Sem chances no São Paulo, ex-pupilo de Rogério Ceni renasce e vira ‘paredão’ na Série B

Richard ficou conhecido após defender três penalidades na final da Copa São Paulo de futebol júnior de 2010. Logo após ser um dos principais responsáveis pelo título conquistado contra  o Santos, o goleiro subiu aos profissionais do São Paulo, que tinha Rogério Ceni como soberano na meta tricolor, mas não teve chances de repetir o sucesso que obteve nas categorias de base.

Em busca de espaço, ele rodou por times como América-SP, Paulista, Rio Claro, Operário e Água Santa até virar titular do Paraná na Série B do Campeonato Brasileiro.

Suas boas atuações ajudam a equipe a figurar no G-4 da competição e sonhar com o acesso.

“O começo foi de turbulência, os resultados não vinham, mas graças a Deus as coisas melhoraram. Hoje nós vivemos um momento maravilhoso no clube. Pessoalmente também estou muito bem”, disse, ao ESPN.com.br.

Fã de Rogério Ceni desde a infância, o arqueiro começou a carreira no clube do Morumbi aos nove anos de idade.

“Cheguei para fazer testes o futsal e tinha uns 150 jogadores de linha e 30 goleiros. Só passavam no teste 18 jogadores de linha e três goleiros. Foi aí que decidir ir para o gol e fiquei até hoje”, contou.

Ele fez parte de uma geração que revelou jogadores para grandes equipes e até seleção brasileira.

“Tinham ótimos caras como Bruno Uvini, Casemiro, Lucas, Oscar, Henrique Almeida, Roni e eu também (risos). Nossa categoria era a queridinha do presidente Juvenal Juvêncio, pois ganhamos todos os torneios que poderíamos”, recordou.

Incluindo a Copa São Paulo de 2010, a última edição da competição vencida pelo clube tricolor.

“Meu melhor momento foi a conquista da Copa São Paulo de futebol júnior depois de dez ano sem esse título. Havia uma pressão muito grande, mas graças a Deus pude defender três cobranças de pênalti e ajudar o São Paulo a ganhar”, comemorou.

Com o destaque, Richard foi incorporado aos profissionais do elenco tricolor, mas enfrentou uma forte concorrência.

“No começo era muito tímido. Isso me atrapalhou um pouco, mas fui me soltando, mas tinha Rogério, Bosco, Dênis e o Léo à minha frente. Era difícil ter oportunidade”, analisou.

Apesar de não atuar, ele conseguiu tirar importantes de lições do principal goleiro da história do São Paulo. “Minha referência sempre foi o Rogério por tudo que ele conquistou dentro do clube e por ter convivido e feita uma boa amizade com ele. Torço muito para que ele conquiste o espaço como treinador agora”, comentou.

Só que chegou uma hora em que o arqueiro se cansou de ficar no banco de reservas.

“Saí do São Paulo para buscar meu espaço. Era acostumado a jogar e ficar só treinando sem sentir aquilo tudo que envolve o jogo era torturante pra mim. Fui bem, tive algumas lesões e atrasou um pouco o processo”, lamentou.

Depois, o arqueiro rodou por times como América-SP, Paulista, Rio Claro, Operário e Água Santa-SP.

“Fui eleito melhor goleiro do Campeonato Paulista da Série A-2. Sou muito grato ao clube por tudo o que fez por mim. Após o termino do campeonato paulista tive algumas propostas, e já estava acertando com o Londrina, quando faltavam alguns detalhes para fechar, o Rodrigo Pastana junto com o Cristian [treinador] fez o convite e conversou com o presidente do Água Santa. Acabei aceitando a proposta e vim para o Paraná e fiz minha estreia dois dias depois contra o Londrina”, relatou.

Com a saída do goleiro Léo para o Atlético-PR, Richard se firmou como titular e não saiu mais. Foram 26 partidas e

“Estamos na luta, sabemos que não vai ser fácil, mas cada jogo vai ser uma final! E junto com nossa torcida, vamos brigar ate o final pelo acesso e vamos conseguir”, finalizou.

ESPN

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40 comentários

  1. Prefiro a vinda dele à do Walter. Mandaria o Lucas Perri emprestado como parte do pagamento. Seria uma ótima oportunidade pro nosso goleiro que ainda não está pronto pra nossa meta jogar e se desenvolver.

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  2. Nesse tipo de caso não culpo o clube por isso, é muita concorrência e na época ele era muito novo e como ele bem disse, havia pelo menos 3 goleiros na frente dele, esse tipo de coisa acontece em vários times, não é exclusividade do SPFC.

    Espero que ele continue bem pelo Paraná Clube e consiga subir pra série A ano que vem, já que representa meu estado, toda sorte pra ele na carreira.

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        • Realmente você entende muito de futebol, quer dizer se o Ceni tivesse se aposentado o Richard seria o titular do gol!!!!
          Todo goleiro tem que esperar sua vez e contar com a sorte, as vezes, o ceni esperou quase 7 anos pela saída do Zetti, assim como o Zetti que saiu das Peppas porque era reserva e veio para ser ídolo no tricolor.
          Muitos vão passar sem ter chances e devem procurar sua vez em outros clubes ou vamos ter que escalar o time com 11 goleiros.

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  3. “Rogerio, Bosco, Denis e Leo” á frente do garoto. Realmente ñ tinha como. Boa sorte a ele. Goleiro deve ser a posição mais ingrata do futebol. Só os diferenciados mesmo se destacam. Só os melhores merecem ser titulares.

