Entrevista com Dorival Jr sobre time, reforços, base, Hernanes, Cueva…

Num time grande que padece na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, cada elemento novo representa uma enorme esperança de mudança. Um deles é Dorival Júnior. Experiente, atual vice-campeão brasileiro com o Santos, o técnico está há pouco mais de duas semanas no São Paulo, no lugar do ídolo Rogério Ceni, demitido justamente quando a equipe entrou no Z-4.

Em entrevista ao GloboEsporte.com, além de ter confirmado a estreia de Hernanes – mais um foco de esperança para sair do buraco – no jogo deste sábado, contra o Botafogo, Dorival atribuiu o momento confuso do Tricolor à remontagem de elenco feita com o Brasileirão em curso.

 Mesmo assim, disse que é difícil entender a situação do São Paulo, que vem de temporadas ruins.

– Às vezes, não entendemos o momento que passamos, mas, de repente, pode ser aquele passo atrás que você dá para depois ter um salto ali na frente. A seriedade das pessoas que trabalham aqui dentro é muito grande, sinto essa entrega, por isso não entendemos o momento do clube.

O treinador também falou sobre Hernanes e Cueva atuando juntos, a utilização do jovem Brenner, de 17 anos, a importância de Lugano, e defendeu jogadores em momentos ruins, como o lateral-direito Bruno e o atacante Wellington Nem.

GLOBOESPORTE.COM: Você está no São Paulo há pouco mais de 15 dias. No que viu evolução? O que o deixa satisfeito e o que preocupa à essa altura do trabalho?
Dorival Júnior: 
Ainda é difícil analisar porque foram poucos períodos de trabalho, é a grande verdade. Não adianta falar que a equipe evoluiu em determinado aspecto ou regrediu em outro. Acredito que esse processo ainda demore um pouco, principalmente pela chegada de novos jogadores que ainda buscam uma ambientação. Alguns chegaram há no máximo 40 dias, o Petros há 20, o Hernanes e o Marcos Guilherme há três dias. Isso tudo deixa uma situação um pouquinho confusa, não é ideal um time como o São Paulo buscar uma montagem dentro da competição, é um risco muito grande. Temos de acelerar esse processo sabendo que não é fácil.

Você se disse preocupado com o aspecto emocional. Ao menos isso melhorou.
A confiança vai sendo recuperada a partir do momento em que os jogadores se conhecem mais como pessoas, profissionais, seres humanos, e comecem a acreditar naquilo que está sendo buscado por todos juntos. E, acima de tudo, com um ou outro resultado que colabore para dar uma liga maior. Você não vai buscar equilíbrio de equipe com dez dias de trabalho, não terá sintonia total nesse processo. Isso se alcança gradativamente porque sempre vamos enfrentar equipes num patamar um pouquinho superior em equilíbrio e harmonia de jogo. É complicado ter de alcançar essa estabilidade durante o Campeonato Brasileiro, onde todos os jogos são muito perigosos. Dificilmente você fala sobre certeza de fazer três pontos num jogo, isso é um erro muito grande.

Essa instabilidade vem de seguidas vendas e contratações do São Paulo. Acha que a diretoria já percebeu que não se pode fazer futebol assim, ou você terá de explicar a eles?
Alguns aspectos incomodam todos os clubes brasileiros. Isso, de repente, aconteceu neste momento com o São Paulo, como aconteceu em janeiro do ano passado com o Corinthians. As janelas de transferências não se equivalem, a nossa de saída é estendida, muito maior do que a de entrada. Com isso, você fica totalmente vulnerável. Um clube qualquer do mundo pode chegar, pagar a multa e levar seus jogadores. Outro aspecto é a necessidade que clubes brasileiros ainda têm de venda. Todos correm esse risco, e recompor num Brasileiro é muito complicado.

O Rodrigo Caio disse não ao Zenit. Você conversou com ele sobre a proposta?
É muito difícil uma situação como essa, o Zenit estava pagando a multa. Os clubes ficam vulneráveis em todos os sentidos. Se eles cumprissem e houvesse o acerto com o Rodrigo, estaríamos hoje sem nosso zagueiro titular, um jogador convocável, que vem crescendo de produção assustadoramente nos últimos anos. E num estalar de dedos poderíamos estar sem ele. Essa situação nos acompanhou por 20 ou 30 dias. Às vezes, não imaginamos o tamanho do prejuízo.

