Entrosamento entre Cueva e Nenê pode ser trunfo do São Paulo em 2018

O São Paulo venceu a quarta partida seguida na temporada – algo que não era visto no clube do Morumbi há mais de mil dias – e o contestado time comandado pelo técnico Dorival Júnior vai ganhando corpo. Os ataques pelas laterais devem se tornar a marca registrada da equipe ao longo do ano, e o novo desafio da comissão técnica é conseguir encaixar e dar entrosamento aos habilidosos Cueva e Nenê.

Em teoria, embora um seja destro e o outro canhoto, ambos desempenham a função de um articulador, de um camisa 10. Por enquanto, Dorival tem optado em escalar o peruano aberto pelo lado esquerdo, enquanto Nenê fica responsável pela armação das jogadas no meio de campo. O São Paulo, no entanto, rende melhor quando os papéis são invertidos.

Com Nenê no meio, o Tricolor tem encontrado resistência para conseguir criar por aquele setor do campo. Como o treinador tem deixado bem claro em todos os treinamentos no CT da Barra Funda, o foco de ataque da equipe será pelas laterais. O problema, porém, é que quando os pontas estão bem marcados, o time enfrenta extrema dificuldade para chegar ao gol adversário e troca passes sem grande objetividade.

Foi exatamente isto o que aconteceu no clássico contra o Corinthians, em quase toda a partida diante do Bragantino, no Morumbi, na semana passada, e também no primeiro tempo do jogo contra o CSA-AL. Exceção ao Majestoso, o São Paulo venceu e não tomou gols. Por outro lado, no entanto, o time ficou longe de mostrar um bom futebol e convencer aos seus torcedores.

A solução para o problema, então, tem sido colocar o peruano no meio e Nenê aberto pela esquerda. Na partida em Maceió, a comissão técnica alterou o posicionamento da dupla no segundo tempo e 15 minutos foram suficientes para o Tricolor ganhar o jogo e a vaga para a terceira fase da Copa do Brasil. O primeiro gol, inclusive, foi uma bela jogada do São Paulo que começou com Cueva e terminou com o camisa 7 mandando para o fundo da rede.

O mesmo aconteceu diante do Bragantino (quando os dois protagonistas do setor criativo do São Paulo foram escalados juntos pela primeira vez). Na ocasião, Cueva pegou a bola no meio e a lançou em profundidade para Nenê avançar pela esquerda. Experiente, o meia-atacante foi esperto e deixou o zagueiro adversário o derrubar dentro da área para conseguir o pênalti.

A definição sobre os setores do campo onde cada um irá atuar ainda está sendo estudada. Fato é que a dupla tem trocado de posição durante os jogos e promete, assim que entrosada, dar alegrias aos torcedores.

– Ainda vamos melhorar bastante. Nós já estamos trabalhando pela nossa maneira de jogar. Não temos uma posição fixa, acabamos mudando muito durante o jogo, cravou Nenê após a partida em Maceió.

L!

13 comentários

  1. A solução do problema era o Hudson, agora é o entrosamento… Já foi a juventude, já foi a experiência, já foi a confiança, já foi a continuidade, já foi a sequência de poucos jogos e muitos treinos, já foi a sequência de muitos jogos e poucos treinos… Várias “soluções” e nada mudou…

    O problema continua lá, firme e forte comandando o time…

    • Porque DS vai para a copa – assim espero e o cueva também – o trellez vai de centro avante e o brenner volta para a ponta – cueva sai depois da copa .

    • Ótima pergunta , aproveito para fazer outra , porque pagaram uma fortuna no Jean ? Será que com essas duas receitas não daria pra ter contratado um jogador que realmente fizesse diferença pro time dentro de campo?

  2. No post anterior eu comentei sobre como o time poderia jogar no 4231, ora com Cueva e Nenê, com Brenner centro avante e Marcos Guilherme na ponta, ora com Diego Souza de centro avante com ou Nenê ou Cueva na armação e dois pontas um sendo o Marcos Guilherme e o outro podendo ser o Valdivia ou qualquer outro com velocidade.

    No entanto, penso eu que a única maneira de Diego Souza, Nenê e Cueva jogarem juntos seria em um 343, que seria formado assim: Rodrigo Caio na esquerda, Militão na direita com Arboleda ou Anderson Martins pelo meio, tendo assim três zagueiros técnicos sendo dois deles velozes para marcar as pontas; no meio jogariamos com Jucilei e Petros, Hudson corre por fora e nas alas eu jogaria com Marcos Guilherme na direita e na esquerda poderia ser dada nova oportunidade ao Júnior Tavares ou então testar o Caique, pois neste esquema os alas devem ser velozes, dado que Reinaldo não o é; na armação, aí sim Cueva e Nenê, um pela direita e outro pela esquerda e alternando as posições, com Diego Souza centro avante fazendo o pivô. Aqui penso q este esquema daria certo porque teríamos alas velozes, ou seja, com os dois armadores pelo meio já não temos velocidade por ali, então os dois alas pode atacar ao mesmo tempo abrindo a defesa para receber o passe e cruzar, ou abrir espaço para alguém infiltrar pelo meio trocando de posição com Diego ou se juntando a ele na jogada em progressão e assim receber o passe. Agora, sem velocidade pelos lados os três não tem como funcionar juntos.

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