Participação social e visão além-resultado: as ideias de Lugano, o dirigente

Terminada a entrevista com Lugano no hotel onde o São Paulo sub-20 está hospedado em Montevidéu, ele permanece na mesa, um pouco afastada do resto do saguão, e fica sozinho com seu mate.

Por pouco tempo. Rapidamente, quase como uma procissão para falar com o ex-jogador acontece: são jovens jogadores de River Plate (Uruguai), Independiente del Valle e Nacional que chegam respeitosamente para pedir uma foto; mães com filhos pequenos; amigos do futebol.

Nestes pequenos gestos, Lugano desempenha sua nova função no São Paulo. De capitão e ídolo dentro das quatro linhas, ele agora é superintendente de relações institucionais do clube. Um cargo que ele mesmo tem dificuldade para definir: afinal, inquieto, tenta ajudar de diversas formas, até mesmo em consultas da direção do futebol.

Com pouco menos de um mês na função, Lugano diz que interveio em variados assuntos. Mas tem claro aquilo que vê como mais importante para o São Paulo: aproximá-lo da sociedade e fugir da eterna pressão por resultados do futebol.

– Que o São Paulo seja socialmente mais ativo. Tem tanta, tanta, tanta coisa para fazer. Um monstro como o São Paulo tem tanta coisa para ajudar. Mil exemplos. Pode ter participação social como fazem os grandes clubes do mundo.

Que não se limite ao resultado do próximo jogo, mas que gere uma imagem, um perfil, valores que você consiga transmitir ao torcedor e à sociedade. Algo que vale muito mais que o resultado. O São Paulo tem tanto acesso à sociedade e ao povo que a responsabilidade é infinitamente além de chutar a bola e fazer gol.

Lugano também quer ser um representante do São Paulo na Conmebol e na CBF. QPretende ajudar em projetos de marketing. Já conversou com Raí sobre assuntos do futebol. Procura conversar com os meninos do sub-20 para dar exemplos – incluindo uma cartilha que ele define como “dicas de comportamento”. Tudo isso ele explica na entrevista abaixo:

GloboEsporte.com: Sua primeira missão internacional é justamente no Uruguai. É duplamente significativa para você?

Lugano: Não foi minha primeira missão, porque em apenas 20 dias em São Paulo, por sorte minha ou necessidade do clube, já tive que intervir em muitas coisas. Mas é minha primeira viagem. É muito especial, tem toda uma simbologia para mim e para o São Paulo, por seu vínculo com o Uruguai.

Estamos tentando aproveitar, ajudar o pessoal a fazer contatos, a conhecer um pouquinho mais do nosso futebol, porque acho que é possível também assimilar, ver, ouvir e, por que não?, aprender sobre coisas que o Uruguai pode ajudar.

Não sempre precisa olhar para a Europa, China, Japão, Estados Unidos. Na América do Sul tem muita coisa com que se pode olhar, e isso é um pouco da nossa função aqui.

Você vê o Brasil muito distante da América do Sul?

É a cultura brasileira. Não só no futebol, mas no país. Na música, na arte, no cinema. Normalmente o Brasil é fechado para a América Latina e um pouco mais aberto para os Estados Unidos e a Europa. No futebol não é diferente.

A nossa presença no clube faz com que se abra um pouco esse aspecto. Porque sempre tem coisas para interagir. É interagindo que você sempre agrega. Acredito muito nisso. Estou um pouco tentando fazer isso.

Queria você explicasse um pouco sua nova função.

Quando o São Paulo me propôs ficar, pensamos juntos qual seria a área ideal para mim. O São Paulo entendia que na parte esportiva eu tinha muito para ajudar, porque minha imagem é recente. Mas eu também estava um pouco cansado dessa rotina. Se fosse para continuar nisso, eu continuava jogando.

Olhando times europeus, aproveitando o prestígio que tenho no São Paulo e com o torcedor, o respeito que tenho em toda a América Latina, encontramos uma função um pouco mais institucional, que acho que tem mais a ver comigo hoje.

Acho que o São Paulo vai precisar mais de mim assim: a figura de um jogador que se identifica com a massa são-paulina e representa isso no continente, seja na Libertadores sub-20, num papo com os moleques, com os profissionais, com o departamento de marketing.

Ainda mantém contato com o futebol?

Muitos contatos. Quando não viajo fico no CT, tenho muito vínculo com os meninos, com a comissão técnica. Com o Raí já participei de muitas ideias, trocando ideias, ajudando em decisões a tomar. Sou consultado, mas não é minha responsabilidade tomar decisões.

