Eis um centroavante que JAMAIS nos deixou na mão.

 

Serginho Chulapa!!!

 

Difícil ver um jogo tricolor na década de 1970 que não tenha acontecido um gol de nosso artilheiro maior.

 

Campeão paulista em 1975.

 

Viveu seu grande momento em 1977, quando fazia gol de todo jeito.

 

Seu descontrole provocou uma agressão ao bandeirinha em partida contra o Botafogo de Ribeirão Preto pelo campeonato brasileiro daquele ano.

 

Detalhe, que não justifica seu ato, Serginho marcou um gol legitimo que foi anulado de forma equivocada.

 

Nas semifinais daquele campeonato, contra o Operário de Campo Grande, o jogo estava complicado, 0 a 0 e chegava ao seu final.

 

Em menos de 15 minutos, decidiu o jogo, e praticamente classificou o Tricolor para as finais do brasileiro.

 

Suspenso, ficou ausente da final, mas a tempo de ir até o estádio do Mineirão, junto com Muricy, agitando os bastidores do Atlético, que acabou entrando sem saber se o artilheiro estaria ou não presente.

 

Este foi o seu gol.

 

Suspenso por mais de um ano, perdeu a Copa do Mundo de 1978.

 

Azar da seleção que teve que levar o protegido do vascaíno Almirante Heleno Nunes, o centroavante Roberto Dinamite.

 

Voltou para ser campeão paulista em 1980.

 

Nas duas finais, duas vitórias do Tricolor, dois 1 a 0, dois gols de Chulapa.

 

Em 1981, bicampeão paulista.

 

Gol de Serginho com direito a chapéu no goleiro Carlos.

 

Realmente era estourado, mas jamais deixou nosso time na mão.

 

Na final do Brasileiro de 1981, frente o Grêmio, estourou novamente e agrediu o goleiro Leão.

 

Fato que aconteceu ao final do jogo, quando o título já estava perdido.

 

Isto não justifica a atitude, mas comprova que, mesmo quando se desequilibrou, JAMAIS deixou sua equipe na mão.

 

Que saudade!!!

 

De qualquer forma, devo ressaltar que na minha opinião, Careca foi o maior centroavante que vi jogar no São Paulo.

 

No entanto, na minha seleção tricolor, a vaga é do Chulapa.

 José Renato Santiago

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