 1 pelo Corinthians em novembro de 2015, o processo para encontrar um novo técnico foi acelerado e Aguirre ganhou força. Afinal, a equipe estava perto de se classificar para a Copa Libertadores da América do ano seguinte e o uruguaio havia sido semifinalista com o Internacional meses antes. O empresário Juan Figer falava publicamente sobre as negociações, enquanto também tratava da volta de Diego Lugano, hoje superintendente de relações institucionais, para defender o São Paulo.

A história mudou de rumo quando Edgardo Bauza anunciou a saída do San Lorenzo, clube pelo qual foi campeão da Libertadores em 2014 – já havia conquistado o torneio em 2008 pela LDU, do Equador. Leco, que estava no CT da Barra Funda para acompanhar treinamento na última semana do Brasileirão, ouviu de jornalistas que o argentino ficara livre no mercado. A reação foi de satisfação e, dias depois, Bauza já estava contratado.

Curiosamente, Bauza e Aguirre acabaram se encontrando na Libertadores de 2016. Nas quartas de final, o São Paulo do argentino venceu o Atlético-MG do uruguaio por 1 a 0 no Morumbi, perdeu no Independência por 2 a 1 e avançou para a semi. Os colombianos do Atlético Nacional entraram no caminho de Patón, muito criticado pela eliminação: primeiro por não recompor a zaga quando Maicon foi expulso no jogo de ida, no Morumbi, e depois por externar as negociações para assumir a seleção argentina durante a semifinal.

Bauza foi demitido da Argentina também debaixo de críticas e desde então caiu de mais duas seleções – Emirados Árabes e Arábia Saudita. Já Aguirre saiu do Atlético-MG para o San Lorenzo e caiu em uma semifinal.

O título do Paulistão evitaria a maior fila do clube na competição – agora o jejum chegará a 14 anos, superando o tabu de 1957 a 1970 – e ajudaria a melhorar a imagem de Leco. O presidente, reeleito em abril do ano passado, viu suas ações para melhorar as finanças do clube serem abafadas pelas vendas de jogadores na temporada passada e pelo tratamento dado a Rogério Ceni.

A torcida sempre o colocou na linha de frente dos protestos e conselheiros de oposição sempre o tiveram como alvo, principalmente nos momentos em que o clube fracassou esportivamente. A necessidade de conquistas no São Paulo fala mais alto e o resgate de um espírito mais competitivo feito por Aguirre pode ser um suporte para Leco.

UOL

11 comentários

  1. Na Boa, depois de quarta me bateu um desânimo.. parece que esse pesadelo que estamos vivendo nunca vai acabar, é muita zica.

    • Deu mesmo, nem o jogo de sábado eu estava muito afim de ver. Mas eu acho que o cenário daqui pra frente é melhor do que no ano passado.

  2. Espero que o time jogue com segurança como fez contra o Corinthians mas que saiba sair no contra-ataque ao invés de tentar segurar o 0x0 por 90 min.

    E que cada jogador leve sal grosso, arruda, pé de coelho, figa e trevo de 4 folhas.

  3. Esse time do Curica é ruim demais, heim. Perdemos a vaga ou por descuido da defesa ou os caras dão sorte demais contra nós. O Palmeiras teria mais dificuldades e fatalmente perderia, jogando no Morumbi lotado contra o SPFC. Há um tabu que os incomoda.

    • o maior erro foi não matar no Morumbi, era pra fazer 2 ou 3 a zero, e ainda os travecos estavam desfalcados, esse foi o maior erro

    • Foi por bobeada da defesa e tb por não conseguirmos prender a bola no ataque, as substituições foram exatamente para isso é fracassaram…
      Mas o time dos gambás do meio para a frente é fraquíssimo, quase inofensivo!!!!
      E na quarta, temos que tomar cuidado, o jogo é perigoso e esse tabu na Baixada é pior que o das arenas paulistanas, só não sei dizer como está o time deles, não acompanho o Campeonato Paranaense…

  4. Vamo derrubar tabus SPFC, nao é possível arena da baixada, arena crefisa e impressorão, agora falando sério, precisamos montar um time, dar tempo, deixar cascudo, e beliscar um título mesmo que seja na era Leco.

Deixe uma resposta