Tanto no esportivo quanto no marketing, que também tem todo um processo de renovação. A área social… Enfim, fazem 25 dias. Sou muito inquieto, gosto de aprender. Como jogador já intervinha em tudo. Para mim é muito natural.

E qual é sua prioridade nesta nova função?

É justamente o que preciso definir. Se você começa a abordar tudo, acaba sendo pouco profundo. Mas há uma área que eu vou tentar participar mais. Algo que o São Paulo nunca fez. Ter um representante conhecido na Conmebol, na CBF, com a torcida. Reuniões, eventos sociais e empresariais. Qualquer um que se aproxima do clube quer ter a imagem do clube para aprofundar esse vínculo.

O Brasil nunca fez isso, como fazem Espanha, Itália, Inglaterra. Também na América do Sul é normal ex-jogadores fazerem essa função. Não ídolos, mas respeitados, com uma visão um pouco mais além. É o que pretendo fazer: aprofundar o vínculo do São Paulo com o torcedor.

Estou convencido disso, e estamos tentando agora, junto com o marketing, fazer um plano para que o São Paulo comece a ter mais presença e atividades sociais. Eu, na verdade, gosto e sempre fiz. Mas o São Paulo, com o potencial que tem, pode atingir e ajudar muita gente.

Você vê o futebol muito afastado da sociedade?

Muito. No Brasil, muito. Na Europa, nem tanto. Os clubes sabem que a área social é importante, é importante retribuir à sociedade, aproximar o clube do povo. No Brasil, não sei por que… A questão é de se traçar um plano e saber quem você é, o que você quer, e ir além dos resultados.

O futebol é tão imediatista, tão fanático, tudo depende tanto do próximo resultado, que é impossível traçar uma linha que não seja ganhar o próximo jogo. Acho que é muito pouco o que se oferece ao torcedor. O torcedor se identifica com uma essência, princípios, valores. O São Paulo, por natureza, os tem, mas não explora como poderia e deveria. Nessa função posso ajudar, porque minha imagem é muito vinculada a isso.

Vimos isso agora no São Paulo, que era questionado mesmo com quatro vitórias seguidas. E, depois da derrota num clássico, aumenta a pressão.

É por isso que o presidente e eu decidimos nos afastar um pouco do resultado imediato. Eu não queria. Por isso estamos numa área um pouco mais ampla. Algo que não depende exclusivamente da paixão do próximo resultado. Obviamente, o que vale mais para o torcedor são os resultados. Assim é o futebol. Mas mesmo assim você pode dar, deve dar, algo além. Algo para que o torcedor se sinta orgulhoso do time, independente de ser campeão ou não. No futebol você perde mais que ganha, essa é a realidade. Então, não pode só fazer o resultado. Vai muito além disso.

Você pensa em ser treinador ou um dirigente mais executivo, ligado ao futebol?

Por enquanto, não. Não é minha ideia. Não sei se é porque deixei de jogar muito recentemente, porque estava um pouco saturado. Não tinha a paciência para a mesma rotina. Mas com certeza tudo o que o clube está fazendo te dá um preparo especial para, em qualquer momento, assumir qualquer outra função.

Apesar de ser jogador, capitão, também vejo, intervenho em muita coisa. A ideia desta nova função é aprender, evoluir como pessoa, profissional e conhecedor do meio do futebol. Acho que isso vai me dar margem para que eu, se amanhã mudar de perspectiva, também mude de horizone. Mas hoje, não. Me vejo nesta área mais de encarar o clube como um todo.

Como foi seu contato com os meninos aqui do sub-20?

Alguns eu já conhecia da Barra Funda. A verdade é que não gosto muito de dar mensagens específicas. Gosto de, com a convivência, dar exemplos. É como eles assimilam. Muito mais que palavras, mas exemplos. Compartilhar momentos, ver como você atua em diferentes circunstâncias. E nessas conversas curtinhas você pode passar certos valores e princípios que acho que são importantes para qualquer jovem.

 Como conseguir estas conversas mais curtas?

Sábado ficamos o dia todo em contato, passeando. Nesse dia você interage infinitas vezes. Não é chamar, dar uma de sabe-tudo. É trocar ideia. É nesse intercâmbio que você ganha respeito e ouvidos. Senão você se coloca na posição de dissertador e entra por um ouvido e sai pelo outro. Não funciona mais assim o futebol. É outra época. A mecânica e o diálogo são muito diferentes.

