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Ataque não funciona e São Paulo empata sem gols com Rio Claro

Se algum desavisado assistisse à partida de hoje entre São Paulo e Rio Claro, custaria a acreditar que o melhor ataque do Paulistão estava em campo. O time comandado por Muricy não criou, não finalizou e ficou em um morno 0 a 0 com o time da casa.

O calor pode ter tido seu papel na falta de emo̵̤es. O entrosamento tamb̩m РMuricy escalou um time misto. De qualquer forma, o torcedor que foi ao Augusto Schmidt deve ter travado uma dura batalha contra o sono.

O empate muda pouco a situação do São Paulo no Paulistão. Com 17 pontos, continua na liderança do Grupo 1. O Rio Claro vai a oito pontos, e ocupa o terceiro lugar no Grupo 2.

Fases do jogo: O primeiro tempo inteiro foi de dar sono. O forte calor em Rio Claro contribuiu para um jogo em ritmo extremamente lento, sem praticamente nenhum lance de perigo.

Apesar de mais de 70% de posse de bola, o São Paulo não conseguia criar. A única chance foi em uma cobrança de falta de Rogério Ceni, que passou perto do gol de Richard.

Os donos da casa ficaram acuados, e praticamente não fizeram o goleiro são-paulino trabalhar.

As coisas melhoraram um pouco no segundo tempo: o Rio Claro saiu um pouco mais para o ataque, e forçou o São Paulo a começar a jogar. Rodolfo fez uma boa jogada e bateu para fora. Em seguida, Centurión cruzou para Kardec, que bateu para fora.

Percebendo a má atuação do time, Muricy tirou Centurión e Pato, apagados, e colocou os jovens Boschilia e Jonathan Cafu. Melhorou um pouco, mas a dificuldade em criar chances claras de gol continuou.

A melhor chance do jogo apareceu aos 28 do segundo tempo: Jonathan Cafu fez boa jogada individual e rolou para Kardec. O centroavante bateu e Richard fez uma ótima defesa, espalmando para escanteio.

Foi só. Não era tarde de gols em Rio Claro. O jogo foi muito fraco, e o placar não saiu do 0 a 0.

O melhor: Michel Bastos (São Paulo). O pouco que o São Paulo produziu saiu de seus pés. Se movimentou, procurou a bola e tentou criar jogadas. Chegou a dar chapéu no goleiro adversário, mas estava impedido. O melhor de um time que não esteve inspirado.

O pior: Centurión (São Paulo). Não repetiu o bom futebol de sua estreia contra o Bragantino. Com a missão de substituir Ganso, teve uma atuação apagadíssima até ser substituído por Boschilia na segunda etapa.

Toque dos técnicos: Muricy Ramalho não conseguiu repetir o que enfrentou o Danubio na quarta. Manteve o esquema tático com um time misto – mais uma vez apostando no toque de bola. O São Paulo teve posse, mas muitas dificuldades para criar as jogadas. O Rio Claro de Buião entrou em campo para se defender, e passou o jogo inteiro acuado no campo de defesa.

Para lembrar:

Prevenção. Jogadores de ambos os times passaram repelente antes da partida, para tentar combater o mosquito da dengue.

Apoio. A torcida voltou a mostrar que apoia o técnico Muricy Ramalho. Gritos de “é Muricy” ecoaram no estádio, mesmo diante de um jogo muito sonolento.

Susto passado.Nenê Bonilha, do Rio Claro, voltou a ficar no banco de reservas depois de ficar afastado dos treinos com suspeita de dengue.

FICHA TÉCNICA
RIO CLARO X SÃO PAULO

Data/Hora: 1/3/2015, às 16H
Local: Augusto Schimidt Filho, em Rio Claro (SP)
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza
Auxiliares: Vicente Romano e Fausto Augusto Viana
Cartões amarelos: Renan Luis (Rio Claro) Michel Bastos (São Paulo)

RIO CLARO
Richard; Vinícius Bovi, Gilberto, Pitty e Renan Luis; Nando Carandina, Alê, Matheus (Patrik) e Guaru (Jefferson Paulista); Paulinho e Rodolfo (Denis Murillo).
Técnico: Buião

SÃO PAULO
Rogério Ceni, Bruno, Lucão, Edson Silva e Reinaldo; Hudson, Souza, Michel Bastos (Ewandro) e Centurión (Boschilia); Pato (Cafu) e Alan Kardec.
Técnico: Muricy Ramalho

Fonte: UOL