Você tem mais de 30 jogadores no elenco. É um número ideal? Como deixar todos motivados disputando apenas uma competição?
Não dá para definir um número porque podemos perder jogadores por lesão, como aconteceu no Santos, ano passado, com Gustavo Henrique e Luiz Felipe em 20 dias, ou em negociações. Um número ideal, disputando três competições, seria entre 26 e 28 atletas, desde que houvesse um trabalho de categorias de base, podendo usá-los a qualquer momento. Isso não acontece na Libertadores e no Paulista, por exemplo, em que há limite de inscritos. Foi um pedido nosso nas reuniões da Federação Paulista de Futebol, que tivéssemos as categorias de base abertas.

O Brenner, por exemplo, desceu para jogar a fase final da Taça BH pelo time sub-17. Você prefere que o garoto treine com a base e suba para suprir eventuais necessidades suas ou gosta de tê-lo ao seu lado o tempo inteiro, de acompanhar de perto os treinos?
Eu gosto de trabalhar vendo, mas, quando ele não for aproveitado, é fundamental que faça o último trabalho da semana em sua categoria e jogue. O importante é que o garoto esteja jogando em alto nível, interessado, e não pense que está dando um passo para trás. Tanto não é assim que eu chamei o Brenner de lado e falei que estaríamos o observando lá, e que ele fizesse com ainda mais intensidade. Porque a maioria dos atletas quando desce se acha um pouco acima dos demais, só que esse é um caminho natural. De acordo com estudos, um atleta teria que ter 10 mil horas de trabalho para chegar bem ao profissional. Nem sempre isso acontece.

Você pode usar o Brenner ainda neste Campeonato Brasileiro?
Posso, ele tem capacidade. Tudo é questão de momento, da equipe dar uma sustentação para isso. Temos de ser muito cuidadosos porque nem todo jogador aproveita o primeiro momento de transição. De repente ele tem um crescimento naquele “start”, mantém um pouquinho, dá uma caída, pensa que tudo acabou e vai buscar forças para se recuperar. E volta bem, sem aquele ímpeto inicial que o fez ficar apenas por alguns jogos. Uns ficam três, outros cinco, outros dez, mas dão uma caída. E aí você tem de estar do lado.

Você confirmou que o Hernanes vai jogar contra o Botafogo. Na última segunda, disse que poderia usar dois meias quando ele estivesse no time. Isso diz respeito a Hernanes e Cueva? Você os vê como jogadores que se complementam ou têm a mesma posição?
Isso quem vai mostrar é o dia a dia. Eu tinha uma imagem do Hernanes, da saída dele daqui e de alguns jogos do Campeonato Italiano. Agora tenho que aguardar um pouquinho para ver como ele responde, é uma situação nova para nós. Vamos aguardar para ver se os encaixes acontecem. Eles são grandes jogadores e têm como se entenderem, independentemente do posicionamento.

Por que virou moda, de uns tempos para cá, as pessoas dizerem que tais jogadores não podem atuar juntos. No São Paulo, por exemplo, aconteceu com Ganso e Jadson.
Traz os dois de volta, então, depois a gente vê (risos). Às vezes, é o momento do jogador, a adaptação de um com o outro, deles com o time. Às vezes, não acontece, mas não quer dizer que não possam jogar juntos. Eu sou sincero, prefiro tirar um cara de marcação e colocar um que sabe jogar. Eles se encontram, se adaptam muito mais facilmente. Profissionais que sabem jogar é uma carência hoje, temos de ter mais deles.

Por falar no Cueva, é nítida a melhora dele nos últimos jogos. Ele parece, inclusive, mais interessado. Você conversou com ele sobre isso?
Tive uma conversa com o Cueva, e também com outros jogadores. É importante pontuar a cada um deles. Esse tipo de acomodação é complicado para o treinador administrar. Na minha concepção, o Rogério tinha uma ideia do que estava vendo do Cueva, do que ele já havia produzido, e você acredita que no jogo seguinte ele vai se recuperar. Isso acontece com todos nós. Se no primeiro instante você titubear com um jogador, vai ter que mudar a equipe em toda rodada e gerar um descontentamento inicial, uma insegurança logo em seguida. Por isso você acredita em determinados jogadores, pelo que eles já fizeram.

Por isso você acredita no Wellington Nem?
Até outro dia, todos os clubes queriam o Wellington Nem. O Bruno (lateral-direito), durante dois ou três anos, foi o melhor lateral das competições nacionais. Será que eles se esqueceram de jogar? Não é possível. Acontecem oscilações, o jogador dá uma caída, é normal. Mas temos de acreditar. Todos os clubes brigaram com o São Paulo pela contratação do Wellington Nem. Ele esqueceu de jogar futebol? Não. Alguma coisa está acontecendo, então temos que acreditar no profissional e tentar ir até o último momento com ele.