Quando os jogadores mais novos chegam, você costuma entregar-lhes uma cartilha. O que há nela?

Sim, tem uma cartilha para os meninos. Coisas básicas de vestiário. Mas nada de futebol, e sim da vida. Quem quer assimila, quem não… Mas tenho a obrigação de passar. São dicas para a vida de jogador, segundo a experiência que eu tive. Informações que é melhor ter aos 18 anos do que aos 35 anos. Para eles terem uma visão um pouco mais da vida. Coisa interna de vestiário. Dicas de comportamento.

Para facilitar a transição deles para o profissional?

É a ideia. Visualizar por que Cotia e Barra Funda estão tão distantes. Às vezes parecem dois mundos diferentes. Eu, como jogador, não entendia muito. Agora tento começar a entender e ver isso. Para que essa transição seja a mais natural possível. Para que seja natural tem que ter um vínculo constante. Se não tem vínculo, qualquer transição vai ser traumática. São coisas que seguramente o São Pauo deveria ajustar. E a nossa visão como jogador, como pessoa de vestiário, pode ajudar. E é para isso que estamos aqui: tentar visualizar e facilitar esse período.

GE

70 comentários

  1. Então tem Conselheiros do São Paulo querendo a contratação do Vanderlei Luxemburgo.
    O Conselho do São Paulo gente, foi muito importante.
    Foi no Conselho do São Paulo que surgiu o projeto Morumbi.
    Foi no Conselho do São Paulo que surgiu o Projeto Tóquio.
    Os Conselheiros do São Paulo foram buscar o Laudo Natel para pagar uma divida gigante do clube.
    Os Conselheiros do São Paulo praticamente bancaram a contratação do Falcão.
    A ultima atitude responsável dos Conselheiros do São Paulo, foi não tumultuar o Juvenal Juvêncio quando ele enfrentava o Ricardo Teixeira na época de modernizar o estádio para a Copa de 2014.

    O que seria de útil os Conselheiros do São Paulo debater hoje.

    A volta de um São Paulo gigante em campo.

    De que forma?

    Com inteligência.

    Trocar de Técnico não é um debate inteligente.
    Isso é mais uma cornetagem de torcedor.
    Trocar de Técnico hoje para daqui 8 meses trocar de novo.
    Ainda mais um Vanderlei Luxemburgo que virou um Técnico com prazo de validade.

    Eu dou uma sugestão aos Conselheiros do São Paulo.
    Procurem debater aí dentro, o porque foi gasto o dinheiro do David Neres para contratar o Pratto, depois vendeu o Pratto e o Leco vem com desculpinha que o São Paulo não conquista títulos para pagar dividas, mas invés do São Paulo pagar dividas o São Paulo gasta com Maicosuel e nem 1 ano com o jogador, desfaz do jogador.

  2. #TRICOLORPOSITIVO Vimos isso agora no São Paulo, que era questionado mesmo com quatro vitórias seguidas. E, depois da derrota num clássico, aumenta a pressão.

    É por isso que o presidente e eu decidimos nos afastar um pouco do resultado imediato. Eu não queria. Por isso estamos numa área um pouco mais ampla. Algo que não depende exclusivamente da paixão do próximo resultado. Obviamente, o que vale mais para o torcedor são os resultados. Assim é o futebol. Mas mesmo assim você pode dar, deve dar, algo além. Algo para que o torcedor se sinta orgulhoso do time, independente de ser campeão ou não. No futebol você perde mais que ganha, essa é a realidade. Então, não pode só fazer o resultado. Vai muito além disso. #TRICOLORPOSITIVO isso a gente só poderia ouvir do LUGANO.

  3. “O futebol é tão imediatista, tão fanático, tudo depende tanto do próximo resultado, que é impossível traçar uma linha que não seja ganhar o próximo jogo. Acho que é muito pouco o que se oferece ao torcedor.”

    Que aula!

    • Eu acredito que vai.

      Está em obras e algumas das estações intermediárias estão sendo finalizadas.
      Inauguraram o Mackenzie recentemente e logo devem inaugurar outro, a Oscar Freire.
      Findado este o próximo seria o Morumbi.

      Tomara que façam plataformas grandes condizentes com fluxo de saida de estádio.

  4. Lugano muda o discurso logo se não vc roda.

    Nossa torcida só quer vc para achar jovens talentos na América do Sul barato que nos faça ganhar títulos ou dinheiro. Você só presta para isso para eles. Ou faz isso ou vai rodar.