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  4. A decadência de goleiros no SPFC se deve à demora do Sr. Ceni em se aposentar, não deixando espaços pra outros goleiros.
    O Richard deveria ter sido aproveitado, mas a diretoria escrota do SPFC na época não planejou o clube pra aposentadoria do Ceni, ficamos só com o bracinho de Jacaré do Denis e o Renan, isso sem testar de verdade.
    O que aconteceu, quando Ceni se aposentou ficamos sem um goleiro realmente testado e vimos o fracasso que foi essa transição.

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      • Quem sabe no futuro fiquei claro o quanto o Rogério Ceni fez MAL ao SPFC nos seus útlimos anos de carreira aliado a sua experiência mal sucedida de técnico-estagiário que quase levou o SPFC para a Série B.

        Culpa de uma diretoria fraca que permitiu tudo isso.

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      • 2012, campeão da sula
        2013, defendeu o spfc contra o rebaixamento. Junto com o time, esteve abaixo da média.
        2014, vice brasileiro
        2015, decadência, lesão, aposentadoria.

        Em 2013, tinhamos boas chances na libertadores, que foi jogada no ralo pelo Lúcio e também pelos gols perdidos pelo Ademito, contra o Galo. Depois só tristeza. Time destroçado. Ano difícil.
        Em 2014, uma boa campanha no brasileiro. fez 8 gols.
        Em 2015, o que acho que pegou foram os clássicos. Acho que marcou demais aquele empate no morumbi que ele deu a bola de presente no final do jogo e tomou uma cobertura. Sem contar o outro gol de cobertura, enfim… Jogos pontuais.
        Se você buscar a estatística. A média de gols sofridos em 2015 era inferior à média de gols de 2005, quando o SPFC foi campeão multicampeão..

        Então, assim,

        Há formas e formas de enxergar o final da carreira do Goleiro.
        Mas é fácil lembrar dos micos e apelidar o Rogério de frangueiro, fominha, egoísta entre outras coisas… falta respeito a tudo que ele fez e conquistou pro SPFC. Dizer que ele falhava em quase todos os jogos é forçar demais a boa vontade.

        Lembrar de quando ele colocava Corinthians, Santos, Palemiras no bolso… isso ninguém gosta de lembrar né?
        Quando ele ficou mais de 1000 minutos sem tomar gol, tmb não…

        Enfim..
        Paciência.

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        • Cara nem perde tempo discutindo com o Fire e o FBN, estes são fãs do Cássio e do São Marcos. O mundo comenta os feitos do Rogério, mas com certeza o mundo é cego só os 2 enxergam a realidade dos fatos!!!

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        • Tbm enxergo assim… o único ano péssimo do Ceni foi o de 2015… estava mal mesmo… mas entre 2013 e 2014 ele fazia jogos excepcionais e outros ruins, como todo goleiro. Ele deveria ter parado no fim de 2014 e ter estudado mais e treinado categorias de base antes de subir a técnico do profissional. Mas o incriticável Leco quis retomar seu poder e propôs o Ceni como técnico e todos sabemos como começou e findou-se.

          O que eu acho engraçado, é que as pessoas acham que ver os pontos bons de uma carreira tão vitoriosa é endeusar, e começam a somente criticar. E olha que é nossa própria torcida que faz isso. Parece que ele foi o Alencar piorado. Olha a história que ele tem… números, títulos, jogos memoráveis, honrou a camisa… e ele ser ídolo não diminui em nada outros ídolos, mas parece que tem guerrinha de quem é mais ídolo, quem é mais são-paulino e bla bla bla…

          Eu nem vou mais entrar nesses debates sobre o Ceni porque já está doentil… sem base nenhuma, a galera só enxerga o que quer.

          E também o que vai mudar isso nesse momento? Vai ajudar nosso time? Vamos reclamar também do Bauza, do Rojas, do Carpegiani, do Osório, do Gustavo Nery contra o Once Caldas…

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  5. https ://globoesporte.globo.com/futebol/times/sao-paulo/noticia/hernanes-diz-que-somente-torcida-tem-representado-o-sao-paulo-bem-em-2017.ghtml

    “– O torcedor são-paulino tem sido fenomenal. Eu falei e volto a repetir: somente os torcedores têm conseguido representar o São Paulo da maneira que ele merece – disse.”

    Se a diretoria tivesse autocrítica pra enxergar o que todo mundo vê o nosso presente e futuro seriam bem diferentes.

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  6. Num comentário o sujeito fala que o Ceni tirou espaço de um monte de garotos bons, como o Richard, e no seguinte fala que o Walter (reserva do péssimo Cássio) é melhor que ele. Dislexia argumentativa, nos vemos aqui.

    Enfim… antes da tara para criticar o Rogério gratuitamente, coloquem a cabeça um minuto no lugar e reflitam.

    Olhem a idade desses goleiros, como o Léo e o Richard, cerca de 26, 27 anos… quem tirou espaço desses caras foi o Denis (30 anos), que veio pro SPFC em 2009 e tirou o espaço dos jovens que subiam da base e podiam ter sido alçados à condição de reserva direto do Rogério.

    Mesmo o Fabiano, um pouco mais velho que esses dois anteriormente citados (29 anos), também perdeu espaço para o Denis, uma vez que ele estreou nos profissionais em 2007, com 19 anos, e depois perdeu o espaço como goleiro “nº 2” com a chegada do ex-ponte-pretano do braço curto.

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  7. Vi um jogo do Paraná contra o Inter e ele parecia extremamente seguro. Mas jogar no SP é outra coisa, né… Talvez com 26 anos esteja pronto, mas acho difícil ter essa chance.

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