E ele tem características que você gosta em seus times, de velocidade, na ponta, certo?
Poucos jogadores no Brasil têm essa característica do um contra um, de buscar uma jogada final. Poucos têm esse perfil.

Você tem Nem, Marcinho, Denilson, agora o Marcos Guilherme. E o Maicosuel? Quando ele voltar também será nesse setor, ou mais por dentro?
Ele também. Nos últimos anos, ele fez muito mais por fora. Eu trabalhei com o Maicosuel no Cruzeiro e cheguei a usá-lo até como lateral-direito.

Há um conceito geral de que o São Paulo tem bons jogadores, mas não tem um bom time, em razão dessa remontagem do elenco. Com tempo, onde essa equipe pode chegar?
É muito difícil saber. Quando começou o Campeonato Brasileiro do ano passado, o Internacional era considerado um time que disputaria, senão o titulo, uma das vagas na Libertadores. O Inter tinha maus jogadores? Muito pelo contrário, tinha grandes jogadores e estava recebendo algumas contratações, era uma equipe promissora e liderou no início. Ninguém esperava o rebaixamento, e todo ano acontece com alguém. Todo ano vemos uma ou duas equipes grandes nessas condições.

O excesso de estrangeiros, e o fato de sempre ter que deixar um deles fora da lista de relacionados, é um problema para você perante o grupo?
Vivi esse problema no Palmeiras, eram oito estrangeiros e tínhamos que levar cinco. Eram 44 atletas no vestiário. Não é o ideal deixar um profissional fora de uma convocação em razão dessa impossibilidade. É muito difícil, sentimos isso no semblante de quem fica fora. Mas é uma situação que temos de enfrentar, se desenha dessa maneira nesse momento. Não há outro caminho.

Antes de você chegar, o contrato do Lugano foi renovado e ele foi considerado um jogador que atua até pouco, mas importante no ambiente. É isso que você percebe? Ele tem sido importante?
Ele tem se mostrado dessa forma, e tem sido uma pessoa importante para mim. Eu não conhecia o Lugano, a não ser de entrevistas e de vê-lo em campo, mas é um profissional que tem se mostrado muito sério, determinado, trabalhando por seu espaço e entendnendo a situação do clube. Eu o chamei para conversar sobre esse numero limitado de estrangeitos, mas é uma situação complicada. Não é fácil para ninguém.

Como você está no São Paulo? Feliz, surpreso, o que acha do clube?
Estou bem motivado, me sentindo muito bem. O São Paulo é um clube ao qual, como atleta, todos da minha época gostariam de ter chegado. O São Paulo sempre foi referência, não só nacionalmente, é um dos mais vitoriosos das últimas décadas. É um objetivo de qualquer profissional, em qualquer área. O São Paulo respeita muito seus profissionais, e deu para sentir no ambiente, com pessoas que limpam o CT ou estão dentro dos vestiários, em cargos mais humildes, que têm 30 anos ou mais de clube. Isso não acontece por acaso, é porque a casa te recebe bem.

Surpreendeu a postura da diretoria, de modo geral. Eu conhecia pouco o presidente Leco e o próprio Vinícius (Pinotti), nosso diretor de futebol, que está o dia todo aqui, se entrega pelo clube. Isso mostra uma identificação muito grande e cria um ambiente favorável de trabalho. Às vezes, não entendemos o momento que passamos, mas, de repente, pode ser aquele passo atrás que você dá para depois ter um salto ali na frente. A seriedade das pessoas que trabalham aqui dentro é muito grande, sinto essa entrega, por isso não entendemos o momento do clube. É difícil entender, pelas condições oferecidas e pela qualidade dos profissionais. Mas temos que enfrentar e passar da melhor forma possível para daqui a pouco buscarmos uma coisa melhor.

GE

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76 comentários

  1. “Eu sou sincero, prefiro tirar um cara de marcação e colocar um que sabe jogar. Eles se encontram, se adaptam muito mais facilmente.”
    Essa frase do Dorival me deixa muito feliz. Acho que todos nós concordamos com ele. Espero que ele posso transferir esse discurso para a prática.
    Quando o time com Jucilei, Petros, Hernanes, Cueva, Marcos Guilherme e Prato entrosar faremos frente a times como Grêmio, Flamengo e Corinthians.