    Ter uma representação em CBF e CONMEBOl?
    Fazer um apoio social para retribuir algo?
    Criar diretrizes e normas éticas?
    Mudar os erros? Postura?

    Esquece, aqui só vale se você é craque hoje, Calleri todos querem pq joga muito ainda, LF nem treinar pode pq já não tem mais capacidade para jogar em alto nível ( o que é verdade).

    Temos que parar de pedir o Jardine também, queremos resultado e nunca uma mudança de filosofia. Perdeu tchau, assim tem que ser o SPFC. Melhor o Cuca mesmo ou Abelao, aí caso venha uma derrota podemos demiti-lo sem constrangimento e contratamos outro sem perder o Jardine.

    Não brinque de inovar, você não conhece nosso conselho e torcida, conselho e torcida que não merecem esse clube, nossos títulos, nossos ídolos.

    Você foi sim muito exaltado quando nos ajudou a ser o melhor time do mundo, era ídolo de uma nação, mas foi criticado pq ganhava 350 mil quando já não jogava no mais alto nível. Você não merece ganhar bem aqui, vc fez muito pouco para isso aqui…

    Aqui é assim Lugano, vc ganhava muito dinheiro, MITO quebrou o SPFC, Rai é burro, Muricy é teimoso, Denilson não pode gastar a energia da nossa sala de musculação, Luís Fabiano só fez gols que não valem nada e não pode pisar mais aqui…

    Só não preciso dizer que até a torcida já idolatrou o Juvenal, mas vocês….

    Aqui infelizmente é Brasil, infelizmente é esse país de subdesenvolvidos que não tem nenhum respeito pelo próximo. Basta andar na rua lá e cá Lugano. Esquece isso que você quer, não vão deixar vc Rai e o RR fazerem.

    Conselho meu, de um cara que admira muito vc e todos que fizeram um pouco pelo SPFC, vai para Europa arranjar emprego lá e vive a vida que um campeão do mundo merece. Cara voltei achando que a torcida iria apoiar um pouco o SPFC nesse momento que é o mais crítico da nossa história, não somos pequeno nem quarta força e nunca seremos como alguns querem dizer, mas o momento não é bom, e olho a torcida (boa parte não todos) tentar atrapalhar como sempre fizeram.

  5. A ideia do clube é tornar o SPFC uma marca mundial, como já manifestou um dirigente do SFC com relação ao clube dele. Notem como o Lugano é cuidadoso no que afirma, mas também bastante assertivo. Bom sinal para um bom começo.

  6. Acho que o que o Lugano fala merece uma reflexão minha e de todos, cara temos que pensar só no jogo de quarta.

    Eu não quero o Luís hoje com 37 anos, mas brigar se der uma chance para um cara terminar a carreira em um time que ele fez tanto…. Títulos são fundamentais em nossa história mas não pode pq perdeu o cara ter gente jogando pipoca nele.

    Não quando ele não teve culpa, não quando ele foi o artilheiro do torneio e o melhor. Once Caldas teve seus méritos, ganhou do Boca, Santos e empatou com o Porto…

    Posso estar errado, mas temos que valorizar mais nossos ex jogadores, até àquela festa bacana o JJ acabou, onde reunia os ex jogadores. Só nós fazíamos aquilo.

    Leco apesar de tudo, está desgastando Saopaulino na diretoria, merecem no mínimo um voto de confiança.

  7. AspirantesTricolores

    @aspirantesSPFC
    5m5 minutes ago
    More
    O lateral direito @AuroJr02 estreou ontem no @TorontoFC na vitória de 2×0 sobre o Colorado Rapids. Começou como titular (com a camisa número 96) e deu uma assistência para o gol de Giovinco. Em seguida foi substituído, totalizando cerca de 80 minutos em campo.

      • Allan, eu sou um deles hahah brincadeira

        o Auro foi uma tragédia no américa mineiro mas gostaria que tivesse tido uma oportunidade mas agora já era vamo de Régis e Bruno

        Mas analisando de forma fria, qualquer lateral direito hoje, sofre/sofreria sem uma referencia goleadora no ataque.

        • Salve, Sergio! Não sei pq tem gente que pede tanto o Auro… ao meu ver ele teve pouquíssimas chances, foi sub-aproveitado. Eu acho que ele deveria ter tido mais jogos com nossa camisa, mas a galera pede ele como se tivesse sido o Cicinho. Foi tipo o Sergio Mota… jogou um ou dois jogos bem, depois entrou aqui e ali sem brilho e sumiu do time por motivos desconhecidos.

