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Luís Antônio Corrêa da Costa, o Muller.

Nasceu na cidade de Campo Grande em 31 de janeiro de 1966.

Muller talvez tenha sido o maior produto da equipe brasileira que jogou o futebol mais bonito durante a década de 1980, “Os Menudos do Morumbi”.

Estreou no tricolor em 15 de novembro de 1984, na goleada por 3 a 0 frente o Taguaritinga em partida válida pelo Campeonato Paulista.

Mas o seu primeiro grande ano foi 1985, sobretudo no segundo semestre.

Sob o comando do técnico Cilinho, o Tricolor marcou a história do futebol, um time fascinante.

O Campeonato Paulista foi conquistado de forma épica.

Um timaço que contava com Falcão, Careca, Silas, Pita, Sidney, tantos outros e Muller.

Muller jogou muito.

Impossível alcança-lo na corrida.

Ao final dela, sempre um mortal e súbito corte em direção do gol.

Acabou convocado para a Copa do Mundo de 1986.

Em seguida foi campeão brasileiro de 1986 e paulista em 1987.

Contratado pelo Torino em 1988, ficou na Europa até 1991.

Voltou ao Tricolor para ser campeão paulista.

O chute de primeira não era seu forte

Mas às vezes, isso ajudava.

Na final do Brasileiro em 1991 frente ao Bragantino, seu furo, resultou em uma bola açucarada para Mario Tilico marcar aquele que seria o gol do título.

E uma lenda se criou, não perdia finais.

Marcelo Djian, zagueiro alvinegro paulista, por exemplo, tinha pesadelos antes de enfrenta-lo.

Campeão da Libertadores em 1992, jogou mal na final, foi substituído, e passou a ser considerado “negociável”.

Aliás, seu comportamento fora de campo, sobretudo durante a época de Telê, fez com que, diversas vezes fosse afastado.

Mas durante seu auge, não sairia mais do Tricolor.

Campeão Paulista de 1992.

Campeão Mundial de 1992.

Bicampeão da Libertadores em 1993.

Campeão da Supercopa da Libertadores em 1993.

Fecharia seu ciclo vitorioso no tricolor, com um gol inesquecível na final do Mundial frente o Milan.

Lembro até hoje, Galvão Bueno gritar: “…falta o lance de Muller…”

Gol magistral.

Meio de chaleira, meio sem querer.

Tão logo marcou o gol da vitória, Muller se dirigiu ao italiano Costacurta e disparou: “Questo gol é per te buffone” (Este gol é para você, palhaço).

Decisivo, Muller sempre foi.

Bicampeão Mundial em 1993

Saiu do Tricolor em 1994, voltou em 1996.

A partir daí passou a perambular por equipes de menor expressão, e foram muitas.

No São Paulo, jogou 387 partidas e marcou 160 gols.

Por: José Renato Sátiro Santiago

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