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    • Só acho que na atual situação pensar em se defender primeiro deve ser prioridade.
      Prefiro um time jogando pra frente e bonito, mas no momento isso não funcionou e nem vai funcionar no SPFC, com o Dorival ou com qualquer outro técnico.
      Ele pode implantar a filosofia de jogo mais agressiva, mas se não arrumar o sistema defensivo não vai chegar a lugar nenhum.
      Tirar da zona de rebaixamento é obrigação pra qualquer técnico com os jogadores que o SPFC tem, que não são ainda um time pra ser campeão mas muito menos pra estar nesta situação.

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    • Aguardando ansiosamente a chegada de um lateral direito e de um grande zagueiro.
      Se acontecer isso ai sim teremos um time que brigará pela libertadores.

      Por melhor time que tivermos o Bruno e o Rodrigo Caio sempre irão entregar a paçoca.

      Graças a Deus aos poucos estamos nos livrando dos perdedores que gostam de entregar o jogo.

      Dênis nem entra mais, Lucão também não, Maicon vendido, agora só falta sair Rodrigo Caio e Bruno

      O Jr. Tavares é bom jogador mas está no banco merecidamente.

      O Rodrigo Caio me parece um bom zagueiro mais a camisa do São Paulo não está fazendo bem a ele.
      Errando muito, botes errados, muitas furadas e mal posicionamento, se for pra Europa vai se tornar um jogador importante, mas no tricolor não encaixa mais.

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    • Matéria para ser lida e relida, devendo ser montada num quadro e fixada na Sala do Conselho de Administração como diretriz número um do Futebol do SP.

      Há que se ter muito cuidado para a complementação da montagem do elenco, agora e também já pensando no médio e longo prazo.

      Onde ou no máximo quinze jogadores tarimbados, compondo o restante do elenco somente com a molecada.

      Visão de Futuro.

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  2. “…Se no primeiro instante você titubear com um jogador, vai ter que mudar a equipe em toda rodada e gerar um descontentamento inicial, uma insegurança logo em seguida.”

    Huuum….jogo do palmeiras pelo paulista e depois toda a sequencia? Ou eu q to achando de mais.

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  3. Renan Ribeiro, Bruno, Arboleda, Rodrigo Caio e Edimar; Petros e Jucilei; Hernanes, Marcinho e Cueva; Lucas Prato.

    Esse é nosso melhor time desde 2008.
    Até tivemos um bom time em 2014, mas esse do próximo jogo é bem superior.

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  4. Boa tarde, galera!

    Estava vendo que a torcida do Santos estava ameaçando o jornalista Eric Faria por uma suposta intervenção dele com a anulação do pênalti na Vila. E sem video nem nada… complicado acusar assim.

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    • Mas que existe alguém vendo os lances pela TV e avisando o árbitro isso está evidente , e aconteceu em outros jogos, e isso já tem algum tempo.
      Não acredito que o repórter tenha influenciado a arbitragem por conta própria, mas não ponho minha mão no fogo.

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      • Pois é, Jairo… tem informações de fora possivelmente… mas ai devem ter pontos eletrônicos ou algo assim. Mas investigação tá dificil ocorrer nesses meios. Muita sujeira, meu amigo!

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        • Lembra SPFC X escória no privadão, 3×2 com 2 gols de pênaltis, aquele lance do Antônio Carlos que o juiz deu escanteio, nenhum jogador da escória reclamou e de repente :pênalti! !!
          Se existe uma comunicação por ponto eletrônico, nada impede que tenha alguém mais assistindo os lances pela TV e avisando o árbitro sobre alguns lances duvidosos, já vi à favor da escória umas 3 vezes.

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          • Ah Jairo, eu nao sei nao cara. Esse lance ai de Santos x Flamengo ta muito estranho. O Eric eh flamenguista, este foi o 3 jogo q isto aconteceu envolvendo ele e o flamengo, e todos beneficiando o flamengo. Ele e o quarto árbitro estavam no meio do campo, neste ultimo caso. Sei la, eu nao duvido q nao seja jornalista avisando.
            Pior q envolvendo globo e cbf, nunca haverá nada, neh.

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  5. Pro estilo que o Dorival quer implantar no SPFC nossa maior falha nesse ano e pra 2018 são as laterais. Isso vai ter que melhorar muito se a gente quiser ter opção de jogadas e não ser Cueva-dependentes. O que o Edimar fez no jogo passado qdo saiu o empate é algo que devia ser recorrente: recebeu a bola, cortou pro meio e várias opções estavam na área pra receber o passe. Quando isso é feito com velocidade acaba matando qualquer time.

