Rogério Ceni e os jogadores são os menos culpados pela atual situação em que o FUTEBOL do São Paulo se encontra!

O planejamento de elenco atual, é muito parecido com 2002-2003, 2009 a 2017.

Voltemos a 2002-2003, quando tínhamos uma das melhores safras de jogadores vindo da base!  Trouxemos um técnico que fez história nos rivais (Oswaldo de Oliveira), e fomos atrás do craque dos rivais (Ricardinho, pagando um salário muito acima do teto), um jogador formado no Palmeiras que estava querendo voltar pro Brasil (Jorginho Paulista), um emprestado por 1 ano (Reinaldo do PSG), Dill (sem espaço na França), e mesmo classificando em primeiro lugar, perdemos no mata-mata para o oitavo colocado, o Santos de Robinho (que mesmo campeão, ficou até 2005, e conquistou outro título) e Diego.

Já o São Paulo vendeu Julio Baptista e Kaka, por valores bem baixos, para um jogador que se tornou o melhor do mundo e outro que jogou Copa do Mundo, além de Sevilla, Arsenal e o mais galáticos Real Madrid de todos os tempos.

Em 2003, veio uma nova safra que tinha Edcarlos (campeão da Libertadores pelo São Paulo e pelo Atlético-MG), Fabio Santos (campeão da Libertadores pelo Corinthians), Diego Tardelli (campeão da Libertadores pelo Atlético-MG)  e Kleber Gladiador.

Mas, para o então diretor de futebol, bom era jogadores emprestados ou dos rivais.  Jogadores formados em casa, “corriam o risco” de não vingarem.

Para a felicidade dos são-paulinos, esse diretor saiu em 2003, e aí, sem jovens que foram embora, tivemos que remontar tudo.

E como é difícil remontar um time do zero, fomos buscar o técnico e metade do time que tinha tido a melhor campanha do Brasileiro de 2003 no segundo turno:  Cuca, Fabão, Danilo e Grafite!

ENTROSAMENTO!  Um técnico para poder rapidamente mostrar seu trabalho, precisa de ter jogadores de sua confiança e uma base montada!

E já em 2004, chegamos a semi-final da Libertadores!

Depois conquistamos Libertadores e Mundial.

Depois veio um técnico que era da casa, Muricy Ramalho, com uma comissão fixa, um supervisor de futebol, sem contar com a excelência do REFFIS.

O Vice de Futebol, não tinha muito como se intrometer, pois a engrenagem andava sem ele.

Mas, em 2009, o Vice de Futebol, enfim, conseguiu derrubar Muricy!

Deixou Borges e Hugo irem para o Gremio, A. Dias e Hernanes (Lazio), Richarlyson (Atlético-MG), Jorge Wagner (Japão) .

E brilhantemente trouxe: W. Diniz, Eduardo Costa, Renato Silva, Washigton, Junior Cesar, Arouca, DENIS, Jean Rolt e Saavedra e Adrian Gonzalez (Do San Lorenzo, então não venham dizer que Buffarini foi só pedido da torcida, isso não é novidade para o vice de futebol da época).

No final do ano nenhum desses contratados ficaram.  Exceção? DENIS.

E 2010, ele acabou com o teto salarial, tão elogiado por todos, e que ajuda a manter um elenco unido.

Vieram Cleber Santana (que depois foi emprestado ao Atlético-PR), Fernandão (que aposentou)  e os famosos empréstimos de 6 meses (só pra Libertadores):  Ricardo Oliveira (machucado, mas ainda tinhamos REFFIS), Cicinho e Alex Silva.

Perdemos Miranda (de graça), e aí, a coisa desandou de vez.

E 2011, Juvenal Juvencio o tirou do futebol para ser vice geral (E ele estava certo, de que em 2014, seria o candidato de JJ).  Confesso que ali, achava que era o fim desse dirigente no Futebol do São Paulo!  Bom, se dependesse de Juvenal, certamente seria.

Ernani Takahashi
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