  8. Fiquei perdido lá no outro tópico… Mas pra caso se a galera queira opinar também, vai aqui.

    Dorival é um técnico defensivo. Ele diz o contrário e quase me enganou.

    Antes sua estratégia de jogo baseava-se no contra-ataque. E agora é na posse de bola defensiva…

    Sua passagem no Santos deu certo jogando no contra-ataque… E agora quer montar equipes com posse de bola alta com passes entre os zagueiros.

    Não tenho nada contra a esse estilo de jogo. Até acho que pode da certo jogando assim, quem sabe…

    Não gosto é de ser enganado. Assistir ao jogo e ver o contrário ao que ele tanto prega nas suas entrevistas.

    Por isso, fora Dorival. Não gosto de enganadores.

    • Técnico que põe jogador em campo quando a torcida manda não merece esse nome. Dorival fez e faz isso. Ou seja: não é um profissional coerente e sim, inseguro do próprio esquema de jogo que traça. Só ganhou com o SFC mas, se me dessem aqueles jogadores, eu ganhava também.

        • Acho que tem de ver o histórico neh.
          Ano passado ele praticamente nao mudou o time. Todo mundo entendia como algo circunstancial, pelo momento vivido pelo clube.
          Esse ano começou com um discurso, falando uma coisa. Usaria a base, oq tinha estava bom e era com isso q ia trabalhar. Mudou logo de cara tudo. Começou a chorar contratação e jogando pros outros a culpa.
          Mudou o time, mostrando incoerência na meritocracia q pregava. Colocou jogadores recém chegados como titulares absolutos e basicamente esqueceu dos meninos.
          Caique, Shaylon, Lucas e outros, que entraram ou vinham jogando bem, foram preteridos e basicamente esquecidos.
          Ele pode ate mudar, mas muda na zona de conforto dele. Nao arrisca, nao da a cara pra bater.

  9. Falei sobre positividade antes do jogo contra o Santos, que deveriamos evitar o excesso de negativismo para um melhor convívio no blog, mas flooding e mantras o blog já tem bastante… Que chegue logo as 21h45!

    3 x 0 hoje!

  10. Dizem que não é culpa do treinador, mas não há uma só jogada ensaiada, um esquema de jogo definido, não se vê nada em campo, um time totalmente perdido.

    Até chato ver esses jogos, dá pena de ver alguns bons jogadores totalmente perdidos em campo pela falta de capacidade do treinador em montar um time competitivo.

    • Hoje pela manhã ouvi, no boletim esportivo de uma radio local, aqui de Jundiaí/SP, o âncora dizer, ao se referir ao jogo do SP: “mais um jogo para a galera morrer de sono”… Não sei o que é pior: ter que admitir que o mesmo tem razão, ou ter consciência, infelizmente, que isso não é de hoje, já vem de um bom tempo, e, dado a esse “detalhe”, não poder concordar com os que julgam o “escudo da vez” (DJ), o culpado pelo SP ter chegado a esse ponto…

    • Hj é o primeiro jogo do ano que tô desanimado, não tô ansioso pra chegar logo a hora e tal. Vou assistir e torcer como sempre mas não espero nada diferente mesmo acha do que vamos vencer na marra como foi os quatro jogos antes do clássico.

      • Já eu, tenho sérias dúvidas sobre se vamos, ou não, ganhar… A realidade tem que ser vista: há quatro anos que o SP não sabe o que é ganhar do Ituano… Do “imenso” (com todo o ressinto aos meus amigos de Itu… rs…) Ituano… De um time que não se impõe, fora de casa, contra ninguém, e, dentro de casa, se impõe, mas, via de regra, perde o jogo, o que podemos esperar?!… Algo melhor que um empate, já será uma surpresa… 1 x 0 (pra nós…) já seria uma “goleada”… rs… Para o DJ, convém que o time, pelo menos, consiga empatar, fora… Garante o seu emprego, creio eu… Só não se sabe até quando… rs…

    • Que nada… “O cara” é o Roberto Carlos, a caminho dos 80 anos, e ainda inigualável (pelo menos para os que ainda apreciam uma música que não “doa nos ouvidos”, como muitas das atuais… rs…)… Kkkkkkkkkkkkkkk…