    Até por isso eu não vejo com maus olhos utilizar o Marcinho na lateral dependendo do jogo.

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  6. Eu sempre achei o Pinotti um cara honesto e sério, e segundo deu para perceber que a atual situação do time se deu (na minha opinião) na falta de competência no trabalho de campo, falta um treinador de qualidade e bons profissionais como preparador físico, de goleiro e demais componentes.

    “Surpreendeu a postura da diretoria, de modo geral. Eu conhecia pouco o presidente Leco e o próprio Vinícius (Pinotti), nosso diretor de futebol, que está o dia todo aqui, se entrega pelo clube. Isso mostra uma identificação muito grande e cria um ambiente favorável de trabalho. Às vezes, não entendemos o momento que passamos, mas, de repente, pode ser aquele passo atrás que você dá para depois ter um salto ali na frente. A seriedade das pessoas que trabalham aqui dentro é muito grande, sinto essa entrega, por isso não entendemos o momento do clube. É difícil entender, pelas condições oferecidas e pela qualidade dos profissionais. Mas temos que enfrentar e passar da melhor forma possível para daqui a pouco buscarmos uma coisa melhor.” – DJr.

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    • Concordo com vc… já disse aqui que o Pinotti é ofendido sem que mereça muitos dos rótulos que o pessoal impõe a ele.

      Vender jogadores ele fez com muita competência.
      Comprar jogadores fez com competência igual. Vejo o time cada vez mais encorpado, com melhor qualidade técnica agora do que antes dele assumir.

      Qual a culpa ele tem se o Hudson foi colocado a disposição pelo ex treinador, se esse mesmo pediu o Neílton, afastou o jogador, põe de novo em partida importante e no dia seguinte coloca a disposição etc? Se pediu o Cícero, o Sidão? Qual a sua responsabilidade se o Leco trouxe o ex treinador e este bancou a vinda de seu staff e ainda bancou a permanência do preparador físico e preparador de goleiros, que eram ruins? Fora muitas outras ações que imputaram a ele a responsabilidade.

      Está aí o Dorival atestando isso. Se fosse para mentir, ele ficaria quieto, então se está dizendo, deve haver um pouco de verdade, né?

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      • Só precisa baixar um decreto “Leco fica de boca fechada”, deixa o Raí fazer o trabalho do novo estatuto, o Pinotti controlar as finanças e o Dorival trabalhar no time, quanto mais o Leco sair de cena é melhor para o SPFC.

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        • Concordo novamente… o Leco sim, é ruim como gestor. Só um balanço bastante positivo, com muito impacto sobre a diminuição da dívida poderá salvá-lo.

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          • Não duvidemos que isso poderá de fato acabar ocorrendo.

            A avalanche de propostas irrecusáveis proporcionaram um volume de vendas espetacular em todos os aspectos, inclusive no que tange ao custo benefício de cada uma das vendas, olhando de forma individualizada.

            As mudanças e transformações se sucedem gradualmente, e as macro ações estruturantes implementadas nos últimos tempos, como o Novo Estatuto, o Novo Modelo Organizacional estruturado no formato de conselhos, a Profissionalização da Gestão (a despeito dos desvirtuamentos havidos), o Projeto de Governança Corporativa que já introduziu uma série de medidas importantes, a própria segregação do futebol em relação do clube social já em fase de estudos, enfim…

            O Mandado Tampão caiu no colo do Leco face as peripécias do CMA.

            A Eleição do Leco, sabemos, se deu face a inoperância e total inocuidade da Oposição Tricolor, que jamais praticou a boa e verdadeira política, mas apenas e tão somente, se moldou e aprendeu a fazer a politicagem barata.

            Infelizmente, o longo tempo deitados em berço esplendido, que as áureas épocas de vanguardismo nos propiciaram, trouxeram de arrasto, o ranço e os vícios de uma cultura arraigada onde a falta de oposição se estabeleceu.

            O Leco, é preciso que interpretemos, na verdade vem surfando nesse movimento todo, e apesar de não ser afeto ao uso das pranchas, vem aproveitando cada uma das ondas que tem soprado ao seu favor.

            A movimentação e as ações e atitudes do Abílio Diniz em muito contribuíram também, para esse cenário que é possível se vislumbrar hoje em dia.

            Mesmo o próprio CMA, de uma maneira e em relação a algumas ações específicas, excetuado os senões, também participou do início das mudanças, como nas situações da fornecedora de materiais, como nas auditorias e consultorias realizadas.

            Não nos esquecendo também das questões que envolveram as mudanças radicais promovidas na Gestão do CFA de Cotia.

