Hudson pode ajudar o São Paulo a a curar mal início de ano

Hudson iniciará uma partida com o São Paulo pela primeira vez desde 13 de outubro de 2016. Ele foi o escolhido para substituir o suspenso Petros contra o CSA, às 21h30 de quinta-feira, pela segunda fase da Copa do Brasil, em Maceió. E a entrada do volante no time titular pode ajudar o técnico Dorival Júnior a solucionar um dos principais obstáculos do Tricolor neste início de temporada.

Em sete partidas, a equipe marcou somente sete gols. Em jogos como contra Mirassol, pelo Campeonato Paulista, e Madureira, pela Copa do Brasil, o problema esteve mais na falta de capricho para finalizar do que na falta de criatividade. Mas o que se viu nas demais partidas foi um time pouco inspirado e sem ousadia, mesmo com cobranças insistentes de Dorival nos treinamentos por mais arrojo dos atletas.

Com Hudson no lugar de Petros, por mais que seja inicialmente por necessidade, a ideia é dar mais profundidade ao meio de campo. Enquanto Petros gosta mais de carregar a bola e distribuir passes, Hudson tem mais força de arranque, mais presença de área. Essa diferença pode ser exemplificada pelos números da dupla no Campeonato Brasileiro do ano passado.

Pelos números do site “Footstats”, Petros teve aproveitamento de passes de 94,5% e registrou duas assistências para gols e mais 17 para finalizações. Hudson acertou 93,2% dos passes, não deu nenhuma assistência para gol e só nove para finalizações. Por outro lado, o volante que estava cedido ao Cruzeiro concluiu 17 vezes a gol em 17 rodadas, contra apenas oito tentativas do concorrente, que atuou em 27 partidas na Série A.

No Brasileirão, o placar de gols ficou empatado em 1 a 1, mas Hudson somou mais dois tentos na Copa do Brasil, torneio que conquistou com a Raposa. A boa capacidade no jogo aéreo também é uma vantagem para o camisa 25, que mostrou na Copa Libertadores da América de 2016 que rendia mais atuando adiantado, entrando mais na área. Algo que deve ser reeditado agora com Dorival.
“O Dorival dá a liberdade, isso gera uma confiança a mais para o jogador. Dá uma liberdade para você tomar iniciativa, tentar uma jogada, definir o lance. Deixa a gente mais confortável para fazer o que a gente sabe de melhor. É uma situação um pouco mais avançada para mim, entendi o que ele passou e não tem muito segredo”, contou Hudson.

A posição disputada por Petros e Hudson é considerada chave no esquema usado por Dorival. No trio de meio-campistas, Jucilei fica mais preso na marcação e na distribuição de jogo na defesa. Nenê fica mais próximo da área rival, trocando de posição com Cueva e Marcos Guilherme. Então, o segundo homem do meio é o maior responsável pela transição ofensiva.

Petros apresentou uma queda no aproveitamento dos passes em relação a 2017: saiu de 94,5% e média de pouco mais de três erros por confronto para 87,4% de aproveitamento, com média de seis erros por partida. Como Hudson também não tem uma característica de passes mais verticais, a ideia agora é que Nenê e Cueva se revezem para organizar as jogadas mais de trás, com o volante se projetando sem a bola e como surpresa na área adversária.

UOL

Anúncios

28 comentários

  1. Quem dera o problema ofensivo fosse apenas o Petros e o Hudson realmente tivesse capacidade de contribuir com isso. Detalhe: os 3 gols do Hudson foram de cabeça. 2 de bola parada e 1 completamente sem querer.

    O buraco é muito mais embaixo. E o problema tá na beirada do campo e não dentro dele..

    Curtir

  2. 93,2% de acerto no passe, kkkkk estou surpreso!

    Descontando os passes laterais, acho que o Hudson só precisa de uma pré-temporada treinando apenas fundamentos, e ele vai se tornar um atleta muito melhor.

    Muito melhor ele do que o Petros para avançar, mas ainda assim você vê a imbecilidade de um esquema em que o volante é o maior responsável pela transição ofensiva. Uma das ideias mais estúpidas que não saem de moda.

    Espero muito que o Hudson faça bons jogos; ele como o melhor volante da Liberta-16 foi muito agradável de acompanhar.

    Boa sorte a ele!

    Curtir

  3. Cultura, ainda que não tão inútil… rs… Mal é antônimo de bem… Mau é antônimo de bom… Portanto, ‘mau’ início de ano… rs… Assim como, o elenco do SP está infestado de ‘maus’ jogadores… Kkkkkkkkkkkkkk…

    Curtir

    • Leia o meu post, no artigo anterior, referente ao perfil dos “reforços” do SP, para 2018… Nenhum dos jogadores do SP, sejam remanescentes de anos anteriores, ou recentemente contratados, possui esse perfil de “diferenciado”… Nenhum pega a bola, debaixo dos braços, como fazia o Gerson, por exemplo, após o time levar um gol, e dizia aos companheiros: “Vamos colocar esses perebas na roda!”… E cumpria…

      Curtir

  4. Esse pessoal precisa aprender a analisar estatística de jogo melhor. Quantos desses passes são verticais e laterais? Quantos passes para assistência eles têm? Têm muitos números que sem contexto ou desmembramento significa muito pouco.

    Curtir

    • Um jogador “feijão com arroz”, como o Hudson, em meio a um time com algumas “iguarias”, faz o papel de “carregador de piano”, e passa quase que despercebido, pela torcida, em meio aos títulos conquistados… Como o foram Ronaldão, Pintado, e etc., ao lado de Toninho Cerezzo, Muler, Palhinha, Cafu… É ‘mole’???… Agora, olhe quem está, ao lado de Hudson, hoje, no SP… É de fazer chorar… E de fazer o Telê se “revirar no túmulo”…

      Curtir

  5. Estou tentando entender qual é o tipo de ajuda o Hudson pode oferecer ao time, é verdade que chutou bem mais que o Petros, mas chutar tanto e fazer um golzinho só revela a falta de efetividade que foi marca dele na primeira passagem, muitos passes laterais, bolas recuadas, enfim…

    Curtir

    • Como praticamente todo o time do SP… E é uma coisa que “impregna” quem chegue, pode notar… O Hudson, no Cruzeiro, era “outro Hudson”… Mais presente, cabeça erguida, apoio ao ataque (até gol em nós ele fez, lembra?!), enfim… Chega ao SP, volta o “velho Hudson”… Outro exemplo é o Reinaldo… Nos outros times, a bola chegava, ele já dava um ‘tapa’ em direção à linha de fundo, driblava, não tinha quem o parasse (até nós sofremos com isso, lembra de novo?!), fazia um salseiro danado, e cruzava para a área, com um perigo enorme, isso, quando não, ele mesmo concluía a jogada em gol… No SP, a bola chega, queima nos pés, ele se enrola todo, trança as pernas, e… nada sai… Acho que o SP está precisando de um psicólogo… Kkkkkkkkkk…

      Curtir

Comente aqui, Tricolor!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s