  11. Sou assinante do pay per view há muitos anos e estou pensando sinceramente em cancelar a assinatura .
    O motivo não é que o time esteja jogando mal há e sem perspectivas de uns 3 anos pra cá .
    Eu acompanhei o São Paulo da década de 60 mas esse time de hoje é muito pior do que os piores times daquela década .
    Naquela época o time de vez em quando conseguia ganhar de times mais fortes , ganhava até do Santos de Pelé .
    Hoje não ganha de ninguém .
    Hoje pra ganhar de um time série B ou série C toma sufoco , toma bola na trave .
    Mas não é só isso .
    Eta time enrolado pra jogar futebol .
    Fica trocando passe de lado sem saber o que vai fazer com a bola , não tem objetividade nenhuma .
    Essa troca de passes me dá sono e aí eu me distraio e começo a navegar na internet com o celular e fico com mais sono ainda .
    No meio da madrugada eu acordo com a televisão ligada , o jogo terminado e não sei quanto foi o jogo , porque dormi .
    Aí vejo na internet qual foi o resultado .
    Ou simplesmente acesso o blog e vejo quantos comentários tem .
    Se tiver bombando é porque perdeu ,
    Simples assim .
    Vou cancelar o pay per view .
    Pra ver esse tipo de futebol eu acho que não vale a pena pagar não .
    Quando estiver com saudades de um joguinho sem vergonha eu vejo aqui mesmo no condomínio .
    E de vez em quando eles até usam a camisa do São Paulo .
    Fica parecendo que to no Morumbi .
    E não preciso pagar pay per view nem flanelinha .
    E ainda não sou insultado por policiais que cuidam da segurança do estádio .

    • Esse desanimo com futebol acho que não é algo exclusivo com os torcedores do nosso time. É só olhar a molecada de hoje, torcendo para um Barça ou um Real Madrid. Está acontecendo com os grandes times, o que aconteceu com uma Portuguesa ou um Bangu, apenas ficarão os mais cegos e fanáticos torcedores, e esses um dia também se irão, aí o time que um dia já foi grande, não saberá mais o que fazer.
      As causas são inúmeras, pode ser econômica e do país, lembro de quando o Penarol era um time a ser temido. Mas no Brasil, e nos clubes brasileiros, a gestão ajuda muito a cavar um buraco sem fim.

    • Pois é, Ricardo, eu não acompanhei o SP na década de 60 (sou nascido exatamente em 1960…), mas vi muitos times do SP, de 1968/69, mais ou menos, para cá, e concordo com você… O SP de 1970, por exemplo, foi buscar Pedro Rocha, Toninho Guerreiro, juntou com Gerson (já saindo…), tinha um monte de “carregadores de piano”, mas tinha o essencial: um “meia” de respeito, e um fazedor de gols, lá na frente… Junte-se a isso Sergio (goleiro), Samuel e Arlindo (zaga), Gilberto Sorriso (lateral esquerdo), Piau (esforçado – não mais que isso – ponta-esquerda…), Paulo (depois Terto…), enfim, nada que “enchesse os olhos”, mas um time que dava orgulho de ver “brigar” (no bom sentido…) em campo… Ganhou o Bi-Paulista (70/71), continuou lutando, foi campeão de novo em 75 (contra a Lusa, com expulsão do Muricy na final – eu estava lá…), veio o Minelli, o título de 1977 (Brasileiro), o encaminhamento para uma grande trajetória, enfim, culminando, após três Libertadores, e três Mundiais (como deve ser… rs…), com o tricampeonato brasileiro de 2006/7/8… Já não dava para ter volta… Acostumamo-nos (a torcida…) “mal”… Ou bem, não sei… rs… Tínhamos que continuar num crescendo… Mas, eis que, não sei de onde, surge o termo “soberano”… E a soberba dominou o clube… E este “sentou” na mesma… O time do SP, antes tão respeitado, que até o Luxa, o usava como “meta”, tendo até mandado fazer um bolo, com o símbolo do clube, primeiro, inteiro, e, pouco a pouco, “invadindo-o”, com o emblema do “seu”, então, Palmeiras, até fazer com que o símbolo do SP fosse “sumindo”, de vez (disse isso, ontem, no “Bola da Vez”, ESPN Brasil, assistiu?!), a cada progresso que fazia, em busca da excelência que, à ocasião, o SPFC representava… Como o SP deixou que isso chegasse a ser só “história”???… Onde está o meu SP, de tantas glórias, agora metido em um “vácuo” de, praticamente, 10 anos, de puro ostracismo???…

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