            Destacando de forma especial o desmantelamento do Feudalismo que representava os últimos anos da Gestão JJ, onde prevalecia o manda que posso e obedece quem tem juízo.

            Parece que o Leco de fato é um cara de sorte !

            O destino vem sorrindo pra ele !

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            • Mas ele que cuide de tornar o clube auto sustentável, pois não poderá sempre depender das vendas que Cotia nos proporciona.

              Equacionando as finanças, tornando o clube auto sustentável, teremos a oportunidade de ter times bastante competitivos. O futuro é promissor, mas precisa fazer ajustes. Muitos ajustes. Não é tarefa difícil.

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              • Retomaríamos o vanguardismo de 2005 quando o SP era Modelo e Exemplo de Gestão, tinha um Planejamento fenomenal, e um invejável Zelo com as Finanças.

                Tinha uma Comissão Técnica Permanente.

                Acabara de montar o CT BF e encaminhava o CFA…

                Arrumando as finanças, tem que criar um Plano de Revitalização das Receitas: Sócio Torcedor, Bilheterias, Patrocínios, etc…

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    • Vc acha que ele ia chegar e descer a lenha nos caras? Acabou de chegar e nem poderá reclamar das vendas pois quando chegou já era esse o time, e consenso geral que é até mais qualificado que o time do começo do ano.
      Nem quem foi sacaneado diretamente falou mal da diretoria e clube.
      Só o Osório que deu uma reclamada das vendas publicamente até pq já negociava com a seleção do México e reclamou publicamente de alguém da diretoria que passou um WhatsApp pedindo menos mudanças na equipe e que mais tarde se confirmou ser o Aidar ladrão.

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      • Fábio, o que te leva a mandar dez, quinze comentários por dia, todos com e-mails e nicknames diferentes, achando que vamos aprová-los, quando vc saiu daqui de forma lamentável, porque perseguia (persegue até hoje) algumas pessoas aqui, ofendeu a moderação porque chegamos a conclusão de que seus comentários são lamentavelmente ridículos, com pouco conteúdo, fracos, dando ideia de serem feitos por uma pessoa que tem um deficit enorme de inteligência?

        Não tem nada pra vc fazer melhor aí em Cunha?

        Aqui vc não volta, nem com esse caminhão de nicknames e e-mails falsos…

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  7. Só tem um problema os jogadores emprestados se desfazem assim como o planejamento, Jucilei sai DEZ- 2017/ Hernanes JUL-2018, M. Guilherme DEZ-2018, não tem como entrosar um time pra ser campeão, como vimos ontem a base tem jogadores superiores a muitos “pé-de-rato” indicados por empresários, e que tem que serem aproveitados e valorizados e só vendidos com títulos para a equipe de cima, existindo assim uma supervalorização do patrimônio do clube.

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    • Bem lembrado, o pessoal da FoFOX estava ontem debatendo isso, acho que apenas o Jucilei será trabalhoso, no caso do Hernanes tem como prorrogar o empréstimo, do garoto M.Guilherme está fixado seus direitos, apenas o Jucilei será mais complicado.

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  8. Acho que está mais em evidencia ultimamente o jogo coletivo, a aplicação tática dos atletas no decorrer da partida, independente se o jogador é de marcação ou se tem mais habilidade.

    A tabela do campeonato mostra isso. clubes com estrelas levando baile de elencos inferiores, não adianta ter posse de bola se o clube não produz jogadas que resultem em gols. Existem times que se aperfeiçoaram em jogar no erro do adversário, controlando a defesa e sendo mortais no contra ataque, resultado de muito trabalho tático, plasticamente pode ser até considerado feio, mas a nível de resultados é plenamente satisfatório.

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    • Pois é, fizemos a maior pré temporada dos últimos 10 anos, mais de 30 dias, boa parte nos EUA, depois teve um momento no Campeonato Paulista que jogávamos apenas aos Domingos, e fora que depois das eliminações ficamos mais 18 dias treinando e nenhuma aplicação tática foi visto.

      Ok !!! Desmanche ? Não procede, pois o Luis Araújo ficou no banco algumas vezes e o Maicon e Thiago Mendes foi negociado no final da era Ceni, os demais jogadores não eram titulares.

      Perdemos tempo, acredito em poucas vendas em 2018, na capacidade tática do Dorival, e a base voando nos dará excelentes opções.

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  9. Mais uma matéria muito elogiosa enaltecendo a safra do Sub 17 que disputou e conquistou a Taça BH.

    http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/na-base-da-bola/post/sao-paulo-sobra-na-taca-bh-com-show-de-brenner-e-dos-canhotos-de-cotia.html

    Tem gente boa demais no Sub 20 e tem ainda o outro Grupo excursionando pela China.

    Tem o Sub 15, enfim, existe um trabalho magnífico que vem sendo desenvolvido e implementado no CFA de Cotia.

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    • Essa é uma geração muito promissora. Brenner, Antony, Nestor, Helinho são ótimos jogadores.

      Brenner finaliza muito bem e toma decisões certas das jogadas. Se movimenta pra ponta esquerda para o centro, busca os espaços vazios. Se não tem o fisico forte, ele compensa com a agilidade e leitura do posicionamento da defesa.

      Helinho é um jogador agil, tem visão de jogo, finaliza bem. Será um jogador com a mesma capacidade técnica de Paulinho, de Elias ou até mesmo de um Pogba. Tudo depende de um bom treinador que acredite neles.

      Antony lembra muito o Palhinha. Se melhorar na finalização será um grande jogador. Muito rápido, habilidoso e busca tabelas.

      Nestor é um meia diferente daqueles que o Brasil gosta. Lembra o Nasri, o Malta jogadores muito aplicados taticamente que fazem o jogo fluir seja atacando ou defendendo. Não será um craque, mas extremamente regular.

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  10. So uma retificacao ao GE – O jogo que colocou o time na Z4 foi contra o Santos, com Pintado. Antes da rodada estava em 16.

    Sobre o Pinotti, caso a divida baixe significativamente, seria um ano espetacular em termos de situacao do clube.
    Mas nao teria feito nada se nao tivermos um David Neres bem vendido antes da chegada dele. E uma base com um jogador do nivel do Neres.

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  11. Também prefiro o Gomez, gostei desse cara muito voluntarioso. Jogou pouco, acho que com o tempo vai ser uma peça importante no time, se o Dorival colocá-lo na posição certa, não é jogador pra cair pelas pontas.

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  12. Com a chegada do Gomes e do Hernanes a gente fica sem a Ganso e depois a Cueva dependencia.
    Sem o Ganso ano passado cortejamos a Z4 mesmo tendo o Cueva bem.
    Este ano apos a contusao do Cueva time caiu muito.

    So agora o Cueva esta voltando a se recuperar, algo normal, apos um contusao mal recuperada.

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  13. Muito boa a coluna, sempre falei, vídeos motivacionais, palavras de efeitos, colar cartazes nos vestiários, discursos maravilhosos fazem sim parte do trabalho do treinador profissional, mas se não tiver competência, trabalho de qualidade, sistema tático definido com convicção, isso nada adianta.

    http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/peron-na-arquibancada/post/sem-organizacao-nao-ha-excesso-de-vontade-que-resolva.html

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    • “Atualmente, equipes como Corinthians, Grêmio e Botafogo, por exemplo, são enaltecidas também pela determinação e vontade dos seus jogadores. A grande verdade é que essas equipes são organizadas ao extremo e os jogadores sabem o que fazer em campo. Assim, por exemplo, os jogadores desses times conseguem ter fôlego extra para desarmar um adversário, fazer uma antecipação ou puxar um contra-ataque para decidir a partida nos últimos minutos. Não adianta só exigir garra, pois no futebol nunca adiantou correr demais se não se sabe como e para onde. Em um time perdido, nem o empenho dos jogadores aparece. ” Humberto Peron

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  14. Acho que a pior fase do DJ passou, que foram esses primeiros dias. Os primeiros jogos. A necessidade de resultado positivo imediato.

    Agora, teve uma semana para trabalhar.
    Se tiver um bom resultado amanhã, a tendência é embalar.

    Vamos em frente!

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      • Isso pode acontecer em alguns jogos, que é normal, mas não em todos, portanto, time organizado, bem treinado e com sistema tático definido sempre tem boa sequências de vitórias e conquistas, discordo de você colega.

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        • Parabens camarada pela qualidade das suas ultimas mensagens, mesmo discordando, o fazendo ultimamente com consideracao pelos que divergem. Discorde com toda a veemencia, mas com esta elegancia.

          Quanto aos acidentes evitaveis, se fosse somente em alguns jogos… Tiveram varios.

          Discorde mas deixa o sal grosso ate a boa fase voltar. rs

          Explico –

          Uma vez, num curso de parapsicologia do Quevedo, falando sobre fatores fisicos de influencia da mente, ele falava sobre a benzedura que os catolicos faziam sobre criancas que nao paravam de chorar.

          O que fazia parar de chorar apos a benzedura.

          Explicou que o choro do bebe estava relacionado mais ao fato da agitacao, estresse e irritacao da mae quanto aos afazeres diarios que qualquer coisa. O bebe, percebendo esse estado hiperestesico da mente materna, sentia essa energia e chorava porque incomodava.
          Ao benzer o bebe ela parava de chorar, nao por causa sobrenatural, mas porque a mae relaxava e saia do estado hiperestesico e nao havia mais incomodo.

          Criancas muito pequenas e animais percebem este estado e reagem a isso.

          A crenca de que a benzedura seria um remedio para o bebe fazia a mae sair de casa e levar para benzer.
          Porem nao era isso que resolvia o choro do bebe mas a calma imediata da mae (mudanca de atitude mental) apos o ato religioso segundo o parapsicologo.

          Nao eh o sal grosso ou um santinho que faz um time melhorar o estado mental e amenizar situacoes de derrota e buscar forca para vencer, mas a crenca pessoal de cada um de que isso da resultado. Isso ocorre no nivel inconsciente. Eh onde esta a fe, o efeito placebo, etc. Cientificamente comprovados segundo a revista superinteressante.

          Certa vez um coach da equipe disse que pensamento positivo somente ajuda mas nao resolve. Mas pensamento negativo em excesso soh atrapalha.
          O tricolor ultimamente era uma usina de noticias e pensamento negativos em excesso.
          Hora de virar a chave e mudar o estado mental. Ja esta acontecendo. O sal grosso eh apenas uma das muletas da fe.

          Estou apostando no efeito Hernanes. Publico de 51k jah eh resultado do efeito Hernanes. Mas esse efeito ainda vai aparecer no campo.

          Fe e o profeta, tudo a ver.

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  15. E pensar que há um ano mais ou menos precisei defender muito Cotia, porque algumas pessoas achavam que não rendia nada e que era caríssimo manter aquela estrutura em troca de nada…

    Caro é, mas os resultados estão aí… e é a forma mais eficaz de tirar esse clube do atoleiro financeiro e torná-lo top novamente… sem Globo, sem CBF, sem Crefisa, sem nada… só com Cotia e competência.

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    • Concordo Márcio, que financeiramente Cotia é ótima. Agora, na parte de revelar jogadores para o clube, está fraca. da última leva temos só o Araújo, que realmente deixou saudades. Talvez agora com o Dorival veremos alguns jogadores diferentes, zaga e volante não revela um bom, faz tempo.

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    • Nossa sede em Cotia era mau administrada Márcio, o primeiro profissional que detectou isso foi o Rêne Simões, que pediu demissão por observar “fatos estranhos”, pois o Juvenal colocou muita gente dele lá, pois para se manter no poder, deu cargos para muita gente.

      Os garotos eram mau formados, sem comprometimento na carreira, vontade de vencer, mimados e muitos até arrogantes desde cedo, o ambiente por lá era contaminado, fora o desperdício de dinheiro com muita gente que nada fazia lá.

      O local era até frequentado por empresários infiltrados juntamente com pais de garotos, os contratos eram mau feitos e no final, a conta chegava alta para o São Paulo sem qualquer retorno.

      Acreditem se quiser, olha que loucura, mas foi o Carlos Miguel Aidar que deu uma freada em muitos por lá, depois no mandado tampão do Leco foi consertado o problema e colocado muita gente boa e de capacidade, veja que até o comportamento e perfil da garotada mudou, e os contratos melhoraram, foi rompido negociação com empresários em nossa base.

      Esse trabalho de Cotia agora passa para o profissional, mudanças sérias foram feitas, esperamos colher frutos com resultados dentro de campo no profissional também.

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  16. Tem muita gente boa no São Paulo, jogadores de qualidade.

    O motivo pelo qual o time esta nessa situação é que boa parte do elenco foi trocado, juntamente com o fato de a comissão técnica praticamente inteira não ter dado certo e problemas internos com a diretoria.

    E quem chegou, pegou a situação do jeito que esta. Em um recomeço de trabalho no meio do ano.

    Isso tem acontecido quase todo ano no São Paulo, apresenta perigo de descenso e pode melhorar se houver um planejamento melhor daqui pra frente.

    Eu particularmente contesto a vinda de estrangeiros, tantos estrangeiros ao menos e acredito que nesse momento da história do São Paulo não dão certo. Claro, há ótimos estrangeiros como Lucas Pratto e Cueva, como foi Lugano, mas acredito que essas contratações não são o caminho certo.

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